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Tubarão Clodoaldo Silva aposta em surpresa na Paralimpíada

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O Brasil celebra no dia 8 de abril o Dia da Natação. É uma data representativa, pois nessa modalidade o país conquistou 14 medalhas olímpicas, tem representantes no Hall da Fama Internacional e multicampeões e recordistas olímpicos e paralímpicos. Desses, um é Clodoaldo Silva, o Tubarão, que nos Jogos Paralímpicos de 2004, em Atenas, conquistou seis medalhas e entrou para o Hall da Fama brasileiro. Analista do esporte, Clodoaldo elogia o adiamento dos Jogos de Tóquio e prevê benefícios para os atletas paralímpicos, em especial.

“Se lembrarmos dos últimos Jogos Paralímpicos, um ano antes surgiram novos nomes que não eram cotados para a disputa de medalhas. Por que isso não pode acontecer agora, com esse prazo estendido?”, questiona o Tubarão, em entrevista à TV Brasil. “E a garotada, que chegaria com pouca experiência em Tóquio, vai ganhar um ano de competições internacionais e teremos surpresas em 2021”,aposta.

Clodoaldo foi favorável ao adiamento dos Jogos, em especial para os atletas com deficiência. “A grande maioria está em grupos de risco e seria perigoso manter os Jogos para o mês de agosto. Além disso, nenhum atleta, nem os convencionais, estaria nas melhores condições para os Jogos. Ninguém está treinando como deveria. Foi uma decisão difícil, mas acertada”, comentou.

Natação no Brasil

O Dia da Natação foi criado para ajudar a promover a modalidade, que além dos muitos campeões, chama atenção pelos efeitos benéficos que traz para a saúde. Em números, só é menos praticada no Brasil que o futebol, o vôlei e o tênis de mesa. Ela chegou ao Brasil em 1897 e no ano seguinte já foi disputado o primeiro Campeonato Brasileiro.

Nos Jogos Olímpicos, a estreia brasileira na natação foi nos Jogos de Antuérpia, em 1920, com Orlando Amêndola e Ângelo Gammaro. Em 1932, em Los Angeles, Maria Lenk, aos 17 anos, tornou-se a primeira mulher sul-americana a competir numa edição dos Jogos. Ela também esteve em 1936 em Berlim, quando numa prova do nado peito introduziu a braçada do nado borboleta, que teria surgido ali. Atualmente, temos 14 medalhas olímpicas, ficando atrás do judô (22), da vela (18) e do atletismo (17).

Na natação dos Jogos Paralímpicos, o Brasil soma 102 medalhas, sendo a segunda modalidade que mais medalhas deu ao país, ficando atrás apenas do Atletismo, com 142. Entre os grandes campeões, nomes como Daniel Dias, o maior medalhista da natação paralímpica mundial e detentor do Prêmio Laureus de 2008, o Oscar do Esporte. Daniel sempre lembra que Clodoaldo foi sua referência na natação.

“Celebrar o Dia da Natação, para mim, é motivo de orgulho, pois foi através desse esporte que comecei minha fisioterapia de recuperação da paralisia cerebral, lá em Natal, onde nasci”, diz Clodoaldo, que agora em fevereiro completou 41 anos. “Graças à natação, participei de cinco paralimpíadas, ganhei 14 medalhas e bati seis recordes mundiais. Então fico muito feliz nesse dia, porque se a natação tem sua história como modalidade esportiva, ela também é muito importante na recuperação de muitas pessoas com deficiência”, completa.

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Clodoaldo Silva- Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil

Além das conquistas olímpicas e paralímpicas, a natação brasileira tem história marcante nos Mundiais – com destaque para Ana Marcela Cunha – e tem três representantes no Hall da Fama Internacional: Maria Lenk, Gustavo Borges e Marcus Mattioli.

Edição: Aline Leal

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Futebol: Federação enviará a governo de SP nova proposta para retorno

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A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou nesta sexta-feira (5) que encaminhará novamente aos governos do estado de São Paulo e das prefeituras uma proposta “minuciosa” para retomada dos treinamentos em cidades onde as atividades ainda não foram liberadas, em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19). O assunto foi tratado em uma videoconferência realizada nesta sexta-feira (5), que reuniu dirigentes da entidade, representantes dos 16 clubes da Série A-1 (primeira divisão) do Campeonato Estadual e dos sindicatos paulistas de atletas e árbitros.

