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Vice mundial de natação é absolvido de doping e disputa vaga em Tóquio

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Um dos principais velocistas da natação brasileira, Gabriel Santos poderá disputar vaga na Olimpíada de Tóquio, no Japão. Nesta sexta (14), a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) absolveu o atleta do Esporte Clube Pinheiros de uma punição por doping recebida em julho do ano passado. Com isso, ele está liberado para participar da seletiva olímpica, realizada entre 20 e 25 de abril no Parque Aquático Maria Lenk (Rio de Janeiro).

Gabriel foi flagrado em um exame antidoping realizado em São Paulo há nove meses, fora de competição, a pedido da Federação Internacional de Natação (Fina, na sigla em inglês). O exame detectou presença de Clostebol, agente anabólico proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), mesma substância que, em 2003, ocasionou o doping de Maurren Maggi, saltadora campeã olímpica cinco anos depois em Pequim, na China.

 Gabriel Santos. Trofeu Maria Lenk. Parque Aquatico Maria Lenk. 04 de Maio de 2017, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA Gabriel Santos. Trofeu Maria Lenk. Parque Aquatico Maria Lenk. 04 de Maio de 2017, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA
Gabriel Santos participará de seletiva olímpica no Parque Aquático Maria Lenk – Satiro Sodré/SSPress/CBDA

A Fina, à ocasião, puniu o nadador com suspensão por um ano. Com isso, Gabriel perdeu não só o Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju (China), como também os Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), ambos no ano passado. O CAS, porém, entendeu que o brasileiro não teve culpa ou negligência pela contaminação. A justificativa do paulista foi que teria usado uma toalha ou peça de roupa de seu irmão, cujo creme pós-barba continha Clostebol.

Aos 23 anos, Gabriel tentará vaga na segunda Olimpíada da carreira, ele competiu no Rio de Janeiro, em 2016. Após os Jogos, ele foi medalhista de prata no Mundial de Budapeste (Hungria) em 2017 e de ouro no Pan-Pacífico de Tóquio, sempre no revezamento 4×100 metros estilo livre. Sem o nadador, o quarteto brasileiro ficou em sexto lugar no Mundial de 2019.

Edição: Fábio Lisboa

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Primeiro atleta a nadar até Alcatrazes sonha tornar percurso em evento

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Área de preservação ambiental e utilizada para treinamentos da Marinha, o Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte paulista, passou mais de 30 anos fechado, mas foi reaberto ao turismo em 2018. No mesmo ano, o empresário Ricardo Augusto Oliveira realizou o sonho de alcançar o arquipélago à nado. Ele saiu da praia do Camburi, em São Sebastião (SP), na tarde de 2 de abril, enfrentou os cerca de 40 quilômetros que separam a cidade e o complexo, e concluiu a travessia em 15 horas e 30 minutos, na manhã do dia seguinte. Agora, ele quer transformar o desafio em evento.

“Alcatrazes é fora de série. É muito bonito. Quem vai para lá de barco, começa a imaginar que se trata de algo pré-histórico, espera seres voadores, porque é um lugar fantástico e ermo. Ter nadado até lá me deu grande prazer”, revela Ricardo, que compete em águas abertas desde 2009. “Contei com a derivação das águas vindo do sul para o leste. Foi uma estratégia interessante”, conta.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Alcatrazes reúne cerca de 1,3 mil espécies aquáticas e insulares de fauna e flora, algumas delas em extinção. O arquipélago ocupa uma área de aproximadamente 68 mil hectares, ao norte de São Paulo. 

Em 2018, o empresário Ricardo Augusto saiu de São Sebastião (SP) e cruzou a nado cerca de 40 quilômetros até chegar em Alcatrazes – Ricardo Augusto / Arquivo Pessoal.

