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Política

“Trump mandará 2 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina”, diz Bolsonaro

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Jair Bolsonaro (sem legenda) declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviará 2 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina ao Brasil. A afirmação foi feita, nesta quarta-feira (27), em uma conversa com apoiadores na portaria do Palácio da Alvorada, em Brasília. 

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Presidente Jair Bolsonaro
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Durante o papo, uma apoiadora disse ter vindo da Califórnia, nos EUA.  Bolsonaro então questionou. “Como é que está o Trump lá? Está bem? Tem que ser Trump”, disse ele sobre o colega republicano, que concorre à reeleição. “Ele está mandando para nós aqui 2 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina “, completou.

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O uso do medicamento defendido pelo mandatário tem sido o principal ponto de divergência entre ele e os líderes da Saúde, como os ex-ministros Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta, que deixaram o cargo durante a pandemia de Covid-19 .

Até o momento, pesquisas não comprovam a eficiência da hidroxocloroquina. Muito pelo contrário, um estudo publicado na semana passada na revista médica The Lancet  afirma que o uso do medicamento, além de não ter benefícios comprovados no tratamento de pacientes com Covid-19 , pode piorar o quadro dos mesmos.

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Na última semana, o Ministério da Saúde divulgou um protocolo para aplicação da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes em todos os casos, inclusive os com sintomas leves, para tratar a Covid-19 . O protocolo, que sugere a combinação dos dois medicamentos com azitromicina, é uma orientação para a rede pública de saúde.

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Bolsonaristas provocam MBL após prisão de empresário: “Projeto tosco de poder”

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Carlos Augusto de Moraes Alfonso, empresário ligado ao MBL
Reprodução/Facebook

Carlos Augusto de Moraes Alfonso, empresário ligado ao MBL

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pessoas ligadas a ele no governo federal fizeram uma provocação ao Movimento Brasil Livre (MBL) nas redes sociais lançando neste sábado (11) a hashtag #DerreteMBL. As publicação ocorre um dia depois da  prisão de um empresário ligado ao grupo.

Entre os que aderiram às provocações está ministro Marcelo Álvaro Antônio , que chefia a pasta do Turismo no Planalto. Ele usou o Twitter para acusar o grupo de ser “quadrilha”, citando o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), que é um dos nomes ligados ao MBL mais conhecidos.

“Essa turminha é muito boa em criticar, mas, na verdade, não passam de uma quadrilha com um projeto tosco de poder, capitaneada pelo ‘Dep. faKIM News'”, escreveu Álvaro Antônio.

Um dos ataques também veio do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, que disse que o MBL e outros deputados fazem parte de uma “milícia digital”.

O motivo das provovações foi o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão nesta sexta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público contra nomes ligados ao MBL.

A operação, batizada de “Júnior Moneta”, investiga fraudes e desvios de até R$ 400 milhões. Apesar da ligação entre os presos e o MBL, o MP afirmou que os desvios até o momento não são da alçada política, e sim em empresas ligadas aos presos.

Um dos alvos foi Carlos Augusto de Moraes Alfonso, que usava o pseudônimo de Luciano Ayan nas redes sociais, e já foi considerado uma espécie de “guru” do MBL.

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