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VW Polo 1.6 MSI: andamos na nova versão automática do compacto

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O VW Polo 1.6 AT chega para preencher a lacuna entre os modelos básicos e a aclamada versão topo de linha Highline
Cauê Lira/iG Carros

O VW Polo 1.6 AT chega para preencher a lacuna entre os modelos básicos e a aclamada versão topo de linha Highline

Lançado em 2017, o Polo ganhará duas novas versões para completar sua linha este ano. A mais esperada ainda está no forno, e virá com muita esportividade e estilo em meados do segundo semestre. Claro que estamos falando do modelo GTS com motor 1.4 turbo, capaz de entregar bons 150 cv. Mas enquanto ela não chega, a marca alemã complementa sua linha com o VW Polo 1.6 AT, brigando mais diretamente com o Fiat Argo 1.3 GSR e Toyota Yaris 1.3 CVT, ambos  na mesma faixa de preço.

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O modelo já está disponível nas concessionárias com a tão aguardada transmissão automática, de seis marchas. De acordo com a fabricante alemã, 60% dos modelos emplacados no Brasil contarão com este equipamento ainda em 2020. Para tal, os engenheiros se anteciparam bem e lançaram as novas versões automáticas não apenas para o VW Polo 1.6 AT, mas também para Virtus, Gol e Voyage. Uma gama completa para a ascensão dessa categoria.

O Polo mostra que se vira bem no dia a dia, mas esportividade não é a sua praia. Saindo da fábrica da Volkswagen para a Rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), deu para sentir que o hatch precisa de um pouco mais de estímulos para acelerar e atingir altas velocidades. Não que isso seja um problema. É apenas uma preferência de ajuste por uma transmissão que seja um pouco mais suave para o uso urbano. De acordo com a VW, a potência total é entregue aos 5.750 rpm, mostrando que é preciso pisar forte no acelerador para uma condução mais vigorosa.

Entretanto, os  117 cv e os 16,5 kgfm entregues a 5.000 rpm mostraram-se suficientes para puxar o hatch compacto de 1.103 kg. Pisando fundo, a Volkswagen diz que o Polo 1.6 automático é capaz de atingir 100 km/h em 10,5 segundos – tempo que fica na média da categoria.

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Logo na chegada dos trechos urbanos, consigo me atentar um pouco mais sobre o comportamento da transmissão na cidade. Assim como o Polo 1.0 TSI, o modelo 1.6 dá um leve solavanco na hora de reduzir da quarta para a terceira marcha. Não chega a incomodar, mas recordo que o VW Gol equipado com exatamente o mesmo conjunto mecânico não tem essa característica.

Também é importante apontar que o Polo 1.6 não tem aletas para trocas rápidas atrás do volante. Para tal, o motorista deverá usar a própria alavanca de câmbio, com opção de troca manual e um modo “Sport” que prolonga as mudanças de marcha. Este poderia ser um diferencial para o modelo, não?

Apesar do câmbio, este continua sendo o Polo 1.6 que já conhecemos e confiamos. O modelo tem a proposta de entregar apenas o básico, porém, com requintes de sofisticação. Isso fica por conta da boa central multimídia com todas as funções de conectividade Bluetooth, auxiliar, USB e cartão de memória. Apesar de ser muito intuitiva, minimalista e fácil de usar, o sistema de áudio poderia melhorar. Se você gosta de ouvir música alta, ficará desapontado ao ver que o Polo 1.6 MSI não consegue reproduzir faixas mais “carregadas” e distorcidas sem que o som reverbere e fique abafado. O jeito é tirar Metallica e Iron Maiden da sua playlist do Spotify.

VW Polo 1.6 AT: básico, e nada mais


Assim como nas outras versões, o VW Polo 1.6 AT traz acabamento inteiramente de plástico, ainda que de boa qualidade
Divulgação

Assim como nas outras versões, o VW Polo 1.6 AT traz acabamento inteiramente de plástico, ainda que de boa qualidade

No demais, o acabamento é bem simples, composto basicamente por plásticos texturizados. Há uma pequena parte em tecido no encosto das portas, ainda que tenha toque áspero. Nesta configuração, esqueça o apoio de braço que costuma aparecer em carros automáticos. O Polo 1.6 automático  tem apenas o básico do conforto, e nada mais que isso. O pacote de fábrica incliui ar-condicionado, direção com assistência elétrica, vidros, travas e espelhos acionados eletricamente, entre outros itens. 

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Confortável na cidade, o modelo é capaz de aferir 7,9 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol (ante 8,2 km/l e 9,5 km/l do modelo manual). A situação melhora na gasolina, onde o Polo faz 11 km/l e 13,8 km/l, respectivamente (contra 12 km/l e 13,9 km/l). Ou seja, a diferença de consumo para a versão manual é bem pequena. 

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Por R$ 64.850, o VW Polo 1.6 AT tem custo benefício competitivo. É uma alternativa mais em conta em relação ao modelo 1.0 TSI, que costuma não caber em todos os bolsos. Ainda há a possibilidade de integrar o Safety Pack, que integra controle de estabilidade, tração e controle de saída em rampa, oferecido como opcional. Fora o atrapalhado Fiat Argo 1.3 GSR (R$ 59.590), o hatch da VW concorre com o Toyota Yaris 1.3 CVT, que parte de R$ 65.590. 

