conecte-se conosco



Nacional

Vídeo mostra jovens sendo presos enquanto comemoravam assalto em live

Publicado

em

As imagens do vídeo da “live” mostram o momento em que os dois jovens dançaram dentro do carro roubado.

Dois homens foram presos em flagrante na BR-101, no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife, após roubarem um carro na sexta-feira (25), conforme informado pela Polícia Civil neste sábado (26). A dupla foi detida enquanto fazia uma “live” na internet para comemorar o assalto, segundo a Polícia Militar.

No momento do roubo, estavam dentro do veículo o motorista e a filha grávida dele. A Polícia Civil identificou os homens presos como João Vitor Claudino dos Santos, de 23 anos, e Lucas Miguel Oliveira de Andrade, de 18 anos.

As imagens do vídeo da “live” mostram o momento em que os dois jovens dançaram dentro do carro roubado e um deles mostrou a arma utilizada no crime. Em seguida, os policiais chegaram e a dupla foi rendida.

Eles estavam parados em um engarrafamento na rodovia quando foram detidos por policiais da Companhia Independente de Policiamento com Motocicleta (Cipmoto). A dupla foi localizada a partir da placa do carro, de acordo com o comandante da Cipmoto, major Wambergson Correia.

“Eles estavam comemorando o roubo na ‘live’. A vítima e a filha dele, que estava grávida, estavam indo viajar. Inclusive, o carro estava cheio de bolsas e travesseiros. Conseguimos interceptá-los no meio do caminho”, disse o major.

A Polícia Civil informou que, com os homens presos, foram apreendidos o veículo roubado e um revólver calibre 38, com três munições. O caso foi registrado na Central de Plantões da Capital, na Zona Norte, e eles foram encaminhados a audiência de custódia.

Comentários do Facebook

Nacional

“Legítima defesa imaginária” inocenta militar que deixou jovem paraplégico

Publicado

em

source

Agência Pública

Paraplégico arrow-options
Natalia Viana/Agência Pública

“O que tem de imaginário na minha vida hoje”, questiona Vitor Santiago, que ficou paraplégico após episódio

Em decisão unânime nesta terça-feira (18), o Conselho de Justiça Militar decretou que o cabo do Exército Diego Neitzke deve ser inocentado por “legítima defesa imaginária” ao ter fuzilado um carro com cinco amigos no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, na véspera do Carnaval de 2015. Diego, que era acusado de lesão corporal gravíssima, serve em Porto Alegre (RS) e acompanhou o julgamento por videoconferência.

Leia também: Eduardo Bolsonaro dá banana e ataca deputadas que defenderam jornalista

A decisão foi da juíza federal Marilena da Silva Bittencourt, que presidiu o caso. Ela acatou a tese do promotor militar Otávio Bravo para quem o cabo, então com 21 anos, “supunha” estar atirando em um carro de criminosos “na iminência” de disparar contra a patrulha do Exército. Os demais membros do Conselho de Justiça, todos militares do Exército – incluindo duas capitãs mulheres – votaram com o Ministério Público Militar para inocentar o cabo.

Na madrugada de 12 de fevereiro de 2015, por volta das 2h30, uma patrulha do Exército no Complexo da Maré, que atuava na Força de Pacificação, atirou seis vezes contra um Palio branco ocupado por cinco amigos que voltavam para casa depois de assistir a um jogo de futebol em um bar. Quatro foram atingidos de raspão. O motorista, Adriano Bezerra da Silva, chegou a ser preso em Bangu acusado de tentar atropelar os militares. Foi solto e respondeu, durante quatro anos, ao crime de desacato contra militares cuja pena pode ser de até dois anos de detenção. Adriano, vendedor de coco, só foi absolvido no ano passado porque o crime prescreveu.

Já Vitor Santiago, que foi atingido por dois tiros de fuzil 7,62, perdeu os movimentos das pernas. Ele esteve presente no julgamento com sua mãe e algumas moradoras da Maré . A decisão causou revolta. “O que tem de imaginário na minha vida hoje? Sabe onde eu tô preso? Tô preso numa cadeira de rodas, na hora de tomar banho”, desabafou Vitor.

