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Falso médico preso em São Mateus cobrava até R$ 40 mil para forjar documentos

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O falso médico, Leonardo Luz Moreira foi preso em operação da Polícia Federal em São Mateus. Reprodução: redes Sociais

Além disso, segundo a Polícia Federal, nos últimos três anos, Leonardo Luz Moreira prestou serviços para prefeituras capixabas e para o governo do Estado, recebendo cerca de R$ 850 mil em salários

Preso em São Mateus, no norte do Estado, suspeito de fraudar documentos para abreviar o tempo de formação no curso de Medicina, Leonardo Luz Moreira teria oferecido seus serviços de falsificação para outras pessoas obterem o mesmo benefício ilícito.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, nos últimos três anos, o falso médico prestou serviços para prefeituras capixabas e também para o governo do Estado. Em contrapartida, obteve cerca de R$ 850 mil em salários. 

“A Polícia Federal solicitou à Justiça que esses valores sejam bloqueados. Essa é uma estratégia da Polícia Federal para combater as organizações criminosas”, destacou o superintendente da PF no Espírito Santo, Eugênio Ricas. 

Além disso, segundo a polícia, Leonardo ofereceu o esquema fraudulento para outras pessoas, e cobrava entre R$ 20 mil a R$ 40 mil para forjar currículos da universidade boliviana onde iniciou o curso de Medicina. Pelo menos cinco falsos médicos já foram descobertos no mesmo esquema.

“Esse charlatão, não satisfeito em exercer ilegalmente a profissão, passou a oferecer esse esquema para outras pessoas. Então ele mandava outros estudantes para a Bolívia, que passavam seis meses lá, recebiam a documentação falsificada para vir para o Brasil, para estudar aqui, e, em troca, pagavam de R$ 20 mil a R$ 40 mil para esse criminoso”, destacou Ricas.

O suspeito foi preso trabalhando no pronto-socorro do Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus. De acordo com a polícia, o diploma de Leonardo é verdadeiro, mas foi obtido por meio de fraude.

“Esse indivíduo estudou por seis meses numa faculdade de medicina da Bolívia. Ao final de seis meses, ele pediu transferência para uma faculdade brasileira, falsificou os documentos e colocou nesses documentos como se ele tivesse estudado por quatro anos. Já entrou numa faculdade de medicina aqui do Brasil no último ano do curso. E aí se formou, recebeu um diploma, que até então era um diploma legítimo — a faculdade brasileira foi vítima desse esquema — e, com o diploma na mão, começou a prestar serviço para as prefeituras, para o governo do Estado, trabalhando em hospitais”, explicou o superintendente.

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