Ficha Técnica – Volkswagen Polo 1.0 MPI

Preço: a partir de R$ 64.850

Motor:  1.6, quatro cilindros, flex

Potência (cv):  110 (G) / 117 (E) a 5.750 rpm

Torque (kgfm):  15,8 (G) / 16,5 (E) a 4.000 rpm

Transmissão:  automática, seis marchas, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / Eixo de torção (traseira)

Freios:  Discos ventilados (dianteiros) / tambor (traseiros)

Pneus:  185/65 R15

Dimensões: 4,06 m (comprimento) / 1,75 m (largura) / 1,47 m (altura), 2,57 m (entre-eixos)

Tanque: 52 litros

Porta-malas: 300 litros 

Consumo etanol: 7,9 km/l (cidade) / 9,6 km/l (estrada)

Consumo gasolina: 11 km/l (cidade) / 13,8 km/l (estrada)

Fonte: IG Carros
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Renault Zoe 2019: primeiras impressões do modelo elétrico na cidade

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Renault Zoe
Cauê Lira/iG Carros

O Renault Zoe parte de R$ 149.990 em sua versão única, Intense. Seus rivais são Chevrolet Bolt e Nissan Leaf

Já andei em uma boa variedade de veículos elétricos nos últimos anos, entre os quais posso enumerar Chevrolet Bolt , Nissan Leaf e Fiat 500e. O Renault Zoe permanecía como incógnita, mesmo sendo um dos carros eletrificados mais vendidos na Europa. Apresentado no Salão do Automóvel 2018, o modelo já emplacou mais de 20 unidades no Brasil, e a marca francesa está muito interessada em finalmente consagrá-lo por aqui.

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Uma das estratégias para o Renault Zoe inclui o lançamento de uma nova plataforma de car-sharing que, inicialmente, será utilizada por funcionários do projeto Cubo, do Itaú. Trata-se de um grupo de start-ups erradicadas na zona sul de São Paulo, que buscam soluções de mobilidade para o futuro. Entre elas, a Joycar, líder em carro compartilhado no Brasil.

De acordo com Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil, a intenção é iniciar o car-sharing com o Zoe e estendê-lo para outros veículos da marca, como Duster, Captur, Oroch e Kangoo. É um debate interessante, uma vez que a maneira como interpretamos a mobilidade nos dias de hoje está fadada ao desuso em algumas décadas.

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Em breve, você não precisará comprar um carro próprio. No lugar disso, as fabricantes poderão disponibilizar um pacote de assinaturas de acordo com a sua necessidade semanal. Precisa de um carro para ir ao trabalho? O trio Zoe, Leaf e Sandero pode satisfazer suas necessidades. Quer fazer uma mudança e precisa de um veículo com caçamba? Invista na Oroch. Para viagens, talvez um Captur ou o próprio Logan.

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É um debate inteligente que soluciona muitos dos problemas de mobilidade dos dias de hoje. Entre eles, o trânsito, poluição e otimização de espaço. Mas voltemos ao Zoe.

Combustão? Nunca mais

De acordo com a ONG Observatório do Clima, a emissão de gases tóxicos responsáveis pelo efeito estufa teve o maior crescimento em treze anos, apenas no período entre 2015 e 2016. Nos últimos dois anos, foram 2,6 milhões de toneladas de CO2 enviados à atmosfera apenas no Brasil.

O combustível fóssil também é um recurso finito, além de ser uma das principais causas dos danos na camada de ozônio. Esses impactos já são sentidos nos meios urbanos e na natureza. A cidade de Linfen, na China, é conhecida por ser a mais poluída do mundo, onde há uma densa névoa de fumaça e as pessoas precisam andar com máscaras para amenizar os problemas respiratórios.

Nem precisamos ir tão longe para sentir as consequências. De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto de Saúde e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, a poluição no trânsito já mata mais que acidentes de carro na cidade. Entre 2006 e 2012, o levantamento mostrou que 36.194 mil pessoas morreram de problemas respiratórios, enquanto apenas 16.441 estiveram envolvidas em fatalidade de trânsito.

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O Zoe é um veículo simples e apertado, na mesma filosofia dos subcompactos que visam mais a funcionalidade que qualquer outra característica. Com o carro cheio durante um breve passeio pela zona sul de São Paulo, os três adultos no banco de trás tiveram dificuldades para se acomodar.

O acabamento interno também não abre sorrisos, ainda que o Zoe seja bem montado. Seu painel é simples e lembra o Sandero, além do cluster digital com poucas opções de customização (mostra apenas autonomia, velocidade e odômetro).

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Por outro lado, seus 92 cv se mostraram suficientes para rodar com cinco adultos a bordo. Acionando o modo econômico, o Zoe é capaz de utilizar a energia cinética que seria perdida durante as frenagens para recarregar a bateria. Neste processo, ganha-se alguns quilômetros de autonomia. De acordo com a Renault, o Zoe é capaz de rodar por 300 km com “tanque cheio”.

A suspensão do Renault Zoe trabalha bem na cidade, com acerto um pouco mais rígido que enfrenta os obstáculos urbanos com louvor. A brincadeira é cara, custando R$ 149.990 em sua versão única, Intense. Para um carro que, na Europa, tem o preço da versão mais cara do Clio, é bem salgado. Mas fica o respaldo para a Renault, que em vinte anos continuará enaltecendo o legado do Zoe como um dos primeiros veículos elétricos do Brasil.

Fonte: IG Carros
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