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STF decide hoje se a Justiça Eleitoral pode julgar crimes da Lava Jato

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Plenário do STF discute se há omissão legislativa para criminalização de homofobia
Rosinei Coutinho/SCO/STF – 13.2.19

Plenário do STF discute se há omissão legislativa para criminalização de homofobia

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar às 14h de hoje (12) a competência da Justiça Eleitoral para conduzir inquéritos de investigados na Operação Lava Jato. Na sessão, a Corte vai definir se a competência para julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais é da Justiça Eleitoral ou Federal.

De acordo com procuradores da força-tarefa do Ministério Púbico Federal (MPF), o julgamento poderá ter efeito nas investigações e nos processos que estão em andamento no âmbito da operação em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná. A punição prevista para crimes eleitorais é mais branda em relação aos crimes comuns.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, um eventual resultado negativo para o MPF poderá “acabar com as investigações”. Segundo o procurador Deltan Dallagnol, o julgamento afetará o futuro dos processos da operação.

No entanto, ministros do STF consideram que os argumentos dos procuradores são extremados. Para o ministro Marco Aurélio, a decisão não terá grande impacto na investigação. “Não esvazia em nada a Lava Jato, é argumento extremado, que não cabe.”

O plenário da Corte vai se manifestar sobre a questão diante do impasse que o assunto tem provocado nas duas turmas do tribunal.

No início das investigações da Lava Jato, na primeira instância da Justiça no Paraná, a maioria dos investigados foi processada pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, ao ser acusada de receber recursos em forma de propina e usar o dinheiro para custear suas campanhas políticas, sem declarar os valores à Justiça Eleitoral.

Na medida em que os recursos dos acusados foram chegando ao STF, a Segunda Turma da Corte passou a ter o entendimento de que, em alguns casos, as acusações deveriam ser remetidas à Justiça Eleitoral, porque as imputações de corrupção e lavagem de dinheiro devem ser tratadas como crime de caixa 2, cuja competência é daquela Justiça especializada.

Leia mais:  Joice atribui retirada do Coaf das mãos de Moro a “manobras” e “troca-troca”

Com base no entendimento, investigações contra o senador José Serra (PSDB-SP) e outros políticos já foram remetidas para a primeira instância da Justiça Eleitoral. O colegiado é composto pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

Na Primeira Turma, o entendimento de alguns ministros é de que as acusações devem ser julgadas pela Justiça Federal, cujas sentenças por crimes comuns resultam em penas mais altas. A turma é formada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber, Marco Aurélio e Alexandre de Moraes.

A questão será decidida com base no inquérito que investiga o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes e o deputado federal Pedro Paulo Carvalho Teixeira (DEM-RJ) pelo suposto recebimento de R$ 18 milhões da empreiteira Odebrecht para as campanhas eleitorais.

Segundo as investigações, Paes teria recebido R$ 15 milhões em doações ilegais no pleito de 2012. Em 2010, Pedro Paulo teria recebido R$ 3 milhões para campanha e mais R$ 300 mil na campanha à reeleição, em 2014.

Os ministros vão julgar um recurso protocolado pela defesa dos acusados contra decisão individual do ministro Marco Aurélio, que enviou as investigações para a Justiça do Rio. Os advogados sustentam que o caso deve permanecer na Corte, mesmo após a decisão que limitou o foro privilegiado para as infrações penais que ocorreram em razão da função e cometidas durante o mandato.

* Com informações da Agência Brasil.

Fonte: IG Política
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“Só passei para meia dúzia”, diz Bolsonaro sobre texto que critica conchavos

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jair bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Questionado sobre o assunto, Bolsonaro retrucou: “[Sobre] O texto, pergunte para o autor. Apenas passei para meia dúzia”

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (18) que “apenas” encaminhou para “meia dúzia de pessoas” o texto em que  o Brasil é descrito como um país “ingovernável” fora dos “conchavos políticos”. Ele foi questionado sobre o envio da mensagem pelo WhatsApp depois de cumprimentar alunos de uma escola que visitou o Palácio da Alvorada.

“[Sobre] O texto, pergunte para o autor. Apenas passei para meia dúzia de pessoas”, declarou Bolsonaro . Foi a única resposta que deu aos jornalistas que estavam na frente da residência oficial do presidente.

O artigo foi escrito pelo servidor público Paulo Portinho , que trabalha na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ao compartilhá-lo com os contatos no aplicativo de mensagens, conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo , Bolsonaro comentou que tratava-se de “um texto no mínimo interessante e que a leitura é obrigatória”.

Endossada pelo presidente, a mensagem apresenta um tom de desabafo sobre as dificuldades de se conseguir governar, e encerra com a preocupação de que o governo seja “desidratado até morrer de inanição”. A ideia principal é que Bolsonaro sofre resistência de “corporações”, e que o Congresso o impede de aprovar medidas.

Fonte: IG Política
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