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Agricultura

Vendas externas do agro em junho somam US$ 8,34 bi

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As exportações do agronegócio em junho foram puxadas pelos embarques das carnes (bovina, suína e de frango) e milho. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas representaram US$ 8,34 bilhões, recuo de 8,9% nas divisas em relação a junho de 2018, em função da queda de 9,5% no índice de preço dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil. A participação do agronegócio na balança comercial brasileira de junho ficou em 46,3%.

As exportações de carne tiveram forte elevação em junho de 2019 na comparação com o mesmo mês de 2018. Foram exportadas US$ 1,32 bilhão em carnes (+84,8%). Grande parte dessa expansão ocorreu em função do aumento da quantidade de carne exportada (+72,2%) embora o preço médio de exportação das carnes também tenha subido (+7,3%). Todas os principais tipos de carnes exportadas pelo Brasil tiveram elevação no valor exportado, a exceção às carnes de peru (-20,2%).

A principal carne exportada foi a carne de frango, com US$ 629,95 milhões (+76,7%). As vendas externas de carne bovina subiram 93%, atingindo US$ 514,41 milhões (+93%). A carne suína teve o maior incremento dentre as carnes, subindo 112,1% e atingindo US$ 136,30 milhões.

O milho, com elevação de 932% nas vendas, alcançou US$ 272 milhões, com embarques de 1,4 milhão de toneladas do grão. Os principais países compradores foram Vietnã (US$ 85,1milhões), Irã (US$ 78,2 milhões) e Japão (US$ 24,4 milhões).

Resultado do semestre

No semestre, as exportações do agronegócio somaram US$ 47,69 bilhões, 3,6% inferior ao que foi registrado de janeiro  a junho de 2018, de US$ 49,48 bilhões. As vendas para o exterior de carnes (bovina, suína e de frango) e milho tiveram relevância no primeiro semestre do ano (janeiro a junho) com aumento do valor e da quantidade exportada.

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Segundo o boletim elaborado pela SCRI, as exportações de carnes subiram de US$ 6,32 bilhões para US$ 7,42 bilhões (+17,5%), principalmente, para os destinos China (US$ 1,4 bilhão), Hong Kong (US$ 947 milhões) e Emirados Árabes Unidos (US$ 515,4 milhões).

O volume exportado de carne bovina registrou 826,1 mil toneladas ou o equivalente a US$ 3,11 bilhões em vendas externas (+16,3%) no primeiro semestre deste ano.

As exportações de carne de frango, principal carne exportada pelo Brasil em valor, foram de US$ 3,39 bilhões (+19%) entre janeiro e junho de 2019. Já as vendas externas de carne suína atingiram US$ 698,53 milhões (+26%) no mesmo período de análise.

O Brasil exportou 9,3 milhões de toneladas de milho no primeiro semestre, com divisas de US$ 1,7 bilhão (+100%), principalmente, para o Irã (US$ 470,3 milhões), Vietnã (US$ 288,2 milhões) e Taiwan (US$ 152,5 milhões).

As exportações do agronegócio no primeiro semestre foram de US$ 47,69 milhões, recuo de 3,6%. Trata-se do quinto maior valor exportado do agronegócio brasileiro para o período. O valor exportado entre janeiro e junho de 2019 foi ultrapassado somente nos seguintes anos: 2013 (US$ 49,55 bilhões), 2014 (US$ 49,10 bilhões), 2017 (US$ 48,13 bilhões) e 2018 (US$ 49,48 bilhões).

Houve queda de 7,1% no índice de preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil e houve expansão de 3,8% no índice de quantum das exportações no período em estudo. Para os analistas da SCRI, parte da queda dos preços foi compensada pelo incremento do volume dos produtos exportados pelo Brasil.

As importações de produtos agropecuários também diminuíram 1,2%, para US$ 6,96 bilhões no primeiro semestre deste ano. O saldo da balança do agro no semestre foi superavitário em US$ 40,7 bilhões. A participação ficou em 43,4% do total das exportações brasileiras.

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Confira a nota e o resumo da Balança Comercial do Agronegócio

Confira o Agrostat – Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro
Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Inez De Podestà
[email protected]

 

Fonte: MAPA
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Agricultura

Recadastramento de pescadores deve começar em cerca de 30 dias

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O novo Registro Geral de Pesca (RGP) está pronto, anunciou nesta sexta-feira (19) o secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Seif Junior. De acordo com Seif, em aproximadamente 30 dias deverá ser iniciado o recadastramento dos pescadores. “Ainda será editada uma instrução normativa com todas as regras a serem atendidas para ingresso no novo sistema, que permitirá o cruzamento de dados com tecnologia usada por bancos digitais”, afirmou. O secretário alerta aos trabalhadores da atividade que se organizem, desde já, para apresentar toda a documentação.

O registro anterior, por conter irregularidades, foi suspenso atendendo a recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU). Além de recadastrar os pescadores, o novo Registro Geral de Pesca vai permitir a inclusão dos profissionais que pescam com protocolo desde 2015, ano em que o sistema foi suspenso.

O prazo para lançamento da ferramenta foi ampliado para atender aperfeiçoamentos que deverão evitar eventuais fraudes. O cadastro é necessário para que o pescador tenha acesso à carteira de pesca e a benefícios como o seguro defeso.

O descadastramento de pessoas que não tinham o direito de receber o seguro defeso já resultou, de acordo com dados da secretaria, em economia de R$ 6 milhões por ano. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em articulação com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disponibilizou a liberação de linha direta para o descadastramento dos beneficiários do seguro-defeso. O cancelamento do benefício pelo telefone 135 facilitou o desligamento voluntário por pescadores sem direito ao seguro, o que evitou a aplicação, nesses casos, de possíveis penalidades.

 

Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
[email protected]

Fonte: MAPA
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