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Meio Ambiente

Brasil aparece em 116º lugar no ranking de países com maior risco de faltar água

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A ferramenta usa uma metodologia sólida, com base em revisão de pares e dados de acesso à água e estresse hídrico do mundo todo

Uma nova ferramenta divulgada na terça-feira (6) permite identificar quais as regiões com maior risco de faltar água no Brasil e no mundo.

O Aqueduct Water Risk Atlas, produzido pelo World Resources Institute (WRI), avalia o estresse hídrico, riscos de seca e enchentes em cidades e regiões de 189 países.

A ferramenta usa uma metodologia sólida, com base em revisão de pares e dados de acesso à água e estresse hídrico do mundo todo. Ela avalia a demanda por água em regiões, incluindo para abastecimento doméstico, uso industrial, irrigação e consumo da pecuária, criando um importante panorama da segurança hídrica no planeta. Os dados vão da década de 1960 até 2014.

Segundo os dados, os países com maior problema de falta de água no mundo estão concentrados principalmente no Oriente Médio:

1. Catar

2. Israel

3. Líbano

4. Irã

5. Jordânia

Mas a crise hídrica e os riscos de falta de abastecimento por secas também chamam a atenção em outras regiões do mundo, como na Índia, o 13º na lista, Chile (18º), Bélgica (23º) ou Portugal (44º).

Falta d’água no Brasil

O Brasil é o país com maior reserva de água doce do mundo, graças aos rios amazônicos e os rios voadores, que geram chuva para o Centro-Oeste e Sudeste do país, abastecendo nossa agricultura. Assim, no ranking de países, o Brasil não aparece entre os mais críticos – é apenas o 116º. Ainda assim, quando olhamos para regiões ou cidades específicas, vemos que crises hídricas são um fato.

Faltou água nas principais cidades do país: em São Paulo e no Rio de Janeiro (2014-15) e no Distrito Federal (2017-18). No Nordeste, a população enfrentou recentemente uma sequência de 5 anos de seca extrema, agravadas pelas mudanças climáticas.

O ranking do Aqueduct identifica essas áreas principais. Ele mostra que, no Brasil, regiões da Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte sofrem com níveis “extremamente altos” de risco de crise hídrica, um nível semelhante ao dos países do Oriente Médio. As regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Ribeirão Preto e Vitória aparecem com risco “alto”, assim como outras regiões. O mapa abaixo mostra a situação. Quanto mais escuro o tom de vermelho, maior o risco.

Como as florestas podem ser uma solução

O ranking do Aqueduct mostra as informações mais recentes sobre onde, no mundo, há risco para o abastecimento de água. Mas outros projetos do WRI apontam para soluções às frequentes crises de falta d’água que cidades e países enfrentam no mundo. Uma dessas linhas de estudo indica que a solução para esses problemas pode estar na natureza.

Trata-se dos investimentos em infraestrutura natural. São soluções inovadoras baseadas na natureza, como a conservação de áreas de mata nativa, a restauração florestal e a gestão sustentável das paisagens.

Estudo do WRI mostra que a infraestrutura natural pode contribuir para abastecimento de água limpa e regular nas grandes cidades, além de proteger contra enchentes e secas. No Brasil, o WRI Brasil analisou o papel da infraestrutura natural em duas regiões, São Paulo e Rio de Janeiro. Os resultados mostram que a restauração de áreas degradadas contribui para a melhora da qualidade da água nas grandes cidades e reduzem gastos das empresas de saneamento.

Com conhecimento adquirido em soluções baseadas na natureza e investimentos em infraestrutura natural, as cidades brasileiras podem se preparar para garantir abastecimento de água de qualidade para os seus cidadãos, se protegendo de secas e das mudanças climáticas.


(*WRI Brasil)

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Meio Ambiente

Período de defeso do caranguejo-uçá começa no dia 10 de janeiro no ES

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Trata-se da fase de reprodução da espécie. Captura e comercialização ficam proibidas nestas épocas: são quatro períodos de ‘andada’ no ano.

O primeiro período de defeso da espécie Ucides cordatus, popularmente conhecido como caranguejo-uçá, começa no dia 10 de janeiro e vai até o dia 15 do mesmo mês no Espírito Santo. Com isso, está proibida a sua captura, a manutenção em cativeiro, o transporte, o beneficiamento, a industrialização, o armazenamento e a comercialização.

Também está proibida a comercialização das partes isoladas (quelas, pinças, garras ou desfiado), durante os dias de “andada”. De acordo com o calendário estabelecido pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), há quatro períodos de defeso e o encerramento se dá no mês de abril.

“Durante o período de defeso, a comercialização só está permitida para o caranguejo em estoque e devidamente autorizado. Entende-se por manutenção em cativeiro o confinamento artificial do caranguejo vivo em qualquer ambiente no Estado do Espírito Santo”, explica o agente de desenvolvimento ambiental e recursos hídricos, Anderson Ferrari.

A “andada” é o período reprodutivo em que os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas e andam pelo manguezal para acasalamento e liberação de ovos.

A fiscalização se dá em cada município, mediante constatação técnica pelo órgão municipal responsável pela gestão ambiental. No município não produtor do caranguejo-uçá, deverá ser respeitado o calendário de andada na região de origem do produto, acompanhado de guia ou documento oficial para transporte e comercialização. Os infratores às regras estão sujeitos às penalidades e às sanções previstas na Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.

Confira os períodos do defeso do caranguejo-uçá em 2020:

  • 1º Período: de 10/01/2020 a 15/01/2020;
  • 2º Período: de 09/02/2020 a 14/02/2020;
  • 3º Período: de 09/03/2020 a 14/03/2020;
  • 4º Período: de 07/04/2020 a 12/04/2020.

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