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Sesi Vôlei Bauru anuncia mais um reforço, a levantadora Carol Leite

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O Sesi Vôlei Bauru confirmou nesta quinta-feira (30) o acerto com a levantadora Carol Leite para a temporada 2020-2021. A atleta tem 27 anos e iniciou a carreira profissional atuando pelo Pinheiros, da capital paulista.

“Estamos montando um time bem forte e tenho certeza de que brigaremos entre os grandes. Escolhi o Sesi para me manter entre os melhores times da Superliga e jogar o Paulista, que é um campeonato fortíssimo. Além disso, poder atuar ao lado de grandes nomes”, afirmou a jogadora.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

E tem recado da @carooleite pra vocês! Dá o play aí!❤??

Uma publicação compartilhada por Sesi Vôlei Bauru (@sesivoleibauru) em 30 de Jul, 2020 às 6:00 PDT

Além da Carol, o time comandado pelo técnico Anderson Rodrigues já conta com a também levantadora Dani Lins, as centrais Adenízia, Mayhara e Mara e a ponteira/oposta Tifanny.

Reforços do Osasco

O Osasco Audax/São Cristóvão Saúde é outra equipe que segue formando o plantel. O clube apresentou na última quarta-feira (29) a levantadora Naiane e a ponteira Sonaly. Com a chegada da dupla, Luizomar de Moura, técnico do time, totaliza agora oito nomes no elenco. Além de Naiane e Sonaly, já estão confirmadas Tandara, Bia, Roberta, Camila Paracatu, Gabi Cândido e Camila Brait.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

A levantadora @naianerios_ é a nova integrante do nosso elenco para a temporada 20-21. Bem-vinda!!! #JuntosPorOsasco

Uma publicação compartilhada por Osasco Voleibol Clube (@osascovoleibolclube) em 29 de Jul, 2020 às 7:12 PDT

Brasileiros na Europa

Na última quarta-feira (29), o time feminino do Caserta (Itália) anunciou que deixará de existir. Recentemente, a equipe, envolta em diversos problemas financeiros, teve atraso de pagamentos, proibição de registros de atletas e teve a inscrição negada no Campeonato Italiano da próxima temporada. Duas brasileiras tinham sido anunciadas pela equipe nas últimas semanas, a levantadora Bruna Lemos e a ponta Nikolle. Elas agora estão sem clube.

Já a levantadora Ananda Marinho está de malas prontas para a Romênia. Ela se desligou do Praia Clube (MG) e partiu para o CS Medgidia. Esta é a primeira experiência internacional da atleta de 31 anos. Ainda no Velho Continente, há brasileiros trocando de equipe. A ponteira Ana Silva anunciou o novo clube. Ela deixa o Madeira (Portugal) e vai para o Valtra (Suíça). Já o levantador Murilo Radke, com passagens por equipes da Turquia, da Itália, da Polônia e de Montenegro, foi anunciado como reforço do time Foinikas (Grécia).

Edição: Fábio Lisboa

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Primeiro atleta a nadar até Alcatrazes sonha tornar percurso em evento

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Área de preservação ambiental e utilizada para treinamentos da Marinha, o Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte paulista, passou mais de 30 anos fechado, mas foi reaberto ao turismo em 2018. No mesmo ano, o empresário Ricardo Augusto Oliveira realizou o sonho de alcançar o arquipélago à nado. Ele saiu da praia do Camburi, em São Sebastião (SP), na tarde de 2 de abril, enfrentou os cerca de 40 quilômetros que separam a cidade e o complexo, e concluiu a travessia em 15 horas e 30 minutos, na manhã do dia seguinte. Agora, ele quer transformar o desafio em evento.

“Alcatrazes é fora de série. É muito bonito. Quem vai para lá de barco, começa a imaginar que se trata de algo pré-histórico, espera seres voadores, porque é um lugar fantástico e ermo. Ter nadado até lá me deu grande prazer”, revela Ricardo, que compete em águas abertas desde 2009. “Contei com a derivação das águas vindo do sul para o leste. Foi uma estratégia interessante”, conta.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Alcatrazes reúne cerca de 1,3 mil espécies aquáticas e insulares de fauna e flora, algumas delas em extinção. O arquipélago ocupa uma área de aproximadamente 68 mil hectares, ao norte de São Paulo. 

