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São Paulo visita River em jogo decisivo para seguir na Libertadores

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A noite desta quarta-feira (30) é decisiva para o São Paulo na Libertadores da América. Pela quinta rodada do Grupo D, o tricolor joga com o vice-líder River Plate, a partir das 21h30 (horário de Brasília), no estádio de Avellaneda, na região metropolitana de Buenos Aires (Argentina). Terceiro colocado na chave, com quatro pontos em quatro jogos, o São Paulo precisa da vitória para respirar um pouco mais tranquilo. Se perder, o Tricolor estará eliminado.

Antes do jogo, a diferença entre as equipes é de três pontos. O empate esta noite complicará ainda mais a situação do clube. Isso porque o River leva vantagem no saldo de gols: os argentinos têm 11, enquanto os paulistas estão zerados. O saldo de gols serve de critério de desempate para a classificação. Assim, mesmo ganhando nesta noite, o São Paulo ainda vai precisar de um tropeço dos argentinos na última partida da Fase de Grupos: o River encara a LDU, líder e já classificada, no dia 20 de outubro. No mesmo dia, o Tricolor receberá o  Binacional no Morumbi, em São Paulo.

Entre os desfalques do São Paulo esta noite, o técnico Fernando Diniz não poderá contar com o centroavante Luciano, que cumpre a última partida de suspensão na Libertadores por ter se envolvido em briga no Gre-nal de março, quando atuava pelo Tricolor gaúcho. O treinador deve colocar em campo o meia Hernanes e manter apenas Pablo como atacante. A escalação deve ter Tiago Volpi, Juanfran, Diego, Léo e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alves, Igor Gomes, Hernanes e Gabriel Sara; Pablo. 

Palmeiras x Bolívar (BOL)

O primeiro jogo da noite será entre Palmeiras e Bolívar, pelo Grupo B, no Allianz, às 19h15.  Líder da chave, com dez pontos em quatro jogos, o Verdão depende apenas de um empate esta noite para assegurar a vaga nas oitavas de final. O time boliviano, terceiro colocado na chave com quatro pontos, ainda têm chances de classificação, mas precisam vencer esta noite e também na última partida da Fase de Grupos.
Desde a retomada do futebol em julho, depois da paralisação em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Palmeiras sofreu apenas uma derrota e acumula uma invencibilidade de 18 jogos. Mas, a série de cinco empates seguidos em casa incomoda a torcida e pressiona o técnico Vanderlei Luxemburgo. O treinador não tem nenhum desfalque entre os jogadores considerados titulares. Assim, ele pode repetir a equipe que empatou com o Flamengo em 1 a 1 pelo Campeonato Brasileiro no último domingo (27).  O artilheiro da equipe na competição, Luiz Adriano, com quatro gols, e o garoto Gabriel Veron ficaram de fora de alguns treinos na semanas, mas estão à disposição do técnico.  O time deve ter Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo, Gustavo Gómez, Viña; Gabriel Menino, Patrick de Paula, Lucas Lima e Zé Rafael; Willian e Wesley.

Brasileiros já classificados

Mesmo não tendo conseguido expressar no placar o domínio observado em campo, o Athletico-PR se garantiu nas oitavas de final da Libertadores com uma rodada de antecedência. O empate em casa em 0 a 0 com o Jorge Wilstermann, da Bolívia, levou o Furacão a dez pontos e garantiu ao time brasileiros uma das vagas do Grupo C. A liderança da chave será decidida apenas na última rodada em outubro, já que o Jorge Wilstermann – segundo colocado na chave com sete pontos – pode ultrapassar o Athlético-PR. No dia 20 de outubro, o Athletico visita os uruguaios do Peñarol. E o Jorge Wilstermann vai até o Chile para enfrentar o Colo-Colo.  

