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Meio Ambiente

Parceria rende bons resultados no resgate de animais silvestres

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VITÓRIA (ES) – Animais perdidos em área urbana, debilitados por envenenamento, caça, atropelamento, armadilha, entre outras situações de perigo são recuperados e reintroduzidos na mata pelos funcionários do Parque Estadual Pedra Azul (Pepaz), em Domingos Martins. Em parceria com a Polícia Ambiental e a população, o trabalho de resgate de animais silvestres integra órgãos e parceiros para ações de fiscalização e autuações de crime ambiental.

Embora a maior parte dos animais silvestres encontrados no espaço urbano não ofereça risco para a população, uma abordagem inadequada pode deixar o bicho estressado e resultar em acidentes. O Pepaz conta com uma estrutura mínima para recebimento de fauna e conta com a ajuda da população na entrega desses animais.

Além da rotina intensa de resgate de pequenos pássaros, no Parque há registros de atendimento de diferentes espécies, como preguiça, cachorro do mato, tamanduá, coruja, gavião, tatu, lontra, gato do mato, guaxinim, ouriço-cacheiro, siriema, paca, macaco, serpentes, gambá, veado e outros.

Trabalho voluntário

Com a parceria da Polícia Ambiental muitos animais são recuperados e reintroduzidos na mata. Para os que necessitam de cuidados veterinários, o Pepaz conta com o trabalho voluntário de profissionais parceiros da região. 

Os animais silvestres são protegidos por lei, havendo necessidade de autorização do órgão ambiental – o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) – para resgate. O protocolo consiste na ida da Polícia Ambiental ao local para realizar uma remoção para área de mata ou um centro de tratamento.

Quando não é possível a reintrodução imediata, os animais são entregues aos cuidados de centros especializados localizados na Grande Vitória. Infelizmente, alguns animais vão a óbito durante o trajeto. Por isso, o Iema reforça a importância das parcerias locais com o Parque para atendimento e recuperação no local, evitando o deslocamento. 

Alguns números de atendimento:

– Gaiolas apreendidas ao mês (em média): 20 unidades
– Armadilhas apreendidas: Uma arataca no mês de março deste ano.

– Pássaros apreendidos e entregues aos cuidados do Pepaz: 20 aves em média por mês.

– Fiscalização mensal: Em média, duas vistorias para atendimento de denúncias e demandas emergenciais.

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Meio Ambiente

Drones são usados em fiscalização e licenciamento ambiental no ES

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Adquiridos por meio de conversão de multa ambiental, os aparelhos já foram usados em várias vistorias técnicas, gerando economia e agilidade.


VITÓRIA (ES) – No Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), a tecnologia trabalha em favor do licenciamento ambiental. As equipes de fiscalização em campo contam hoje com o auxílio de drones para vistorias em locais de difícil acesso ou de áreas de risco. Adquiridos por meio de conversão de multa ambiental, os três aparelhos estão em atividade desde agosto de 2018 e já foram utilizados em várias vistorias técnicas. 

Um mapeamento interno mostrou que as áreas com maior demanda para o uso da ferramenta são os setores de resíduos sólidos e saneamento, mineração, fiscalização e coordenação de empreendimentos diversos. Sendo assim, quatro servidores desses departamentos passaram por treinamento e certificação. O treinamento, ministrado pelo servidor Gilberto Arpini Sipioni e pelo especialista Henrique Potratz, abordou técnicas de pilotagem, noções de fotografia, mapeamento de risco e operação.

Os aparelhos têm representado uma economia de recursos para o Iema, além de aumento na qualidade da informação produzida em vistorias e, principalmente, uma forma de garantir maior segurança aos servidores em campo. Com essa ferramenta, a equipe técnica realiza a vistoria a partir de um lugar fixo e seguro, obtendo imagens de alta qualidade. 

Dessa forma, não há a necessidade de acesso por veículo ou a pé a lugares remotos, ou seja, evitando gastos tanto de recursos financeiros quanto de tempo de serviço em campo.

Segundo um dos técnicos habilitados para operar os drones, Joder Torres do Vallis, o aparelho é um diferencial no serviço de licenciamento, principalmente no que diz respeito à visão global do empreendimento, pois é possível obter uma perspectiva “de cima” para a área a ser licenciada, com o mesmo efeito de um panorama aéreo feito de helicóptero, por exemplo, tendo um custo de operação bem mais barato.

Agilidade

Pelos benefícios financeiros, facilidade de manuseio e agilidade na produção de conteúdo técnico, a operação com os equipamentos também será estendida para o monitoramento e controle periódicos dos empreendimentos, além do geoprocessamento. Isso dará mais rapidez e eficácia ao trabalho de licenciamento ambiental e fiscalização.

O equipamento também foi importante no auxílio prestado pelo Iema ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo (CBMES), no incêndio ocorrido na unidade da Petrobras, no município da Serra, em janeiro deste ano.

“O uso dos drones pode ser ainda mais amplo. As imagens desse incêndio foram cedidas ao Corpo de Bombeiros para serem anexadas ao processo de investigação. Isso auxilia os peritos a determinarem as causas do incêndio”, explica o técnico do Iema, Gilberto Arpini Sipioni.

Os drones também foram utilizados em outras áreas de risco, onde o acesso representava perigo aos técnicos do Instituto, como foi o caso da fiscalização da barragem no rio Pequeno, que liga a Lagoa Juparanã ao rio Doce, em Linhares. Em 2018 foi construída uma estrutura adicional para a redução do nível da água que só pode ser devidamente fiscalizada por via aérea. Devido à autonomia de voo, todo o levantamento foi feito a distância.

Novas possiblidades para o uso dos drones já estão sendo analisadas pelo órgão e este ano mais servidores serão treinados para fazer a operação dessa ferramenta. “Alinhando a visão sistemática de nosso quadro técnico com a qualidade e amplitude de operação dos drones. O Iema se coloca à frente no que tange à responsabilidade com o meio ambiente e o licenciamento ambiental”, destaca o diretor Alaimar Fiuza.

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