conecte-se conosco


Economia

Voos com Boeing 737 MAX 8 são suspendidos pela Anac após dois acidentes fatais

Publicado

em


A Anac mandou suspender, imediatamente, os voos com o Boeing 737 MAX 8, que já se envolveu em dois acidentes
Divulgação/Boeing

A Anac mandou suspender, imediatamente, os voos com o Boeing 737 MAX 8, que já se envolveu em dois acidentes


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou, nesta quarta-feira (13), a suspensão dos voos com aviões Boeing 737-8 Max no Brasil. A decisão foi anunciada três dias após a queda de um avião do mesmo modelo na Etiópia, que deixou 157 pessoas mortas , e deve ser cumprida imediatamente em todo o território nacional.  

Em outubro do ano passado, o modelo também protagonizou um acidente na Indonésia, que matou outras 189 pessoas . “Após a ocorrência de dois acidentes fatais com a aeronave Boeing 737-8 e devido a similaridade dos dois acidentes, decidiu-se como medida preventiva que todas as operações comerciais utilizando a aeronave Boeing 737-8 com marcas brasileiras devem ser paralisadas até que as medidas de segurança apropriadas sejam tomadas”, informou a Anac.

Entre as companhias aéreas no Brasil, apenas a  Gol operava com o modelo suspenso. A companhia, porém,  já havia retirado as aeronaves de circulação desde às 20h de segunda-feira (11), depois de um pedido da Fundação Procon (Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo pelo cancelamento imediado de todos os esses voos.

A Anac informou que convesou com a empresa antes de tomar a decisão. Em nota, a agência também relatou ter contatado a própria Boeing e a agência reguladora do setor aéreo dos Estados Unidos, a Federal Aviation Administration (FAA).

Ontem (13),  o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também mandou cancelar as operações de todos os voos feitos com os Boeings 737 MAX 8 e 9. “Os pilotos foram notificados, as companhias aéreas foram todas notificadas. As empresas concordam com isso. A segurança do povo norte-americano e de todas as pessoas é nossa maior preocupação”, declarou, ao se juntar aos mais de 50 países que também proibiram os voos.

Leia mais:  Juros do rotativo do cartão de crédito sobem em setembro e atingem 278,7% ao ano

31 suspensões no mundo


No Brasil, apenas a Gol operava com esse modelo de Boeing; na segunda-feira (11), companhia também suspendeu essas operações
Divulgação/Gol

No Brasil, apenas a Gol operava com esse modelo de Boeing; na segunda-feira (11), companhia também suspendeu essas operações

Logo após a tragédia na Etiópia , 31 das 68 companhias aéreas que utilizavam aeronaves Boeing 737 MAX 8  d ecidiram suspender todos os voos operados com os modelos . Entre as empresas, estão as Aerolíneas Argentinas, a Air China, a  low cost  Norwegian Air, que começou a operar no Brasil recentemente, e a Gol , a única brasileira que voava com esse tipo aeronave.

A decisão é motivada pelo fato de que a tragédia na Etiópia não foi um caso isolado. Em outubro do ano passado, um avião de modelo idêntico, operado pela Lion Air, caiu na costa da Indonésia e vitimou 189 pessoas. Na segunda-feira (11), baseadas na coincidência entre os dois acidentes, China, Etiópia e Indonésia já haviam anunciado que proibiriam as companhias aéreas locais de decolar quaisquer voos com esses aviões.

Além das empresas, os governos de diversos países também tomaram precauções. Ontem (12), as autoridades de aviação civil de Noruega, Suíça, Reino Unido, Austrália, Malásia, Singapura, Omã, Coreia do Sul, Mongólia e dos 27 países da  União Europeia  suspenderam, pelo menos temporariamente, todos os trajetos desse modelo de aeronave em seu espaço aéreo.

Leia também: China, Indonésia e Etiópia proíbem voos com modelo da Boeing após acidente

Há mais de 370 aviões Boeing 737 MAX 8 registrados atualmente. Destes, 40% estão fora de operação por decisão das companhias aéreas. Na semana do dia 25 de fevereiro, segundo o FlightRadar24, página especializada no acompanhamento de operações aéreas, esse tipo de aeronava realizou mais de 8.500 voos em todo o mundo.

