conecte-se conosco


Economia

Vai dar para viajar? Dólar turismo é vendido por até R$ 4,44 em casas de câmbio

Publicado

em

source
notas de dólar arrow-options
Pixabay/Reprodução

Dólar turismo chega a R$ 4,44, maior valor desde o plano real

Após fechar em alta de 0,32% na segunda-feira (dia 18), cotado a R$ 4,206, o dólar em espécie já está sendo vendido a até R$ 4,44 nas casas de câmbio do Rio de Janeiro . Já o euro chega a custar até R$ 4,92 . Para quem vai viajar, especialistas recomendam comprar a moeda aos poucos.

Dólar bate o maior recorde da história e fecha o dia cotado em R$ 4,20

Segundo levantamento feito pela reportagem, a cotação do dólar turismo varia entre R$ 4,41 e R$ 4,44 nesta terça-feira. O valor já inclui o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) , que é de 1,1%.

Para o professor de Finanças do Ibmec RJ e economista da Órama, Alexandre Espírito Santo, essa alta foi causada por uma combinação de fatores , principalmente externos. Segundo ele, existe um efeito sazonal , que normalmente faz com que a moeda fique mais cara no fim do ano, em função do aumento da demanda.

Além disso, a guerra comercial entre Estados Unidos e China, somada à instabilidade política na América Latina, também colaboraram para a alta do dólar.

Bilionários perdem US$ 388 bilhões no mundo, mas ganham US$ 3 bilhões no Brasil

“O Banco Central faria hoje uma operação de venda de dólares, mas cancelou em função do feriado de amanhã, o que manteve a pressão sobre a cotação. Para quem vai viajar, a recomendação é comprar cerca de 30% do valor necessário neste momento, e deixar o resto para depois”, explica Espírito Santo.

Fernando Bergallo, diretor de Câmbio da FB Capital, também recomenda que o consumidor compre a moeda aos poucos.

“Nossa orientação é que o consumidor faça uma taxa média, ou seja, não tente eleger uma única data como um eventual melhor momento para comprar. Ele pode comprar a metade agora, por exemplo, e na semana seguinte comprar o resto, pagando mais ou menos”, afirma Bergallo.

Leia mais:  Depósitos na poupança superam saques em R$ 3,747 bilhões

“Embora o dólar esteja alto, existe sempre a possibilidade de subir, então é importante comprar uma parte neste momento”, aconselha o especialista.

Cartão pré-pago não compensa

No cartão pré-pago , o preço do dólar turismo varia entre R$ 4,62 e R$ 4,70, em função do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é mais alto, de 6,38%, o mesmo percentual cobrado para operações no cartão de crédito.

Veja também: Eduardo Bolsonaro comete gafe ao questionar cotação do peso argentino; entenda

Por isso, segundo Bergallo, a modalidade tem tido menos procurada por parte dos consumidores, que acabam optando por viajar com dinheiro em espécie e cartão de crédito.

“O cartão de crédito irá cobrar a mesma taxa do pré-pago, mas pelo menos oferece prazo para o turista pagar”, explica Bergallo.

No caso do euro , o valor cobrado no cartão pré-pago nas casas de câmbio do Rio de Janeiro varia entre R$ 5,14 e R$ 5,21.

Comentários do Facebook
publicidade

Economia

Governo limita juros do cheque especial, solução já usada no passado: funciona?

Publicado

em

source

IstoÉ

Paulo Guedes, Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto arrow-options
Marcos Corrêa/PR

Governo limitou os juros do cheque especial, repetindo solução usada no passado

O anúncio do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro semestre, de 0,6%, surpreendeu positivamente e diminuiu a pressão sobre o ministro da Economia, Paulo Guedes, para mostrar resultados concretos que cheguem ao bolso do consumidor. Mas a notícia favorável não muda o fato de que a economia ainda mostra indicadores sofríveis, como o desemprego persistente.

Leia também: Brasileiro poderá gastar o dobro em compras sem taxas no exterior após acordo

Contra isso, a tentação de abandonar a cartilha liberal é cada vez maior. O maior movimento nessa direção até agora foi dado com a recente decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de limitar os juros do cheque especial , que lembrou as medidas equivocadas tomadas à exaustão nos anos 70 e 80. O tabelamento foi um dos instrumentos mais comuns — e ineficientes — no arsenal heterodoxo de combate aos problemas na economia.

Segundo as novas regras, as instituições financeiras não poderão cobrar taxa superior a 8% ao mês. Em contrapartida, ficam autorizados a cobrar tarifa de quem quiser usar o produto para limites acima de R$ 500. O objetivo é reduzir os altos juros cobrados dos correntistas. Essa linha emergencial de empréstimo é praticada pelos bancos com taxas que beiram a agiotagem — cerca de 12% ao mês, ou 300% ao ano. As autoridades monetárias querem reduzir à metade esses índices.

Febraban critica

Para o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto , a decisão foi embasada tecnicamente e já estava em discussão com os bancos. “Não há ingerência. Primeiro, é um produto altamente inelástico. Segundo, ele possui uma formação de preço muito desconectada do custo marginal. E terceiro, há a questão de que quem paga mais é quem tem renda menor. Isso precisava melhorar”, disse no tradicional almoço de fim de ano da Federação Brasileira de Bancos (Frebraban), na segunda-feira 2.

