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Renda Cidadã: economista sugere junção de programas sociais para bancar projeto

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Economista William Ricardo de Sá participou da live do Brasil Econômico desta semana
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Economista William Ricardo de Sá participou da live do Brasil Econômico desta semana


Possível e necessário. Assim o economista William Ricardo de Sá definiu o  programa Renda Cidadã criado pelo  presidente Jair Bolsonaro para a área social. No entanto, o convidado da live promovida pelo Brasil Econômico nesta quinta-feira (1), ponderou a necessidade de procurar outras formas de financiamento em vez de usar precatórios e recursos do Fundeb como anunciou o governo federal esta semana. E sugeriu a junção de programas sociais para que ele se torne viável sem desonerar ainda mais a economia brasileira.



“(O Renda Cidadã ) é possível e é necessário. Afinal de contas, boa parte dos trabalhadores são informais e eles ficarão descobertos em pouco tempo. Mas não há possibilidade (de se ser no formato sugerido precatórios e Fundeb ). É possível juntar todos os programas sociais. Alguns são totalmente em sentido, como o ‘Seguro Defesa’, ou são fraude explícita, ou não atingem o público que precisa, que é o mais pobre”, comentou.

O economista avaliou, também, que o Renda Cidadã precisa ser criado sem impactar em aumento de impostos , para não piorar, ainda mais, a situação econômica brasilera.

“O ideal é que o impacto fiscal fosse o menor possível, porque senão o resultado futuro vai ser cada vez pior. A forma de minimizar é tentar fazer através de fusões de programas que já existem, e não criando item novo de despesa”, ponderou.

William Ricardo de Sá sugeriu que o valor pago ao público alvo fique entre R$ 200 e R$ 300. “Seria um reforço significativo, mas não dá pra fazer mais do que isso”, acrescentou.

Reforma tributária

Com relação a outro assunto em destaque na atual conjuntura nacional, a Reforma Tributária, o economista William Ricardo de Sá destacou que o governo Bolsonaro herdou a agenda das reformas dos dois governos anteriores (Dilma e Temer) e que, devido à característica da atual equipe, não deverá avançar.

“Caiu em cima do governo. Acho difícil que a reforma tributária avance. Não sei o interesse do governo de levar adiante e duvido da capacidade de discutir o tema. Não é um governo reformista”, justificou.

Para reativar a economia, em queda em diversas áreas há alguns anos, William Ricardo de Sá destacou que o governo deve se ater ao que ele chamou de “dois gargalos”: reformas pró-mercado e o ajuste fiscal.

A respeito das reformas pró-mercado, o economista destacou que é preciso melhorar o ambiente no Brasil e fazer com que o país garanta cumprimento de contratos.

“Pois o Estado não tem capacidade de investir. E o dinheiro não sairá do governo. Para sair do privado, tem que estar atrativo, garantir que não vai quebrar, como quebrou nos anos Dilma. Para isso, tem que fazer ajuste das contas públicas”, ponderou.

“A economia brasileira só vai ter crescimento a partir do dia que resolver conjunto de reformas pró-mercado e que estão na agenda desde o final dos anos 90. E quando voltar a sinalizar que tem estabilidade nas contas públicas, e não essa bagunça fiscal que nos tornamos dede 2011 para cá. Não tem saída fácil pra o Brasil”, destacou William Ricardo de Sá.

Privatizações, agronegócio e política ambiental

O professor também comentou outros temas como investimentos, privatizações, agronegócio e impacto internacional da política ambiental do governo federal. Veja a entrevista na íntegra:



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Mitsubishi paralisa os planos do SpaceJet

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Guilherme Dotto

Mitsubishi paralisa os planos do SpaceJet

Em um futuro bem próximo, a Mitsubishi deve anunciar uma nova estratégia de negócios de médio prazo em 30 de outubro.

De acordo com a Kyodo News , agência de notícias de Tóquio, a Mitsubishi irá confirmar que o programa SpaceJet será paralisado, embora tenha lutado por muito tempo para ganhar força com as companhias aéreas, 2020 está acabando ainda mais com a demanda por novas aeronaves.

O SpaceJet é um jato regional bimotor com capacidade para 70 a 90 passageiros. Atualmente há duas versões do modelo em oferta; o M90 e o M100 um pouco maior.

Menor do que o Airbus A220, a Mitsubishi estava posicionando seu avião para ser a versão utilizada no norte da Ásia.

No programa SpaceJet e seu antecessor, o Mitsubishi Regional Jet, está em andamento desde 2008. O jato fez seu primeiro voo em 2015. Até o momento, US$ 9,6 bilhões foram aplicados no desenvolvimento do avião.

No entanto, o cronograma de entrega foi adiado seis vezes até o momento. Haviam planos para entregar os primeiros M90, à All Nippon Airways no próximo ano, mas no momento nada confirmado.

Com cancelamento de até 100 Mitsubishi SpaceJet M90, a Trans States Airlines disse que o avião não era apropriado para os Estados Unidos, pois não atendia às regras do sindicato norte-americano sobre os jatos regionais.

com efeito de alto valor, a Mitsubishi reduziu pela metade seu orçamento para o programa SpaceJet, reduzindo US$ 561 milhões no financeiro do ano seguinte.

Foto: Maarten Dols © jetphotos.com

Os trabalhos no M90 continuaram, mas a produção foi interrompida. Quanto ao M100, foi efetivamente colocado ao lado.

Especialistas esperam que a demanda por aviões grandes diminuam num futuro próximo, à medida que as companhias aéreas optam por aviões menores.

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