Em 2018, o empresário Ricardo Augusto saiu de São Sebastião (SP) e cruzou a nado cerca de 40 quilômetros até chegar em Alcatrazes – Ricardo Augusto / Arquivo Pessoal.

O atleta e empresário organiza eventos na região, como a Volta a Nado, realizada desde 2017, em que os atletas contornam as ilhas de Alcatrazes a nado. O objetivo, agora, é fazer com que a travessia da praia do Camburi até o arquipélago vire um desafio com apelo semelhante à do Canal da Mancha, que separa o Reino Unido da França.

“O que mais motiva é testar outros nadadores e saber se há tem alguém casca grossa, se eu fui fora de série ou se, de repente, há mais gente capaz. No fim, é a competitividade que está em todos nós, atletas, e quero botar à prova”, afirma Ricardo. “Quando tive êxito [em Alcatrazes], três atletas quiseram fazer [a travessia] e até chegaram a propor a documentação ao ICMBio, mas, por algum motivo, não deram sequência. O [melhor] período é de dezembro a abril, que tem menos vento e maior incidência de luz do dia”, completa.

De acordo com Ricardo Augusto, a ideia é que o evento possa movimentar o turismo no litoral norte. Entre hotéis, pousadas e hostels, a região (que também engloba as cidades de Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela, além de São Sebastião) tem cerca de 60 mil leitos. O nadador cita como referência a Travessia do Leme ao Pontal, com extensão de 35 quilômetros, que liga as zonas sul e oeste da cidade do Rio de Janeiro. “Cada inscrito gasta de R$ 5 mil a R$ 7 mil para participar do evento, mais passagens aéreas, hospedagem e a alimentação”, descreve.

O melhor período para se fazer a travessia, de acordo com Ricardo Augusto, é de dezembro a abril, período de menos vento e maior incidência de luz do dia – Ricardo Augusto / Arquivo Pessoal.

Em nota, o ICMBio explica que a realização de uma travessia como essa em Alcatrazes é regulamentada por uma Instrução Normativa de junho do ano passado, que “dispõe sobre as práticas de governança e gestão dos processos dos órgãos e entidades que atuam nas transferências voluntárias de recursos da União”. A solicitação, de acordo com o órgão, é feita pelo portal do Governo Federal e as datas são de responsabilidade dos organizadores, “desde que observadas as condições do mar”.

Como é lá fora

O desafio no canal que liga a cidade francesa de Calais ao município inglês de Dover tem um trajeto, em linha reta, de aproximadamente 35 quilômetros. O trecho foi percorrido pela pela primeira vez em 1875, pelo britânico Matthew Webb. De lá para cá, mais de 2,5 mil travessias foram completadas. Três delas por Igor de Souza, uma 1996 e duas no ano seguinte, quando se tornou o primeiro brasileiro a realizar o percurso em ida e volta, em 18 horas e 33 minutos.

“[Alcatrazes] Tem uma distância maior [que o Canal da Mancha], mas um grau de dificuldade que, creio, é o mesmo. Lá tem a água fria e em Alcatrazes há a mudança das correntes. É um desafio que pode virar sucesso até internacional”, analisa Igor, que hoje é diretor de marketing da Speedo no Brasil. “Muitos atletas vão para lá com uma equipe multidisciplinar e chegam com antecedência de, pelo menos, uma semana. Podemos falar em 10 dias de estadia. Com Alcatrazes, pode acontecer a mesma coisa”, emenda.

Segundo ele, transformar Alcatrazes em uma “versão brasileira” da travessia do Canal da Mancha envolveria um protocolo semelhante ao que existe na Europa. “Há uma associação, que segue regras da federação inglesa de natação. Ela é quem dá os períodos, pois é quem tem a previsão da maré, então, teria que fazer algo similar aqui”, explica.

“Com três ou quatro meses de antecedência, [o participante] tem de comprovar que está treinado, que realizou eventos preparatórios de, pelo menos, seis horas a uma certa temperatura e apresentar um laudo médico, mostrando que está apto a fazer uma atividade de tamanho esforço. [No Brasil] Você terá que ter autorização da Marinha e, provavelmente, um árbitro oficial da federação paulista de natação para homologar o resultado”, conclui Igor.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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