Leia mais:  Joice e Witzel defendem manter estados e municípios na reforma da Previdência

A decisão pegou as instituições de surpresa. A Febraban divulgou nota dizendo que “preocupa a adoção de limites oficiais e tabelamentos de preços de qualquer espécie. Medidas para eliminar custos e burocracia e estimular a concorrência são sempre mais adequadas aos interesses do mercado e dos consumidores”.

Pressionados por causa das altas taxas, os próprios bancos criaram normas de autorregulação em julho do ano passado. Por meio delas, os devedores são alertados e recebem a oferta de novas modalidades de empréstimo a partir de um período máximo de utilização do limite do cheque especial. Porém, na prática, a iniciativa não reduziu os juros nem diminuiu o volume de crédito tomado pela população nessa modalidade. O fato de o próprio mercado não conseguir se autorregular não legitima, no entanto, a utilização de instrumentos que já se mostraram desastrosos no passado.

Em um mercado altamente concentrado e com subsídios cruzados, o tabelamento pode levar à redução da oferta de crédito e ao aumento da tarifação em outros produtos, alertam especialistas. Ou seja, pode estimular mais distorções. A medida, duvidosa e protecionista, é uma intervenção política que pode ser contraproducente e nociva, além de andar na contramão da proposta liberal defendida pelo ministro da Economia.

Por essa razão, o próprio Guedes chegou a criticar a proposta no início, conforme admitiu. “Esse tabelamento até um liberal tem razões teóricas para fazer, mas acho isso esculhambação”, teria afirmado ao presidente do Banco Central, embora Guedes seja o responsável pela política econômica e pela própria medida adotada.

Cartões de crédito

Mais grave, essa não é a única medida intervencionista no radar do governo. Os cartões de crédito também podem sofrer restrições semelhantes. As consequências devem ser as mesmas: restrições ao crédito e subsídios disfarçados em outros instrumentos. Já no financiamento habitacional, o governo está adotando o mesmo expediente utilizado no governo Dilma Rousseff: bancos públicos fixam suas taxas em níveis bem abaixo dos praticados pelo mercado para forçar as outras instituições a revisarem seus índices. É o que fez a Caixa Econômica Federal (CEF) ao diminuir os juros cobrados dos mutuários.

Leia mais:  Depósitos na poupança superam saques em R$ 3,747 bilhões

É urgente atacar as distorções da economia que atingem o consumidor, especialmente enquanto o programa de desconcentração e modernização do sistema de crédito iniciado pelo Banco Central ainda mostra resultados extremamente tímidos. O intervencionismo e medidas ineficientes, ao contrário, revelam as deficiências da agenda econômica do governo e podem servir de combustível para perpetuar as distorções que o discurso salvacionista de Guedes prometia eliminar. O consumidor sempre paga a conta — com juros.

Leia também: Previdência dos militares é aprovada e garante privilégios da categoria

Em um mercado concentrado e com subsídios cruzados, o tabelamento pode levar à redução da oferta de crédito e ao aumento da tarifação em outros produtos, criando distorções.

Comentários do Facebook
Continue lendo
Entretenimento13 minutos atrás

Fátima Bernardes posa ao lado de Bonner e atual esposa

arrow-options Reprodução/Instagram A jornalista posou ao lado do ex-marido e sua atual esposa em um evento no Rio de Janeiro...

Entretenimento13 minutos atrás

Artista come banana vendida como obra de arte por cerca de R$ 500 mil reais

Os frequentadores da feira de arte contemporânea Art Basel de Miami se divertiram ao tirar fotos com uma obra peculiar:...

Entretenimento13 minutos atrás

Nova temporada de La Casa de Papel estreia em abril de 2020. Veja teaser

arrow-options Foto: Divulgacao Netflix finalmente divulgou a data de estreia da nova temporada da série A Netflix oficializou neste domingo...

Entretenimento14 minutos atrás

Bruna Marquezine sensualiza de biquíni em vídeo no Instagram

arrow-options Reprodução/Instagram Bruna Marquezine publicou o vídeo em seu Instagram neste domingo (8) Bruna Marquezine chamou a atenção dos fãs...

Entretenimento14 minutos atrás

Luiza Ambiel posa só de lingerie e faz discurso empoderado

A musa da banheira do Gugu aproveitou um ensaio de uma marca de lingerie para fazer um discurso empoderado em...

Internacional1 hora atrás

Manifestantes vão às ruas de Hong Kong em ato pró-democracia

arrow-options Reprodução/Twitter Milhares saíram às ruas de Hong Kong Milhares de manifestantes saíram às ruas de Hong Kong neste domingo...

Internacional1 hora atrás

Greta Thunberg diz que índios foram mortos por proteger florestas no Maranhão

arrow-options Reprodução/Instagram Greta Thunberg Greta Thunberg usou Twitter para comentar mortes de índios Guajajara A ativista Greta Thunberg fez uma...

São Mateus

Regional

Estadual

Nacional

Policial

Mais Lidas da Semana