Connect with us

Agricultura

Colheita chega a 85% e traz alerta para doenças de final de ciclo

Published

on

Com a colheita da soja 2025/26 praticamente encerrada no Centro-Oeste e avançando para a reta final, as doenças de final de ciclo (DFCs) seguem como fator de perda relevante nas áreas colhidas mais tardiamente. Levantamentos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que doenças foliares podem reduzir a produtividade entre 15% e 20%, com impacto maior justamente no fim do ciclo.

No Brasil, a colheita já supera 85% da área, com ritmo mais acelerado em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde os trabalhos estão praticamente concluídos. Nessas regiões, o clima mais seco no período de maturação ajudou a conter a pressão de doenças e garantir melhor desempenho produtivo.

O cenário é diferente no Sul. Estados como Rio Grande do Sul e Paraná concentram as áreas mais atrasadas, com lavouras ainda em fase final de colheita. Nessas regiões, o excesso de chuvas e a alta umidade nas últimas semanas criaram ambiente favorável para a evolução de doenças foliares, elevando o risco de perdas.

Esse contexto reforça o impacto das DFCs. O complexo, que inclui mancha-alvo, mancha-parda e cercosporiose, atua reduzindo a área foliar ativa da planta no momento mais crítico, o enchimento de grãos. Quanto mais tempo a lavoura permanece exposta em condições favoráveis aos patógenos, maior tende a ser a perda de produtividade.

A diferença regional também explica a variação nos resultados. Enquanto áreas colhidas mais cedo conseguiram preservar melhor o potencial produtivo, lavouras que enfrentaram atraso na colheita ficaram mais expostas ao avanço das doenças e à deterioração da qualidade dos grãos.

O manejo segue como principal ferramenta de contenção. O uso de fungicidas, aliado ao monitoramento técnico, ajuda a reduzir o impacto, mas sua eficácia depende do momento de aplicação e da pressão da doença em cada área.

Para o produtor, o cenário resume um ponto central da safra: mesmo com produção elevada e tecnologia embarcada, perdas no fim do ciclo continuam sendo determinantes para o resultado final. Em um ambiente de margens mais apertadas, o controle das doenças deixa de ser apenas técnico e passa a ser decisivo para a rentabilidade.

Fonte: Pensar Agro

Comente Abaixo
São Mateus47 minutos ago

EDP reconstrói travessia sobre o Rio Cricaré e reforça a segurança do sistema elétrico em São Mateus

As obras beneficiam diretamente cerca de 4 mil clientes com a recomposição de 1,5 quilômetro de rede elétrica A EDP,...

Estadual1 hora ago

Governador Ricardo amplia liderança na disputa ao Governo com 37%

Com o crescimento registrado em relação a última pesquisa, vantagem sobe para 12 pontos de diferença para o segundo colocado...

São Mateus2 horas ago

ASSENOR lança Diálogos e debate futuro do Norte Capixaba com foco no ParkLog ES

A ASSENOR (Associação Empresarial do Litoral Norte do Espírito Santo) realizou a primeira edição do Diálogos ASSENOR, iniciativa criada para...

Horóscopo4 horas ago

Horóscopo do dia | previsão para os 12 signos em 17/07/2026

As mulheres cancerianas são dotadas de elevada sensibilidade, instinto maternal excepcionalmente desenvolvido, índole carinhosa, meiga e protetora. Amam o lar,...

São Mateus15 horas ago

MPF pede reforma urgente em cinco escolas quilombolas de São Mateus

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o cumprimento imediato de uma sentença que obriga o município de...

Estadual15 horas ago

O Curinga de Casagrande e Ricardo | A trajetória de Tyago Hoffmann como peça-chave dos governos do ES

Em um cenário político em que confiança é um ativo raro e resultados são a principal moeda de troca, poucos...

Nacional15 horas ago

Mulher perde parte da orelha após ser mordida pelo companheiro

Uma mulher foi vítima de uma violenta agressão na tarde da última sexta-feira (10), em Tailândia, no nordeste do Pará....

São Mateus

Regional

Estadual

Nacional

Policial

ENTRETENIMENTO

POLÍTICA

Esportes

Mais Lidas da Semana