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Transporte escolar cobra socorro estadual

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O impacto da suspensão dos contratos de transporte escolar rural no estado, que já vigora há mais de dois meses, foi tema de reunião virtual da Comissão de Cooperativismo nesta quarta-feira (27). A medida foi tomada após a interrupção das aulas em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Representantes de cooperativistas de transporte escolar apresentaram várias demandas ao colegiado presidido pelo deputado Marcos Mansur (PSDB). O deputado adiantou que o secretário de Estado da Casa Civil, Davi Diniz, deve participar de uma próxima reunião virtual marcada para terça (2), às 13 horas, para tratar o tema.

Os cooperativistas relataram dificuldades de sobrevivência do setor, e disseram que muitos motoristas do transporte escolar rural não estão conseguindo dormir diante das preocupações com o corte nos rendimentos.

Valtecir Wil, presidente da Cooperativa de Transporte Sudoeste Serrana (Cooptac), afirmou que além do drama familiar provocado pela falta de recursos, há cooperados que adquiriram veículos financiados e estão com as parcelas em atraso.

“A Sedu (Secretaria de Estado de Educação) implantou tabelas (para o transporte escolar) nos municípios que levam em consideração custos fixos e variáveis; o que a gente pede é que, pelo menos, continuem pagando aquilo que seja suficiente para honramos com o fixo”, cobrou.

Wil reclamou que várias cooperativas protocolaram ofícios em esferas de poder municipais e estaduais tentando abrir diálogo com os gestores responsáveis pelo transporte escolar, mas até agora nada foi resolvido.

Romério Badaró, presidente da Cooperativa de Transporte Rural (Cooper), afirmou que a situação dos motoristas de transporte escolar só não está ainda pior devido a algum apoio que eles vêm recebendo da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB-ES).

“A OCB tem ajudado dentro do possível, mas nós precisamos urgente de um acordo com o Poder Público”, alertou.

Documento

Marcos Mansur propôs que seja elaborado pelas cooperativas de transporte rural um documento enxuto a ser entregue ao secretário Davi Diniz com duas ou três propostas objetivas para mitigar os efeitos da suspensão dos contratos.

“Acho que uma dessas propostas poderia, por exemplo, pedir ao governo que pague pelo menos a metade do valor contratado para o transporte escolar; acordo desse tipo me parece que foi feito no Rio de Janeiro”, afirmou.

O deputado Alexandre Xambinho (Rede) também apresentou sugestão no sentido de que o governo do estado e as prefeituras possam contratar os veículos utilizados no transporte escolar para outra função que seria muito importante nesse momento de pandemia: transportar os profissionais da área de saúde que dependem de ônibus coletivos.

“Se os veículos estão parados porque não tem alunos para transportar, porque não usar a criatividade e aproveitar essa frota para conduzir profissionais da saúde que pegam ônibus coletivo para ir ao trabalho; isso ajudaria muito na prevenção à disseminação da Covid”, citou.

Debate na Casa

O tema da suspensão dos contratos do transporte escolar rural já vinha sendo debatido nas sessões virtuais da Assembleia Legislativa (Ales).

Na terça-feira (26), durante sessão ordinária virtual, foi aprovada indicação de Adilson Espindula (PTB) ao Governo do Estado solicitando a adoção de medidas visando assegurar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de transporte escolar estabelecidos com as Cooperativas de Transporte Escolar do Espírito Santo durante a pandemia da Covid-19.

A Indicação 900/2020 trata sobre a situação das Cooperativas de Transporte Escolar, que tiveram seus contratos suspensos, até então, sem possibilidade e/ou previsão de retorno das suas atividades. A proposta defende que as cooperativas realizam um papel importante e cada vez mais promissor no desenvolvimento econômico-social, com maior participação nas decisões, com o fortalecimento da atividade e a melhor divisão de lucros entre seus integrantes.

“Aqui no Espírito Santo, estima-se que existam, em funcionamento, mais de 134 cooperativas, dentre elas, 15 atuam no transporte escolar rural, sendo responsáveis por transportar, aproximadamente, 77 mil alunos”, reforçou o parlamentar.

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Flávio Bolsonaro declara apoio a quem teve perfil derrubado pelo Facebook

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bolsonaro
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Senador se ofereceu para divulgar na criação de novos perfis


O senador Flávio Bolsonaro usou o Twitter, na noite desta quarta-feira (08), para escrever uma mensagem de apoio aos usuários que tiveram seus perfis derrubados pelo Facebook , por suspeita de disseminação de conteúdo criminoso.


Ele afirma que “todos os perfis que foram injustamente censurados por Facebook e Instagram – aparentemente por apoiarem o presidente Bolsonaro”.

Na mesma mensagem, Flávio ainda se dispõe a ajudar esse usuários na divulgação de possíveis novos perfis. “Assim que criarem seus novos perfis para exercerem a sagrada liberdade de expressão, avisem no privado ajudarei a divulgá-los”, escreveu.

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