Tragédia na Etiópia


No domingo (10), um avião da Ethiopian Airlines caiu e deixou 157 mortos, sendo 149 passageiros e oito tripulantes
Pixabay

No domingo (10), um avião da Ethiopian Airlines caiu e deixou 157 mortos, sendo 149 passageiros e oito tripulantes


Na manhã de domingo, uma aeronave da  Ethiopian Airlines , que voava de Adis Abeba, capital da Etiópia, para Nairóbi, no Quênia, acabou caindo poucos minutos depois de decolar. O acidente deixou 157 mortos, sendo 149 passageiros e oito tripulantes. As vítimas eram de 35 nacionalidades diferentes.

Leia mais:  Governo espera arrecadar R$ 106 bilhões com megaleilão de petróleo

De acordo com a companhia aérea, o voo ET 302 saiu às 8h38 do aeroporto de Bole, em Adis Abeba, e perdeu o contato com a torre de controle apenas seis minutos depois, às 8h44. A queda aconteceu perto da cidade de Bishoftu, a apenas 62 km do ponto inicial de partida.

Até o momento, as causas do acidente são desconhecidas. Em nota, o CEO da Ethiopian Airlines, Tewolde G Medhin , disse que o piloto relatou dificuldades após a decolagem e chegou a pedir autorização para regressar ao aeroporto. A controladoria de voo permitiu a volta da aeronave.

Leia também: Queda de avião mata 157 pessoas na Etiópia; piloto tentou voltar ao aeroporto

Medhin, que esteve no local da queda, também lamentou o ocorrido com o avião da Boeing e expressou “sua profunda simpatia e condolências aos familiares, amigos e conhecidos dos passageiros que perderam suas vidas neste trágico acidente.”

*Com informações da Agência Brasil e ANSA

Fonte: IG Economia
Comentários do Facebook
publicidade

Economia

Estamos abertos a propostas de investimentos, diz Mourão em viagem à China

Publicado

em


vice-presidente mourão
Adnilton Farias/VPR

Viagem de Mourão à China tem como objetivo reabrir o canal de cooperação entre os dois países

Horas após desembarcar na China, neste domingo (19), para reabrir o canal de cooperação com o Brasil, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Brasil está aberto a participar da nova Rota da Seda , como vem sendo chamado o megaprojeto de infraestrutura implementado pelo governo chinês, no qual já foram investidos cerca de US$ 200 bilhões.

Leia também: Peru será o primeiro país sul-americano a aderir à Nova Rota da Seda da China

Anunciada em 2013, a Iniciativa do Cinturão e Rota , em seu nome oficial, é considerada o mais ambicioso programa de infraestrutura, com estimativa de chegar a US$ 1 trilhão em investimentos ao longo da próxima década.

Segundo o governo chinê s, 115 países já assinaram acordos para participar do projeto, destinado originalmente a promover rotas comercias entre Àsia, África e Europa, com investimentos em obras de infraestrutura como portos e ferrovias. A América Latina também entrou na mira: segundo o governo chinês, 19 países da região também aderiram à iniciativa, sendo Peru o mais recente. 

“É óbvio que nós acompanhamos com expectativa o que vem a ser isso, e estamos abertos a propostas de investimentos em infraestrutura, que é o que nos interessa”, afirma Mourão ao GLOBO, em Pequim.

A iniciativa é vista com desconfiança por vários países, principalmente os EUA. A expansão para a América Latina tende a aumentar, em Washington,  a visão de que o programa econômico é apenas um veículo para ampliar o peso geopolítico de Pequim.

Leia também: Vice-presidente Mourão quer fortalecer cooperação com a China

Embora seja considerado inevitável que o projeto seja discutido com Mourão em seus encontros com membros do governo chinês, incluindo o presidente Xi Jinping, não há previsão de que seja assinado um acordo durante sua visita ao país.