“Isso é corporativismo, é militar passando a mão na cabeça de militar. Eu tô vivo, mas e o rapaz que foi morto e não tá aqui pra falar?” perguntou, referindo-se ao músico Evaldo Rosa, morto por uma patrulha do Exército em 7 de abril do ano passado em Guadalupe, zona norte do Rio. “Quero ver se eles vão ter coragem de absolver quem atirou nele”, disse.

“Não é imaginário o que eles fizeram com o meu filho. Quem paga por isso é o meu filho que está aqui nessa situação”, afirmou a mãe de Vitor, Irone Santiago, que chegou a sofrer dois aneurismas cerebrais que ela associa ao stress pela busca por justiça nas cortes cíveis e militar. Para ela, os militares deveriam ser julgados na Justiça Comum, não no Tribunal Militar. Desde o final de 2017 , durante governo de Michel Temer (MDB), quando um membro das Forças Armadas é acusado de matar um civil com intenção (crime doloso), o julgamento é realizado pela Justiça Militar. Segundo levantamento do Globo, a mudança na legislação acabou transferindo para a Justiça Militar outros crimes cometidos por militares, como tortura e ameaça.

Segundo investigação da Agência Pública , militares são acusados de ao menos 35 mortes de civis desde 2010, quando as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) passaram a ser mais corriqueiras. Nenhum deles foi punido.

Leia também: Chutes e arma em punho: policiais agridem alunos em escola de São Paulo; assista

Promotor culpa Estado e exime Exército: “eles não querem estar ali”

O promotor militar Otávio Bravo, que causou polêmica ao defender a absolvição do réu por defesa legitima putativa — isto é, imaginária — tomou mais da metade da audiência em defesa detalhada das suas alegações finais. Durante sua exposição, ele se dirigiu diversas vezes a Vitor Santiago.

“Eu deixo claro, o que esse rapaz passou, passa ou passará em razão desse evento eu não tenho condições de avaliar. Por outro lado, uma eventual condenação do acusado causaria nele um sentimento de desamparo pelo fato de ter sido utilizado pelo Estado numa política de segurança absolutamente falida”, afirmou. “Não há como fazer justiça absoluta nesse caso. Alguém se sentirá desamparado, seja qualquer decisão que for tomada. Esse caso é uma tragédia e me lembra Sófocles, que tem uma passagem que diz que ‘há tempos em que até a Justiça causa sofrimento’.”

Para o promotor, condenar o cabo Nietzke seria “jogar o peso” apenas nele. “Não há dúvida que o cabo, quando atirou no veículo, ele cometeu um erro. Foi cometido um erro”, afirmou, alegando que tinha dúvidas se o erro era “escusável”.

Julgamento arrow-options
STM

Para o promotor militar Otávio Bravo, que classificou a política de segurança pública como falida, condenar o cabo seria “jogar o peso” nele

“O que aconteceu efetivamente nesse caso? O Estado, o Governo Federal, foi a Pelotas, no Rio Grande do Sul, a 25 km ao sul de Porto Alegre, pinçou o acusado com 21 anos de idade, botou na mão dele um fuzil 7,62, jogou ele no Complexo da Maré, e falou: ‘você vai trocar tiro com traficante ’” seguiu o promotor. “Colocou ele lá sem treinamento adequado, ele não é treinado para isso. O treinamento militar é completamente diferente do treinamento policial, o militar é treinado para a guerra”, expôs.

Na argumentação de Bravo, caso pedisse a condenação do cabo isso significaria que concordar com uma política de segurança pública “irresponsável”, “leviana” e “inconsequente”. O promotor ainda ressaltou que não tem “nenhuma crítica ao Exército, porque o Exército está lá cumprido ordem, a gente está vendo isso na Justiça Militar, e isso se repete, e quem senta no banco dos réus é o soldado, é o cabo”, afirmou.

