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Esposa perdoa traição e vira amiga da ex-amante: “Transformei história de dor e traição em amor”

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Após traição, mulher perdoa marido e se torna amiga da ex-amamente dele (Foto: Anna Tarazevich/Pexels)

Uma mineira de 35 anos, que preferiu não se identificar, conta que não só superou a traição do marido, como acolheu o filho que ele teve fora do casamento e hoje se considera amiga da ex-amante. “Fui a esposa traída e somos amigas. Sei que muita gente não entende isso. Mas eu amo o menino acima de tudo: de traição, dor ou qualquer coisa. E a mãe dele também”, disse ela em depoimento

Uma mineira de 35 anos, de Nova Lima — que prefere não ter a identidade revelada — é a protagonista de uma história de amor e superação. Hoje, além das duas filhas de 12 e 9 anos, ela também convive com o enteado de 4 anos, fruto de uma traição do marido. “Amo como se fosse meu filho. Hoje, a mãe dele e eu nos damos bem, e ele fala que sou a segunda mãe dele. A guarda é compartilhada, ele fica uma semana com cada um e estamos sempre nos ajudando. Consegui transformar um momento difícil, de traição e dor em amor”, disse.

Em depoimento ela relembrou como descobriu a traição, a existência de um enteado e como foi a decisão de dar continuidade ao casamento. 

“Conheci meu marido com 18 anos, namoramos por um ano e nos separamos. Ficamos 3 anos sem nos ver e depois nos encontramos novamente. Foi quando engravidei da nossa primeira filha. Quando ela tinha 1 ano, casamos e, três anos e meio depois, tivemos a segunda filha. No entanto, até o sétimo ano, nosso casamento foi muito conturbado. Ele bebia muito, não era alcóolatra, mas quando bebia, aos finais de semana, não tinha limites e isso atrapalhava muito nosso relacionamento. Então, sempre brigávamos muito por isso. Lembro que teve um dia que ele chegou em casa alterado e decidi que não queria mais. Achava que minhas filhas não mereciam ver o pai desse jeito. Então, pensei que se não acontecesse um milagre, abriria mão do casamento.

Dois meses depois, ele propôs que nos mudássemos para os Estados Unidos e fomos. Assim que chegamos, ele passou por uma grande mudança: parou de beber, passou a dar mais valor pra mim e minhas filhas, e ficamos bem. Quando completamos três anos no exterior, ele ficou sabendo que tinha um filho no Brasil. No meio de toda aquela bagunça dos primeiros sete anos, ele me traiu e teve um filho com outra pessoa. Ela ainda estava grávida quando nos mudamos, mas decidiu não contar, pois, segundo ela, não queria estragar o  nosso casamento.

Quando ele ficou sabendo, a criança já tinha 2 anos e meio. Na época, a mãe contou que o menino começou a chamar pelo pai. Ela ficou sensibilizada e procurou a família do meu marido. No momento em que ficou sabendo, ele não me contou, mas decidiu voltar para o Brasil. Assim que chegamos, ele fez o exame de DNA e o resultado deu positivo. Então, ele conversou comigo. Para mim, foi muito difícil. Procurei ajuda espiritual para entender tudo o que estava acontecendo. Depois de três anos em paz, veio essa notícia. Depois de muito refletir, decidi que iria continuar com minha família, pois levei em conta que a traição havia acontecido em um momento conturbado que deixamos para trás. Eu não sabia se iria conseguir, pois a confiança estava abalada. Mas decidi tentar. Procurei me entender e conversar com outras pessoas.

Hoje, mais de um ano depois, estamos em paz. Meu enteado já está com 4 anos e, desde o primeiro momento, disse para o meu marido que deveríamos ser as melhores pessoas para ele. Tudo o que nossas filhas têm, deveríamos proporcionar para ele. E foi assim desde o início. Foi difícil, mas entemos que ele é parte da nossa família. Por ironia do destino, a mãe  e eu temos o mesmo sobrenome; me sinto a segunda mãe dele — não apenas a companheira do pai dele, madrasta ou uma pessoa de fora. Hoje, amo como se fosse meu filho. Ficamos sabendo a existência dele em outubro e, em fevereiro, passamos a recebê-lo em casa regularmente. Quando ele chegou, arrumei um quartinho decorado, cama, roupas, brinquedos… o espaço dele! Minhas filhas e o irmão estudam na mesma escola e fazem tudo juntos. A guarda é compartilhada e ele fica um final de semana com cada um, parte da semana com cada um.

Sobre a mãe, não tivemos um contato imediato. Primeiro, conversava apenas com a avó do meu enteado. No começo, era muito difícil para mim conversar com ela. E ela também não se sentia a vontade de falar comigo. No entanto, uma vez, pouco antes do início das aulas, meu marido e eu resolvemos matricular meu enteado na mesma escola das meninas. Como eu precisava dos dados dela para fazer a matrícula, criei coragem e falei com ela. E foi assim que começou. No início, falávamos apenas o necessário. Mas sempre procurei me colocar no lugar dela, pois seu filho era criança. Ele tinha apenas 3 anos e estava indo para a casa de pessoas que ela mal conhecia. Ela deveria ter medo. Então, eu sempre fiz questão de mandar fotos e dizer que estava tudo bem. Como meu marido e ela ficavam desconfortáveis de se falarem, ela preferia falar comigo. 

Hoje, nós duas é que tomamos todas as decisões em relação a ele. Meu marido, claro, participa, mas a decisão é nossa. Ela e eu nos damos muito bem. Hoje, 1 ano e meio depois, posso dizer que somos muito amigas, nos falamos todos os dias, principalmente sobre o meu enteado, mas também sobre outros assuntos e nos ajudamos muito. Sei que não é comum, pois fui a esposa traída, mas somos amigas, apesar de muita gente não entender isso. A nossa relação foi construída tendo como base o amor pelo pequeno. Eu o amo acima de tudo: de traição, magua, dor ou qualquer coisa. É claro que entendo que não sou a mãe, mas, sim, a madrasta e a decisão final é sempre dela, que é a mãe. Mas estou muito envolvida, pois temos muito amor por ele. Temos uma relação de cumplicidade muito grande e isso foi estabelecido na base do amor.

Aprendi que se você está em uma relação em que o outro tem filhos, sua obrigação é aceitar essas crianças. Nunca se deve tentar afastar um pai ou mãe de um filho. Só continue nesse lugar se você for capaz de amar e aceitar. Filho é a coisa mais importante, não o relacionamento. O primeiro passe é se abrir para que esse amor, e digo que vale a pena! É tão bom quando estou com meu enteado, a gente deita e ele fala: ‘Eu sou de você titia, quero dormir com você!’. Ele diz que quer me fazer feliz. Sinto uma emoção tão grande como se fossem minhas filhas falando. A criança retribui esse amor e é muito bom. Quanto mais você ama, mais amor volta pra você! Hoje, sei que consegui transformar um momento difícil de dor  e traição em amor.”


(*Revista Crescer)

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