Leia mais:  Juros do rotativo do cartão de crédito sobem em setembro e atingem 278,7% ao ano

A viagem do vice-presidente à China representa uma retomada das relações bilaterais, depois de uma campanha eleitoral marcada por críticas de Jair Bolsonaro à crescente presença do país asiático na economia brasileira. Em um de seus ataques mais duros, o então presidenciável disse que a China estava “comprando o Brasil”.

O vice-presidente foi à China para retomar a Comissão Sino-Brasileira de Alto nível de Concertação (Cosban), principal mecanismo permanente de diálogo entre os dois países, cuja reunião ocorrerá no próximo dia 23, em Pequim. De acordo com Mourão, o objetivo é “normalizar” a relação entre os dois países e preparar uma visita de Bolsonaro ao país asiático.

“Desde o final do ano passado, depois que nós fomos eleitos, o presidente tinha me orientado a retomar o mecanismo da Cosban, que estava parado havia quatro anos, como uma primeira fase preparatória para a visita que ele faria aqui na China. Eu estou trazendo uma carta pessoal dele para o presidente Xi Jinping. Estamos com propostas para a renovação da Cosban, para que ela seja mais eficiente, para que dê uma normalizada no relacionamento que nós temos”, fala.

Leia também: Após reunião em Pequim, Brasil espera habilitação de 78 frigoríficos

A chegada do vice-presidente em Pequim acontece em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China, os dois maiores parceiros comerciais do Brasil, e a preocupações de que esta cause sérios danos para a economia mundial. Para Mourão, não cabe ao Brasil escolher um dos lados.

“O Brasil se coloca numa posição equidistante, nós temos de estar num dispositivo de expectativa em relação a isso, até naquilo que nós pudermos fazer para minorar isso aí, porque essa guerra não será boa para o mundo como um todo. O mundo hoje depende muito da China como um motor da economia mundial”, diz Mourão .

Leia mais:  Bancos vão adotar medidas preventivas contra inadimplência

Há dez anos, a China superou os EUA e tornou-se o maior parceiro comercial do Brasil. No ano passado, o comércio bilateral chegou a US$ 98,9 bilhões, sendo US$ 64,2 bilhões em exportações e US$ 34,7 bilhões em importações. Enquanto a grande maioria das exportações brasileiras se resume a matérias-primas, como soja, minério de ferro e combustíveis, a China vende ao Brasil principalmente produtos manufaturados.

Fonte: IG Economia
Comentários do Facebook
Continue lendo
Entretenimento34 minutos atrás

O rei das protagonistas! As dez mulheres de Walcyr Carrasco

Prestes a estrear mais uma novela de sua autoria, Walcyr Carrasco possui um currículo extenso de novelas na Globo. Desde...

Esportes5 horas atrás

Jorge Sampaoli é perseguido por ciumentos da própria classe de trabalho

Levir Culpi, técnico de trabalhos medíocres recentemente, disse que Jorge Sampaoli será o novo comandante da Seleção. Segundo Culpi, que...

Entretenimento6 horas atrás

Reconstrução dá o tom do MECAInhotim, quatro meses após tragédia em Brumadinho

Logo na entrada de Brumadinho (MG), uma exposição de camisas e uniformes sujos de lama lembra que essa é uma...

Entretenimento6 horas atrás

Virada Cultural de São Paulo atrai cinco milhões de pessoas

A Virada Cultural aconteceu neste final de semana, 18 e 19, em São Paulo, e, segundo o prefeito Bruno Covas,...

Nacional7 horas atrás

Entenda os últimos acontecimentos da quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro

Edilson Rodrigues/Agência Senado – 9.5.19 MP investiga suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de Flávio...

Entretenimento7 horas atrás

Faustão choca telespectadores e anuncia fim do Domingão na Globo

O apresentador Fausto Silva fez uma revelação que deixou seus fãs chocados e arrasados na noite deste domingo em seu programa da...

Regional7 horas atrás

Menino de 2 anos é baleado pelo próprio pai no Norte no ES

Homem é acusado de tentar matar a esposa e, ao atirar, acabou atingindo o próprio filho Uma criança de 2...

São Mateus

Regional

Estadual

Nacional

Policial

Mais Lidas da Semana