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Sexo de reconciliação é o melhor? Por que a transa pós-briga tem tanta fama (e quando vira problema)

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Foto | Getty Images

Entre famosos e anônimos, a fama da transa pós-discussão é imbatível, mas a ciência revela um detalhe surpreendente sobre a qualidade desse sexo. Para Marie Claire, uma sexóloga analisa prós e contras ir pra cama depois de uma DR

Sexo de reconciliação ganhou uma grande fama: há casais que apontam que é depois de uma DR que a transa realmente pega fogoAngélica*, de 36 anos, viveu isso: teve uma das melhores transas da vida com o primeiro namorado depois de uma discussão boba. “Sinto como uma adrenalina, talvez até uma raiva, que me faz querer provar o quanto sou boa e o quanto meu parceiro ainda me deseja. Também quero mostrar o quanto uma briga não diminui meu tesão em nós”, conta, dizendo que também entram na conta o combo paixão, amor e conexão.

Ela não é a única. A atriz Fernanda Lima, por exemplo, revelou em 2025 que engravidou dos gêmeos Francisco e João, hoje com 17 anos, num sexo depois de reconciliação com o marido, Rodrigo Hilbert. “Ficamos um ano separados. Engravidei naquele sexo ‘da volta’. Transamos na obra que eu estava fazendo em casa”, disse ao participar do podcast MaterniDelas. O status cobiçado também é grande em relatos no X e TikTok, inclusive de gente dizendo que pensa na transa inclusive enquanto a briga acontece. Não é o caso de Angélica: “A vontade de transar vem naturalmente depois, não durante as discussões. Sem contar que isso acontece depois de discussões mais bobas e cotidianas. Se for algo muito sério, aí não tem clima”.

Por que o sexo de reconciliação é considerado o melhor?

Mari Williams, especializada em terapia sexual e de casais, explica que, de fato, a há uma mística em torno deste sexo. Transar depois de uma DR pode ser considerado mais prazeroso por envolver fatores emocionais fortes. Ela aponta que as pessoas se esquecem que sexo não é só fisiológico ou uma forma de ter prazer físico. “Sexo nunca é só sexo. É uma experiência de vínculo, aproximação, poder, sedução e desejo. Sempre tem vários afetos em jogo e, depois de uma briga, esse sexo aproxima, pode acalmar e desperta a sensação de poder”, diz.

A coach de sexo e relacionamentos norte-americana Myisha Battle já falou do assunto em um artigo para a revista Time. Ela argumenta que por um lado é bom buscar uma reconexão com a parceria depois de uma discussão ou discordância — e aqui o sexo pode estar envolvido. Battle escreve: “O sexo pode ser a demonstração definitiva de que a briga acabou, permitindo que ambos os parceiros sigam em frente sem qualquer ressentimento entre si”.

O fenômeno já intrigou cientistas: uma pesquisa divulgada em 2020 constatou, ao observar 107 casais, que o sexo de reconciliação é uma maneira de se sentir mais perto da parceria e reduzir os sentimentos negativos do conflito, além de melhorar a forma como as pessoas veem o relacionamento em si. Mas há um plot twist: o estudo também apontou que a qualidade do sexo depois de uma briga era pior. “Ou seja, mesmo que o sexo em si não seja percebido como tão bom, há benefícios emocionais mais duradouros para a relação”, diz o estudo.

Quando o sexo de reconciliação vira problema?

Williams reforça que sexo de reconciliação não é, necessariamente, ruim. Ele pode, sim, ter potencial para acalmar e aproximar o casal depois de uma discordância. Dito isso, o problema está na frequência: se vira rotina, pode, por exemplo, fazer com que discussões mais profundas não sejam levadas com a seriedade que merecem — afinal, é como se “tudo fosse se resolver na cama”. A própria sexóloga já ouviu vários relatos de casais que passaram a se provocar para, depois, descarregar as emoções na cama. “É ruim quando o único sexo bom venha depois da briga. O legal também é que, dentro de uma relação boa, a gente saiba como ativar nosso desejo, ter experiências de vínculo ou buscar experiências sexuais diferentes.” Sem contar que isso pode mascarar problemas mais sérios dentro do relacionamento, caso seja adotado como uma estratégia para resolver conflitos.

Além disso, pode trazer a percepção de que o terreno do relacionamento está sólido quando, na verdade, não está. “Já ouvi de pessoas que fazem sexo com frequência, mas se sentem travadas quando se trata da intimidade cotidiana, não sexual, com o parceiro”, diz Battle na Time“Quando o sexo se torna a principal forma de expressar emoções (alegria, tristeza, raiva ou luto) pode existir uma falta de proximidade emocional na relação. O sexo de reconciliação pode ser uma maneira de evitar uma conexão mais profunda, resultando no que parece, à primeira vista, um relacionamento saudável, mas que, na prática, carece de intimidade real”, continua.

Ou seja, brigar e transar em seguida não é um segredo para ter mais fogo na cama, e pode empurrar conflitos mal resolvidos que podem, ao longo do tempo, desgastar a relação e deixar o sexo ruim. O melhor é, sempre, conversar — seja indo para a cama depois ou não. “É importante não esquecer por que aquela briga aconteceu e qual necessidade de cada uma das pessoas não estava sendo ouvida para que houvesse essa discussão, porque é por isso que elas acontecem”, explica Williams. A sexóloga sugere, por exemplo, fazer perguntas como “O que tem por trás disso? Você está se sentindo insegura porque? Ou você está se sentindo triste porque?” antes de chegar aos finalmente. “Isso abaixa os ânimos e finaliza o debate para, aí sim, transar. Em vez de ir da briga para o sexo, vai da briga ao diálogo para a calma, o romance e, depois, o sexo. Sinto que é nesse fluxo que se constrói um caminho muito mais interessante”, diz.


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