A noite foi também para o Grêmio, que carimbou antecipadamente o passaporte para as oitavas. O Tricolor gaúcho venceu por 2 a 0 o Universidad Católica, pelo Grupo E, jogando na Porto Alegre. A classificação do Grêmio foi favorecida pela combinação de outro resultado: o empate do rival Internacional, na Colômbia, por 0 a 0 contra o América de Cali.

O Inter está com a vaga bem encaminhada. Na última rodada, no dia 22 de outubro, o Grêmio recebe o América de Cali em Porto Alegre e o Colorado  vai até o Chile para enfrentar a Universidad Católica. O colorado, que atualmente está em segundo lugar na chave com oito pontos, pode se classificar até perdendo, desde que o América de Cáli não vença o Grêmio. Se perder e os colombianos vencerem, ainda existe uma diferença de gols, que atualmente é de cinco, favorável ao Inter.  

Confira AQUI a tabela de classificação da Copa Liberadores da América.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Los Angeles Lakers derrota Miami Heat e conquista título da NBA

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Depois de dez anos, a NBA voltou a se pintar de roxo e dourado com a vitória do Los Angeles Lakers sobre o Miami Heat, neste domingo, por 106 a 93, que fechou a série final da liga norte-americana em 4 a 2 para o time da Califórnia. Considerando que 11 das 30 franquias da NBA nunca foram campeãs, o jejum à primeira vista não parece ser o maior dos sofrimentos, mas o título veio para aliviar um período complicado para a equipe mais famosa da liga, dentro e fora de quadra, além de pontuar um acontecimento histórico.

Nos primórdios da NBA, o Lakers – que à época ainda representava a cidade de Minneapolis – encadeou cinco títulos nas oito primeiras temporadas da liga, abrindo larga vantagem como a franquia mais vencedora até então. Porém, a partir de 1956-57, o Boston Celtics levou 11 dos 13 campeonatos disputados na sequência, seis deles em finais justamente contra o Lakers, que já tinha se mudado para Los Angeles.

Desde então, o topo da pirâmide de triunfos na maior liga de basquete do mundo sempre foi ocupado solitariamente por Boston. Com a vitória em 2020, o Lakers se iguala aos grandes rivais, com 17 conquistas, finalmente alcançando o adversário numa corrida em que esteve em desvantagem por mais de 50 anos.

O título também colocou fim ao período mais conturbado da história de uma franquia pouco acostumada a passar perrengue. Em 2010, numa série emblemática contra o Celtics, vencida por 4 a 3, o Lakers conquistava seu 16º título – o segundo seguido – e parecia em ótima posição para igualar a briga em pouco tempo. Só que o destino se escreveu de outra maneira: a equipe não retornou mais às finais e, entre 2014 e 2019, sequer se classificou aos playoffs.

Para uma franquia que deixou de ir ao mata-mata apenas cinco vezes nos primeiros 64 anos de existência, ficar seis anos consecutivos sem conseguir isso representou um insucesso ainda mais incômodo do que o normal. Para ilustrar quão fundo a equipe tinha chegado, desde a vitória nas Finais de 2010 até esta temporada, o momento mais memorável da franquia foi o jogo de despedida de Kobe Bryant, em 2016. Uma performance incrível de 60 pontos, carregando a equipe à vitória, mas que não anulou o fato de que o Lakers era um dos piores times da NBA e tinha acabado de finalizar a campanha com mais derrotas em sua história.

A chegada do craque LeBron James em 2018 não impediu mais um ano de seca, mas após a troca com o New Orleans Pelicans, em junho de 2019, que trouxe o ala-pivô Anthony Davis, o Lakers voltou a se estabelecer como uma das melhores equipes da liga. No entanto, a temporada ficou marcada mais uma vez por Kobe Bryant. Ele, que tinha proporcionado uma rara alegria naquela noite mágica em abril de 2016, fez os fãs da franquia – e do basquete – sentirem uma tristeza profunda em janeiro.

