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Sob protestos, presidente da CCJ adia convocação de Onyx após ‘ameaça’ do PSL

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Onyx Lorenzoni
Alan Santos/PR – 30.4.19
Ministro Onyx Lorenzoni atravessa momento de mal-estar com bancada do PSL por conta de demissões

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), considerou aprovado pedido do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para remarcar sua ida à CCJ para falar sobre o decreto que flexibiliza o porte de armas.

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Onyx Lorenzoni foi convocado a comparecer à comissão nesta quarta-feira (12), mas, na segunda (10), o ministro enviou pedido de adiamento sob a justificativa de que só recebeu a convocação no último dia 7, quando já tinha outros compromissos agendados apara a data.

Pelo Regimento Interno da Câmara, a comissão tem de aceitar a justificativa, ou a ausência será considerada “crime de responsabilidade”. Sob protestos, Felipe Francischini aceitou o pedido e remarcou a ida de Lorenzoni à CCJ para a tarde da próxima terça-feira (18).

O presidente da CCJ disse que a, princípio, não havia considerado a justificativa de Lorenzoni bem fundamentada. Porém, depois de se reunir na manhã desta quarta-feira com o ministro, pôde verificar os compromissos previamente agendados pelo chefe da Casa Civil , e considerou justa a mudança de data. “Eu tenho que ser justo com todas as partes. O que mudou foi que o ministro não vai mais escolher a data que vem, ele está à disposição da comissão”, afirmou.

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A deputada Maria do Rosário (PT-RS) reclamou da forma como Francischini conduziu a consulta aos deputados do colegiado, sem votação. “Que desrespeito. Foi feita uma gambiarra legislativa”, criticou.

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O deputado Aliel Machado (PSB-PR), autor do pedido de convocação, também criticou a condução dos trabalhos. “Eu nem estava aqui na CCJ no momento do debate porque esse tema não estava na pauta da comissão, e eu sou autor do requerimento”, reclamou.

Evitar a sabatina na CCJ é um bom negócio para Onyx, que atravessa momento de mal-estar com a própria bancada do PSL , partido do presidente Jair Bolsonaro. A relação entre o ministro e os parlamentares da legenda está desgastada por conta da demissão de ex-deputados que atuavam na Casa Civil na articulação política com o Congresso.

O gesto irritou integrantes da base aliada do governo, que veem Onyx Lorenzoni agindo para centralizar sozinho a articulação, e a revolta se manifestou até mesmo no grupo do PSL no WhatsApp. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo , o líder do partido na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse que a bancada não iria poupar o ministro durante seu depoimento na CCJ e iria tratá-lo como se fosse oposição. “Nós não vamos afrouxar com Onyx de jeito nenhum”, disse.

Fonte: IG Mundo
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“Já tivemos Garotinho. Não queremos um garotão”, diz Crivella sobre Witzel

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 Crivella e Witzel arrow-options
Marcos de Paula / Prefeitura do Rio
“Já tivemos um Garotinho. Não queremos ter um garotão”, diz Crivella sobre Witzel

O prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) partiu para o ataque na tarde desta sexta-feira (20) após ser criticado pelo governador Wilson Witzel (PSC), que afirmou que o alcaide
fez uma “lambança” ao censurar um livro com beijo gay entre dois personagens na Bienal do Livro. Em evento, Crivella mencionou o rompimento entre Witzel e o senador Flávio
Bolsonaro (PSL-RJ) —  que determinou que o PSL deixe o governo — para alfinetar o chefe do Palácio Guanabara, que, segundo Crivella, estaria “querendo aparecer” por ter a
intenção de se candidatar à Presidência da República.

“Não houve censura. Apenas mandei recolher o material para que fosse disponibilizado em lacres como determina o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, disse Crivella que,
em seguida, continou: “Witzel decidiu antecipar a campanha (presidencial), e isso pode prejudicar o Rio no Regime de Recuperação Fiscal com a União. Já tivemos um Garotinho.
Tudo o que não queremos agora é um garotão”, acrescentou Crivella, citando o ex-governador Anthony Garotinho e fazendo alusão a um período em que não havia diálogo entre os
governos federal e estadual.

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A declaração confirma um afastamento entre Witzel e Crivella, que chegaram a se aproximar nos últimos meses. O governador Wilson Witzel chegou até a cogitar apoiar a reeleição
de Marcelo Crivella à prefeitura do Rio, mas depois também se aproximou do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) por intermédio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
(DEM).

Nesta quinta-feira, Wilson Witzel falou para uma plateia repleta de executivos e políticos na abertura do Fórum Nacional, no BNDES, no Centro do Rio. Na ocasião, Witzel disse que o prefeito do Rio fez uma “lambança” na feira do livro realizada recentemente.

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“Uma obra literária, se pudesse causar uma tragédia à sociedade, teria que ser muito diferente daquilo. Hoje, acho que o país está tendo uma consciência de que momento de disputar eleição é um e o momento de governar é outro. O que tiver de ser antagonizado que seja com respeito, sem estimular a intolerância. Meu filho, por conta da opção dele, certa vez, foi agredido quando saía do trabalho de madrugada, foi agredido pela intolerância”, afirmou Witzel, que ficou emocionado e arrancou aplausos da plateia.

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Também durante o evento, Witzel afirmou que a decisão do senador Flávio Bolsonaro de retirar os deputados do PSL dos cargos em secretarias e órgãos para fazer oposição à sua
gestão não o deixou com “amplo direito de defesa”. O governador disse ainda que os deputados do PSL são “bem-vindos” ao seu partido, o PSC .

“A decisão dele não me deu amplo direito de defesa e do contraditório. Eu fiquei surpreso. Estava em uma viagem de família e recebendo essas notícias. Em nenhum momento eu
recebi o telefone do senador Flávio, ele não falou comigo. Mas, como na Justiça, depois vem a contestação, a defesa. Vamos conversar”, declarou o governador. “Eu não posso impedir ninguém de se desfiliar e também não posso impedir filiação ao PSC, até porque todos os deputados do PSL são excelentes, são deputados comprometidos com uma pauta que eu
defendo e eu tenho certeza que eles serão bem-vindos”, completou.

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Procurado pelo Globo , o gabinete de Witzel afirmou que o governador não irá se pronunciar sobre as declarações de Crivella .

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Fonte: IG Nacional
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