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No date, no namoro e no casamento, preservativo garante sexo seguro

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Reprodução: Internet

Muitas vezes, ao levar uma relação amorosa ou sexual a outro nível, no qual existem acordos de exclusividade e confiança mútua, os parceiros costumam abrir mão do uso do preservativo e investir em outros métodos contraceptivos quando não há o desejo de ter filhos.

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No entanto, a camisinha, apesar de ser um dos métodos mais eficazes na contracepção, é também uma importante aliada no que diz respeito à prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

A maioria dos especialistas em saúde e o Ministério da Saúde reforçam a importância da camisinha. Quando há o desejo de ter filhos, existem alguns exames recomendados para garantir a saúde do casal — chamados de pré-nupciais.

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Em um mundo moderno e com diferentes tipos de relacionamento, os profissionais da saúde buscam uma abordagem mais realista ao entender que não são apenas os casais que tentam a gravidez que abandonam o preservativo. Eles recomendam que os chamados pré-nupciais sejam feitos não somente antes do casamento, mas em todo tipo de relação.

É importante reafirmar e ressaltar que não existe uma recomendação da saúde em substituir o preservativo pelos exames que podem detectar ISTs, mas quando o indivíduo já optou por abandonar a camisinha, é extremamente importante que faça um checape.

“Fazer esses exames antes de manter relações sem preservativo é importante, principalmente para evitar o contato com infecções sexualmente transmissíveis, que podem ser assintomáticas. Sabemos que não é somente após um casamento tradicional que as pessoas deixam de usar o preservativo”, diz a ginecologista, ultrassonografista e especialista em saúde da mulher Ana Glauce Carvalho, do Exame Medicina Diagnóstica/Dasa.

A médica explica ainda que, mesmo quando se mantém o uso do preservativo, não se deve descuidar da saúde sexual, uma vez que a camisinha pode estourar e falhar. “O ideal é que os exames sejam feitos uma vez por ano. Se alterados, existe uma indicação específica para cada caso. A pessoa deverá seguir a orientação do médico responsável”, completa.

EXAMES PRÉ-NUPCIAIS

– Como muitas pessoas podem ser portadoras da infecção, mesmo sem manifestar as doenças, a investigação é importante para garantir a saúde.

– Os principais exames incluídos nos pacotes chamados de pré-nupciais por alguns laboratórios são exames de sangue para a detecção da sorologia de ISTs, entre elas, o HIV e a sífilis.

– Outras infecções que fazem parte dessa investigação são a herpes simples, tipo I e tipo II, a labial e a genital. No caso da herpes, por exemplo, a transmissão pode ocorrer com contato físico que não seja necessariamente uma relação sexual.

– As hepatites B e C também estão no pacote. Vale lembrar que, para a primeira, existe vacina disponível no Sistema Único de Saúde.

– Infecções pelos vírus do HPV e HTLV, chamado também de vírus linfotrópico da célula humana, da mesma família do HIV e com efeito semelhante no organismo, são detectadas por meio dos exames de sangue.

– Exames de urina, responsáveis por identificar bactérias, fungos e parasitas, são importantes para evitar doenças que também podem ser transmitidas por meio do contato sexual. A tricomoníase, por exemplo, é uma IST causada por um protozoário.

ANTES DE ENGRAVIDAR

– Quando o abandono da camisinha é motivado pelo desejo de engravidar, outros exames também são recomendados, para garantir a saúde fértil do casal.

– O mais comum para os homens é o espermograma, que avalia a quantidade, a força, a mobilidade e a forma dos espermatozoides. Uma avaliação urológica completa, para verificar alterações no órgão sexual masculino, também pode ajudar a verificar a fertilidade.

– No caso das mulheres, além do tradicional papanicolau, exame citológico capaz de identificar infecções vaginais, infecções sexualmente transmissíveis, bem como alterações que podem indicar a presença de câncer, a ginecologista Ana Glauce Carvalho recomenda a colposcopia, exame ginecológico que avalia a vulva, a vagina e o colo do útero de forma mais detalhada. Ele pode indicar sinais de inflamação, câncer e HPV.

– Para avaliar a fertilidade, exames como a ultrassonografia pélvica abdominal também podem ser recomendados.

– Na mulher, por meio desse exame de imagem, é possível avaliar os órgãos do sistema reprodutor feminino e doenças que podem interferir na fertilidade da mulher, como é o caso da endometriose — doença crônica que pode acometer os ovários, a bexiga e também o intestino.

– Nos homens, a ultrassonografia pélvica abdominal avalia a saúde da próstata, das vesículas seminais e também da bexiga. O procedimento não é invasivo, além de não ter radiação e não apresentar efeitos colaterais.

PALAVRA DO ESPECIALISTA

Para quais outras infecções é importante estar atento em relações afetivas?

A doença do beijo, muito comum entre jovens, não é sexualmente transmissível, mas é muito comum em adolescentes. A ausência de vida sexual ativa pode fazer fazer com que os jovens entendam que estão completamente livres de qualquer infecção e não tomam tantos cuidados. Isso vale também para a herpes, que pode ser transmitida de outras maneiras. No caso dos mais jovens, é importante que exista um diálogo entre pais e filhos e que eles sejam levados pelos responsáveis para fazer esses exames básicos quando começa a surgir o interesse em relações amorosas. Não é necessário o contato sexual para algumas transmissões e, por isso, é importante tanto a vacina quanto o checape dos adolescentes.

Entre o público que costuma buscar esses exames, existe uma grande diferença de gênero e idade?

Com certeza. A maioria das pessoas são mulheres, tanto por terem mais atenção com a saúde básica quanto pelos pedidos médicos dos ginecologistas, que envolvem todos esses testes. O homem vai pouco ao médico e, quando busca um infectologista, costuma ser porque já apresenta algum problema. Recentemente, vimos um aumento muito grande no número de idosos buscando o checape de ISTs. Em novas relações e sem abandonar a vida sexual, eles têm experiência de vida e sabem a importância de estar de olho na saúde. O aumento no número de casos de sífilis e HIV entre pessoas acima de 60 anos também assustou e incentivou esse cuidado. 

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(*Correio Braziliense)

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