O atleta e empresário organiza eventos na região, como a Volta a Nado, realizada desde 2017, em que os atletas contornam as ilhas de Alcatrazes a nado. O objetivo, agora, é fazer com que a travessia da praia do Camburi até o arquipélago vire um desafio com apelo semelhante à do Canal da Mancha, que separa o Reino Unido da França.

“O que mais motiva é testar outros nadadores e saber se há tem alguém casca grossa, se eu fui fora de série ou se, de repente, há mais gente capaz. No fim, é a competitividade que está em todos nós, atletas, e quero botar à prova”, afirma Ricardo. “Quando tive êxito [em Alcatrazes], três atletas quiseram fazer [a travessia] e até chegaram a propor a documentação ao ICMBio, mas, por algum motivo, não deram sequência. O [melhor] período é de dezembro a abril, que tem menos vento e maior incidência de luz do dia”, completa.

De acordo com Ricardo Augusto, a ideia é que o evento possa movimentar o turismo no litoral norte. Entre hotéis, pousadas e hostels, a região (que também engloba as cidades de Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela, além de São Sebastião) tem cerca de 60 mil leitos. O nadador cita como referência a Travessia do Leme ao Pontal, com extensão de 35 quilômetros, que liga as zonas sul e oeste da cidade do Rio de Janeiro. “Cada inscrito gasta de R$ 5 mil a R$ 7 mil para participar do evento, mais passagens aéreas, hospedagem e a alimentação”, descreve.

O melhor período para se fazer a travessia, de acordo com Ricardo Augusto, é de dezembro a abril, período de menos vento e maior incidência de luz do dia – Ricardo Augusto / Arquivo Pessoal.

Em nota, o ICMBio explica que a realização de uma travessia como essa em Alcatrazes é regulamentada por uma Instrução Normativa de junho do ano passado, que “dispõe sobre as práticas de governança e gestão dos processos dos órgãos e entidades que atuam nas transferências voluntárias de recursos da União”. A solicitação, de acordo com o órgão, é feita pelo portal do Governo Federal e as datas são de responsabilidade dos organizadores, “desde que observadas as condições do mar”.

Como é lá fora

O desafio no canal que liga a cidade francesa de Calais ao município inglês de Dover tem um trajeto, em linha reta, de aproximadamente 35 quilômetros. O trecho foi percorrido pela pela primeira vez em 1875, pelo britânico Matthew Webb. De lá para cá, mais de 2,5 mil travessias foram completadas. Três delas por Igor de Souza, uma 1996 e duas no ano seguinte, quando se tornou o primeiro brasileiro a realizar o percurso em ida e volta, em 18 horas e 33 minutos.

“[Alcatrazes] Tem uma distância maior [que o Canal da Mancha], mas um grau de dificuldade que, creio, é o mesmo. Lá tem a água fria e em Alcatrazes há a mudança das correntes. É um desafio que pode virar sucesso até internacional”, analisa Igor, que hoje é diretor de marketing da Speedo no Brasil. “Muitos atletas vão para lá com uma equipe multidisciplinar e chegam com antecedência de, pelo menos, uma semana. Podemos falar em 10 dias de estadia. Com Alcatrazes, pode acontecer a mesma coisa”, emenda.

Segundo ele, transformar Alcatrazes em uma “versão brasileira” da travessia do Canal da Mancha envolveria um protocolo semelhante ao que existe na Europa. “Há uma associação, que segue regras da federação inglesa de natação. Ela é quem dá os períodos, pois é quem tem a previsão da maré, então, teria que fazer algo similar aqui”, explica.

“Com três ou quatro meses de antecedência, [o participante] tem de comprovar que está treinado, que realizou eventos preparatórios de, pelo menos, seis horas a uma certa temperatura e apresentar um laudo médico, mostrando que está apto a fazer uma atividade de tamanho esforço. [No Brasil] Você terá que ter autorização da Marinha e, provavelmente, um árbitro oficial da federação paulista de natação para homologar o resultado”, conclui Igor.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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