O helicóptero que levava Kobe, a filha Gianna, de 13 anos, e mais sete pessoas a um jogo do time juvenil feminino que tinha Kobe como técnico e Gigi como estrela, sofreu um acidente nos arredores de Los Angeles. Todas as nove pessoas morreram. Lágrimas caíram, partidas foram adiadas, homenagens se multiplicaram e o luto perdurou por muito tempo. James, cuja chegada a Los Angeles despertara a desconfiança de fãs do Lakers acostumados a torcer contra ele, logo atribuiu a si próprio a responsabilidade de levar o legado de Bryant adiante.

Não haveria forma melhor de fazer isso do que carregando a franquia de volta ao lugar que costumava frequentar. Antes desta temporada, o Lakers já era, de forma disparada, a equipe com mais participações em decisões: 32, onze a mais do que qualquer outro time. LeBron James, que vinha de oito finais nos últimos nove anos, certamente era o atleta mais capacitado a entender o que era preciso para retornar ao principal palco do basquete norte-americano. Anthony Davis, considerado por muitos como o melhor jogador de garrafão da liga e um talento raro, era o complemento ideal a ele, seguindo a tradição de gigantes que construíram uma carreira no Lakers, depois de Kareem Abdul-Jabbar e Shaquille O’Neal, entre outros.

Porém, a inversão de determinadas ideias que pareciam distantes da realidade acabou sendo o fator diferencial que elevou o nível da equipe. LeBron James assumiu, com gosto, o papel de armador da equipe na prática e no nome e liderou a liga em assistências, algo inédito na carreira. Um reflexo disso foi que Anthony Davis, o maior beneficiado pelos passes de James, se tornou o cestinha do Lakers. Em nenhum momento nas 17 temporadas de LeBron na liga ele havia sido superado em pontuação por um colega de time. A química entre os dois e a produção que a dupla levou à quadra praticamente todas as noites se provaram fortes demais para serem paradas pelos adversários.

Ao longo dos playoffs, Davis foi o mistério que os adversários mais tiveram dificuldades para desvendar. Mas James foi a força que manteve o time funcionando independente do desafio que esses adversários apresentavam. De forma justa, ele venceu o prêmio de MVP (Jogador Mais Valioso) das Finais, imediatamente adicionando mais um feito simbólico ao título do Lakers. Pela primeira vez, um jogador conquistou esta honra por três franquias diferentes (no caso dele, por Lakers, Heat e Cavaliers).

“Fazer parte da história dessa franquia incrível é um sentimento inacreditável. Todos aqui, do técnico aos jogadores, assim como eu, queremos ser respeitados”, disse James, ainda na quadra. Ele se referia ao que acreditou ser uma descrença exagerada com relação ao sucesso dele e do time antes da temporada. LeBron foi campeão pela quarta vez na carreira.

Já Anthony Davis, finalista – e campeão – de primeira viagem, destacou a influência de Kobe Bryant na motivação para ir atrás do título:

“Sei que ele está orgulhoso de nós”, disse, tentando encontrar as palavras. “Ele era um grande irmão para todos nós”, concluiu.

Os fãs da franquia certamente não vão poder comemorar este título da mesma forma que os outros dezesseis. A pandemia do novo coronavírus, além de transformar o modo de disputa do campeonato, que foi realizado em um esquema de ‘bolha’, no complexo esportivo da Disney, eliminou qualquer possibilidade de os torcedores acompanharem as partidas in loco, assim como provavelmente vai impedir qualquer aglomeração em Los Angeles pela conquista.

Porém, eles acordam com uma realidade dos sonhos depois de viverem um pesadelo por tantos anos. LeBron James, beirando os 36 anos, segue com combustível para desafiar Michael Jordan como o maior de todos os tempos. Anthony Davis, aos 27 anos, pode estar apenas no começo de uma época de domínio na liga. E pela primeira vez em muito tempo, ao olhar para o alto, eles não veem ninguém.

Edição: Maria Claudia

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