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O que você precisa saber para comemorar o Dia do Corno

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Foto | Sexlog

25 de abril marca o Dia do Cuckold

Todo dia 25 de abril é celebrado o Dia do Corno, data que o Sexlog abraçou há anos como uma oportunidade de falar abertamente sobre um dos fetiches mais populares da plataforma. Não por acaso: de acordo com os dados do site, mais de 592 mil usuários declararam o cuckold como uma de suas preferências, o que representa 32% de todos os participantes dessa rede social que preencheram o campo de fetiches. Em 2025, esse número chegou ao recorde histórico de 46,6%.

Para quem ainda não conhece o termo: cuckold é o fetiche em que um dos parceiros encontra prazer em ver, ou saber, que o outro se relaciona sexualmente com outras pessoas, sempre com consentimento e combinado entre o casal. Para quem é adepto, o fetiche não é traição, para eles é justamente o oposto dela.

Mas antes de mergulhar de cabeça, há coisas que vale a pena entender. O Sexlog ouviu quem já vive essa realidade  e os números confirmam o que eles dizem.

Você precisa ter certeza

Fagner é um dos homens que vivem o cuckold no dia a dia. Quando decidiu contar à esposa sobre o fetiche, já sabia exatamente o que queria e, segundo ele, essa clareza faz toda a diferença. “Acredito que ‘arrependimento’ existe para quem não está 100% preparado para viver esse fetiche. A partir do momento que decidi expor minha vontade para minha esposa, eu já estava decidido”, diz.

Para quem está em dúvida, o conselho dele é gradual: fantasia durante o sexo, contos eróticos com o tema, vídeos. Só depois de ter plena certeza, partir para a prática. “Depois que você levar chifre, não tem mais volta”, resume. 

Uma pesquisa do Sexlog feita com mais de 13 mil respondentes confirma que a descoberta do fetiche raramente é imediata: 30,6% percebeu o interesse durante um relacionamento, 29,7% ainda está descobrindo e 20,8% só identificou o desejo após anos de relação. Apenas 18,8% sabia disso antes mesmo de se relacionar pela primeira vez.

Comunicação não é opcional

Jeff, que também vive o fetiche com a esposa, conhecida como Rainha, é enfático sobre o que sustenta uma dinâmica saudável: muita sinceridade. “Não conversar é o maior erro que os casais cometem no começo. Tem que expor o que você quer, o que você acha, o que você gosta, o que pode e o que não pode  e respeitar o que é dito”, diz.
Para o casal, tudo tem regra combinada. A principal delas é que Rainha não sai sozinha, Jeff está sempre presente. Já ele não se envolve com outras pessoas, nem mesmo em casas de swing. Outro ponto inegociável é que o uso de camisinha é obrigatório. Eles contam que sem qualquer um desses pilares, não há brincadeira.

Fagner vai na mesma direção: “Um relacionamento cuckold e hotwife é pautado na base da confiança e transparência. Não tem motivos para haver mentiras.”

Os dados da pesquisa sustentam essa visão. Quando perguntados sobre o impacto do fetiche na relação, 46,7% dos adeptos disseram que ele fortalece o relacionamento e melhora a comunicação. Apenas 3,1% relatou que gera conflitos e ciúmes.

O perfil de quem pratica pode surpreender

O imaginário popular pode criar uma imagem equivocada de quem é o cuckold. Os dados do Sexlog ajudam a traçar um retrato mais fiel.

34,7%  dos respondentes têm entre 35 e 44 anos, a faixa etária mais representada.

46,7%  dizem que o fetiche fortalece o relacionamento.

63,3%  apontam a “excitação em assistir” como principal motivação.

65,4%  dizem que o que importa na escolha do parceiro é a conexão e a química, não características físicas.

58,5%  encontra parceiros diretamente no Sexlog.

Outro dado que quebra estereótipos: quase metade dos adeptos (48,4%) prefere alternar entre assistir e participar em algum momento: o voyeurismo puro, sem qualquer participação, é escolhido por apenas 11,2%.

O ciúme existe e precisa ser trabalhado

Nenhuma experiência nova é isenta de emoções difíceis. Jeff conta que a esposa teve um período de insegurança quando os encontros eram desmarcados com frequência e ela chegou a achar que o problema era com ela. “Com o tempo, entendi que era ansiedade dos outros homens, não uma rejeição a mim, ao meu corpo ou qualquer coisa assim. Tinha a ver com  ansiedade e expectativas deles mesmos com as próprias performances”, conta ela.

Já a Rainha admite ter ciúme do próprio marido na vida cotidiana, mas dentro da dinâmica combinada, esse sentimento simplesmente não aparece. “No swing não tenho ciúme, porque é uma coisa combinada”, explica ela. “No dia a dia, tenho.”

A pesquisa do Sexlog mostra que 24,5% dos adeptos reconhecem que o fetiche dá mais prazer, mas pode gerar insegurança. Tanto para Jeff quanto para Fagner, é importante ter consciência disso antes de começar e faz parte do processo.

O preconceito ainda existe, mas está mudando

Quase 66% dos respondentes da pesquisa disseram sentir preconceito contra o fetiche, seja dentro ou fora das comunidades fetichistas. É um número alto, mas que também revela que há um espaço crescente onde essas conversas são normalizadas.

O Sexlog tem sido um desses espaços. Com mais de meio milhão de pessoas que assumem o cuckold como parte de quem são, a plataforma se tornou referência para quem quer viver o fetiche com segurança, respeito e, acima de tudo, prazer.

Pronto para dar o passo?

Se você chegou até aqui e a resposta é sim, Jeff tem uma última mensagem para quem está na dúvida sobre a parceira. “Digo para ela ir sem medo, fazer dessa experiência um momento único para o casal, curtir o máximo que conseguir, dar tudo de si, porque vai ser uma forma de apimentar a relação e trazer mais confiança e união.”

E Fagner arremata com a síntese de quem já viveu: “Se jogue! Viva esse fetiche incrível.”


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