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Outubro Rosa | 7 fatos sobre câncer de mama que todas devem saber

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Reprodução: Freepik

Outubro Rosa já é um velho conhecido das mulheres. Desde 1990, o movimento internacional visa promover a conscientização sobre o câncer de mama, o mais comum entre a população feminina. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), ligado ao Ministério da Saúde, em 2020 foram diagnosticados mais de 66 mil novos casos da doença.

A pandemia da covid-19, porém, pode ter mascarado uma realidade ainda mais preocupante. De acordo com levantamento publicado em abril na Revista de Saúde Pública, o número de mamografias realizadas na rede pública diminuiu 42% no ano passado em comparação a 2019. A diferença deve significar algo em torno de 4 mil casos de câncer de mama não descobertos e, consequentemente, não tratados.

Diante do cenário, é preciso reforçar a importância de retomar os exames preventivos o quanto antes, tendo em mente que quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maior será a chance de cura.

Acompanhamento médico salva vidas e informação também. Por isso, o Metro World News conversou com Fabiana Baroni Makdissi, head do Centro de Referência da Mama do A.C.Camargo Cancer Center, que listou sete fatos que toda mulher deve saber sobre o câncer de mama. Confira:

  • A maioria das mulheres que têm câncer de mama não têm histórico familiar

Segundo estimativas, apenas 10% dos casos da doença são hereditários. Contudo, quando o parentesco é de primeiro grau, pode ser que a atenção precise ser maior, com indicação de mudanças nas idas ao médico ou na realização mais frequente de exames de controle.

Investir em rastreamento genético é uma boa opção nesse caso, ainda mais quando o tumor no parente tiver sido diagnosticado antes dos 40 anos.

  • O estilo de vida pode interferir no surgimento do câncer

Os principais fatores de risco para a doença são obesidade e sedentarismo, mas há outros, como tabagismo, alcoolismo, ingestão de alimentos gordurosos (principalmente as frituras) e os alimentos muito açucarados. A reposição hormonal prolongada também pode aumentar o risco. Por isso, adotar hábitos saudáveis desde cedo é muito importante.

Além disso, o próprio envelhecimento representa perigo, já que, quanto mais a idade aumenta, maiores são as possibilidades de uma descoberta de câncer. Assim, a mamografia deve ser incorporada à rotina de cuidados anuais após os 40 anos. Quem tem histórico familiar pode precisar iniciá-la antes e, por isso, deve ouvir o médico

  • Amamentar protege contra o câncer de mama

Há evidências científicas que dão conta de que quanto mais tempo a mulher amamentar, mais protegida ela estará. Isso porque a amamentação reduz o número de ciclos menstruais e, consequentemente, a exposição a certos hormônios femininos que podem contribuir para o surgimento de tumores.  

  • O autoexame não anula a necessidade da mamografia

O autoexame geralmente não identifica tumores em fase inicial – com maiores chances de cura -, pois a mulher pode senti-los já com tamanhos maiores. Por essa razão, a mamografia é indispensável para o diagnóstico precoce.

No entanto, no dia a dia, a mulher também deve ficar atenta as suas mamas: formato, tamanho, características dos mamilos, da pele e presença de bolinhas nas mamas ou nas axilas. Qualquer alteração deve ser notificada ao médico.

  • Próteses de silicone não causam câncer​

Não há relação alguma entre o câncer de mama e próteses de silicone. Entretanto, a mulher precisa ter suas mamas avaliadas antes de colocar os implantes e, mesmo com o silicone, deve fazer suas mamografias de rotina.

  • Nem todo nódulo na mama é câncer

A maioria dos nódulos em mulheres com menos de 40 anos  têm causa hormonal e seu aparecimento geralmente está associado ao período menstrual.  De qualquer forma, devem ser investigados caso persistam. mas atenção: há casos de câncer antes dos 40 e somente o médico será capaz de orientar a paciente, chegando a uma conclusão final.

  • Emoções negativas não causam câncer

O surgimento do câncer de mama – ou qualquer outro – não está ligado a sentimentos negativos, como raiva, mágoa ou até mesmo estresse. Trata-se de um grande mito e é preciso parar de culpabilizar o paciente sobre doença que o acomete.

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