Segundo comunicado oficial, emitido após a reunião, a FPF justifica o novo contato junto às autoridades “diante da flexibilização da quarentena anunciada pelas autoridades públicas paulistas, inclusive com liberação a shoppings, que contam com cuidados menos rigorosos do que os previstos pelo protocolo do futebol paulista”. Ainda segundo a nota, o protocolo de retorno prevê “a testagem de todos os profissionais, com retomada gradual dos treinamentos, iniciando com atividades individuais e em ambientes abertos”.

No fim de maio, em entrevista coletiva, o governador João Doria, de São Paulo, explicou que a retomada de atividades esportivas, a partir de junho, dependeria da situação de cada região do território paulista,  que estão sendo avaliadas em cinco fases – quanto mais avançada a etapa, maior a flexibilização. A revisão das fases se dá a cada 14 dias. O estadode São Paulo é o mais afetado no país pela covid-19, com 134.565 casos confirmados e 8.842 mortes registradas desde o início da pandemia, conforme números apresentados pela Secretaria de Sáude.

No momento, a região metropolitana de São Paulo (exceto a capital), a Baixada Santista e o Vale do Ribeira ainda estão na primeira fase, que libera somente o funcionamento de serviços essenciais. As áreas de Bauru, Araraquara, São Carlos, Barretos e Presidente Prudente foram alocadas na fase três – liberação da retomada de estabelecimentos como bares e restaurantes, com medidas de distanciamento -, enquanto o restante do Estado ( inclusive a capital) constam na fase dois, que permite a reabertura de concessionárias, escritórios, comércio e shoppings, com restrições.

Ainda não há previsão de data para o reinício do Estadual, suspenso desde o dia 16 de março, após a vitória do Guarani sobre a Ponte Preta,por 3 a 2, em Campinas (SP), já com portões fechados. A primeira divisão paulista foi suspensa na décima rodada, restando duas para o término da primeira fase. A FPF tem defendido que o torneio seja finalizado “em campo”. Segundo o cronograma anunciado por Doria, o retorno do campeonato só seria liberado na quinta e última etapa do processo de flexibilização da quarentena.

A expectativa da FPF é ter uma resposta do governo estadual até a próxima reunião, marcada para a próxima terça (9), às 11 horas. Hoje (5), em entrevista coletiva, o governador paulista adiantou que “ainda não há uma posição definitiva para o retorno do futebol e demais esportes”. Já sobre a retomada do Paulistão, o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Carlos Carvalho, explicou que o poder público trabalha em duas frentes.

“Primeiro, temos um grupo estudando a forma como o vírus se espalha e pode ser disseminado em uma corrida, uma atividade de bicicleta ou em um jogo de futebol, basquete ou tênis. Pretendemos levar, nas próximas duas semanas, isso para discussão do comitê de crise, para embasar uma sugestão de eventual abertura desse tipo de atividade, se for seguro e possível”, descreve  Carvalho, durante sabatina com jornalistas. “Na outra frente, temos tido contato com as federações e estamos aguardando que elas apresentem os protocolos dos clubes, para colocarmos em discussão mais detalhada se será possível voltarmos com os campeonatos e o que foi interrompido [pela pandemia]”, completou.

Na Série A-1, o Red Bull Bragantino é o único que, por enquanto, confirmou ter retomado as atividades, fato que desagradou dirigentes de alguns grandes clubes, que anteriormente  haviam se reunido com a FPF, em defesa da volta de forma conjunta. Em nota, o time de Bragança Paulista (SP) disse que a prefeitura local liberou o reinício dos treinamentosa e afirmou ter seguido “todas as recomendações das organizações governamentais e de saúde” , além de ter apresentado um “protocolo completo” para o poder público.

“Com a aprovação em mãos e todas as pessoas envolvidas devidamente testadas, iniciamos trabalhos físicos, em grupos reduzidos e sem bola. Treinos similares aos que vinham sendo realizados por vídeo, mas com condições de trabalho físicas e emocionais mais adequadas”, afirmou a nota do Bragança Paulita. O comunicado do clube assegura não existir “nenhuma tentativa de obter vantagem técnica, mas sim de dar um primeiro passo consciente e seguro rumo à retomada do futebol.”.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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