Leia também: Campanha do Novo mira “faria limers”e deixa classes mais pobres para depois

Legítima defesa imaginária ou cumprimento do dever?

Como o Ministério Público Militar havia pedido a absolvição do réu, o julgamento tornou-se uma discussão sobre como o cabo seria inocentado.

A Advocacia-Geral da União (AGU), que defendeu o réu, alegou que o cabo era ainda mais inocente — após elogiar a exposição do Ministério Público, o advogado da União, Cláudio José Silva, defendeu que o réu fosse absolvido por “estrito cumprimento do dever legal”. Para tanto, elencou os depoimentos dos militares que estavam na patrulha naquele dia: eles alegam que avisaram o carro a parar e estabeleceram um checkpoint; os civis negam essa versão, ressaltando que são “unânimes”.

O advogado ainda lançou dúvidas sobre os depoimentos dos civis, alegando que havia “discrepâncias” e que eles haviam consumido bebidas alcoólicas. Na sua exposição, condenar o cabo Diego seria “aniquilar todos os depoimentos dos agentes públicos” e “dar preponderância” aos testemunhos “conflitantes” dos civis, afirmou.

O posicionamento da AGU fez com que Irone, mãe de Vitor, se retirasse do recinto aos prantos, acusando-o de “mentiroso”.

Julgamento arrow-options
STM

Juíza federal encerrou sessão afirmando que “nem sempre a Justiça se faz para todo mundo”

O coordenador jurídico do escritório da AGU no Rio de Janeiro fez uma ressalva, afirmando que houve um erro do Estado que deve ser reparado na esfera civil – em 2018, a União foi condenada a pagar uma reparação a Vitor que inclui pensão mensal de 1,35 salário mínimo e uma indenização no valor de um imóvel adaptável às suas limitações físicas. A AGU, que também defende essa causa, recorreu.

Ao encerrar a sessão, a juíza Marilena da Silva Bittencourt no final fez coro ao promotor militar : “lamento a tragédia que ocorreu, mas como bem disse o promotor, nem sempre a Justiça se faz para todo mundo”, finalizou.

Leia também: Tubarão morre depois de encalhar e ser puxado para fora da água em Guaratuba

Comentários do Facebook
Continue lendo
Tecnologia11 minutos atrás

Xiaomi pode começar a produzir celulares no Brasil; saiba quando

arrow-options Reprodução Xiaomi está cada vez mais inserida no mercado nacional Com uma loja online oficial, duas lojas físicas e...

Nacional11 minutos atrás

“Legítima defesa imaginária” inocenta militar que deixou jovem paraplégico

arrow-options Natalia Viana/Agência Pública “O que tem de imaginário na minha vida hoje”, questiona Vitor Santiago, que ficou paraplégico após...

Estadual12 minutos atrás

Arrecadação de tributos no Espírito Santo cresce 11,3% em 2019

Enquanto corre o risco de perder bilhões de reais em razão da mudança no regime de partilha dos royalties do...

Nacional17 minutos atrás

Produção brasileira de óleo e gás supera 4 milhões de barris por dia

Dados são de janeiro e foram divulgados pela ANP A produção brasileira de petróleo e gás natural chegou a 4,041 milhões...

Agricultura24 minutos atrás

Ministra defende a realização simultânea das reformas tributária e administrativa

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defendeu nesta quarta-feira (19) que as reformas tributária e administrativa sejam realizadas...

Política24 minutos atrás

PL prevê assistência a vítimas de queimaduras

O Projeto de Lei (PL) 89/2020, de autoria do deputado Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido), prevê assistência médica especializada para...

Economia24 minutos atrás

Após suspensão de demissões pelo TRT, Petrobras reitera posição de desligamento

arrow-options Divulgação/FUP Forte protesto dos sindicatos da categoria mantém estado de greve em várias unidades há 19 dias A Petrobras...

São Mateus

Regional

Estadual

Nacional

Policial

ENTRETENIMENTO

POLÍTICA

Esportes

Mais Lidas da Semana