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Economia

Reclamações contra Comgás crescem 500% em 2019, aponta Procon-SP

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Órgão e defesa do consumidor busca medida conciliatória junto a empresa que comercializa gás encanado

O preço do gás encanado dos paulistas está cada vez mais caro e os consumidores estão cobrando uma explicação da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás).

Segundo dados da Fundação Procon-SP, o número de reclamações contra a empresa passou de 98 entre janeiro e setembro de 2018, para 609 no mesmo período deste ano, ou seja, um crescimento de mais de 500% ou seis vezes mais. A maioria dessas reclamações se referem a problemas com cobrança (484 no total de 609).

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“A soma do reajuste tarifário anual, com as varições de preço do petróleo que seguem o mercado internacional, foram uma surpresa para o consumidor, que pode até não ter mais condição de pagar pelo gás”, alerta a coordenadora de atendimento e orientação do Procon-SP, Renata Reis.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, nos últimos meses, as contas tiveram alta de 100%, superando os reajustes oficiais que permitiriam um aumento de cerca de 40%.

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Em quatro meses, a companhia já havia registrado aumentos expressivos no estado para as famílias que utilizam gás no chuveiro e no fogão. A conta pesou 11% a mais em fevereiro e depois, em maio, ficou 27% mais alta.

Para Renata Reis, o aumento no preço do gás, não foi comunicado ao consumidor de maneira ostensiva . “Por isso, ele não se preparou para incluir esse aumento no seu orçamento; não teve tempo de rever seus hábitos de consumo, porque não foi alertado”, avalia a coordenadora. 

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Consumidor

Para o Reclame Aqui, o paulistano Luiz Antônio informou que “as contas apresentadas nos dois últimos meses [agosto e setembro] foram tão elevadas que não há argumento possível a justificá-las”.

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Segundo ele, a média das contas do terceiro trimestre (aproximadamente R$ 218) tiveram aumento de 190% em relação às contas do trimestre anterior (R$ 75) e 170% a mais se comparadas com as do primeiro trimestre.

“A última conta, de setembro de 2019, foi de inacreditáveis R$ 332,00. Isso significou o triplo da média dos oito meses anteriores. Como é possível uma empresa cobrar esse valor? Exijo que minhas contas sejam revistas e que as diferenças cobradas a mais me sejam devolvidas!”, ressalta. “Quanto devo esperar para o mês de outubro?”, questiona Luiz Antônio.

Dicas do Procon-SP

A coordenadora do Procon-SP Renata Reis explica que não é possível chamar os reajustes de “abusivos”. “Não se pode falar em abuso, mas os aumentos deixaram o consumidor em desvantagem, em função de uma situação anormal”, explica Renata.

“Por isso, estamos buscando uma medida conciliatório junto à empresa para atender esses consumidores reclamantes”, afirma Renata.

A coordenadora do Procon-SP dá dicas aos consumidores para lidar com os constantes aumentos no preço do gás. A primeira delas é  rever os hábitos de consumo e avaliar se é possível fazer um uso mais racional do serviço. “Isso vale para energia, água ou gás”, diz. 

Segundo ela, também é importante confirmar que não existe nenhum defeito ou vazamento que pode aumentar o consumo do produto.

“Se essas ações não ajudarem, recomendamos buscar a concessionária, os órgão de defesa do consumidor, ou a agência reguladora, que no caso da Comgás é a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp)”, diz Renata Reis.  

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Outro lado

Ao  Brasil Econômico  , a Comgás informa que é uma empresa regulada e que, portanto, a “atualização nas tarifas são deliberadas pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP), de acordo com o contrato de concessão”.

“O custo de gás natural para a concessionária tem alterações constantes que refletem as variações de preço internacional do petróleo, as oscilações da taxa de câmbio, bem como as eventuais mudanças no custo cobrado pelos operadores dos gasodutos de transporte”, disse a companhia, em nota.

De acordo com o comunicado, para evitar que essas oscilações no custo do insumo causem impacto mensal nas contas que chegam aos consumidores, a Arsesp , conforme contrato de concessão, promove ordinariamente reajustes na data-base, em 31 de maio.

A empresa também informa que “as faturas refletem o maior consumo no período de inverno, somados a atualização das tarifas em 31 de maio de 2019, conforme deliberação da ARSESP”.

Veja a íntegra da nota da Comgás: 

A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) informa que é uma empresa regulada e que, portanto, a atualização nas tarifas são deliberadas pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP), de acordo com o contrato de concessão. Cabe informar que o custo de gás natural para a concessionária tem alterações constantes que refletem as variações de preço internacional do petróleo, as oscilações da taxa de câmbio, bem como as eventuais mudanças no custo cobrado pelos operadores dos gasodutos de transporte.

Para evitar que essas oscilações no custo do insumo causem impacto mensal nas contas que chegam aos consumidores, a Arsesp, conforme contrato de concessão, promove ordinariamente reajustes na data-base, em 31 de maio. A agência reguladora pode ainda realizar reajustes em caráter extraordinário, seguindo a deliberação de n° 348/2012, que possibilita reequilibrar os valores das tarifas aplicadas em caso de variação significativa no custo do insumo, e em paralelo, fazer a compensação do saldo de um mecanismo regulatório, a chamada conta gráfica, que acumula a diferença (que tanto pode ser positiva como negativa) entre o preço pago pelo insumo e o efetivamente cobrado; Ou seja, os reajustes extraordinários, como realizado em fevereiro de 2019, assim como os ordinários, fazem uma espécie de ajuste de contas, que pode acontecer para mais ou para menos, para compensar uma das partes. Um exemplo é o ano de 2016, quando a queda no preço do petróleo ocasionou duas reduções sucessivas nos preços da Comgás, em favor do consumidor.

As faturas refletem o maior consumo no período de inverno, somados a atualização das tarifas em 31 de maio de 2019, conforme deliberação da ARSESP.

A Comgás mantém à disposição dos clientes os canais de relacionamento para esclarecimento de dúvidas: Comgás Virtual, Aplicativos para celulares, autoatendimento, redes sociais e chat. Temos ainda a Central de Atendimento e Emergência 24h (08000 110 197).

Fonte: IG Economia
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Economia

Saldo de empregos formais no Brasil foi de 157 mil novas vagas em setembro

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Agência Brasil

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Jana Pêssoa/Setas
Setembro de 2019 teve o melhor resultado em abertura de vagas com carteira assinada para o mês desde 2013

Beneficiada pelos serviços e pela indústria , a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em setembro, o maior nível para o mês em seis anos e o sexto mês seguido de crescimento.

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Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do MInistério da Economia, 157.213 postos formais de trabalho foram criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em setembro de 2013, quando as admissões superaram as dispensas em 211.068. A criação de empregos totaliza 761.776 de janeiro a setembro , 6% a mais que no mesmo período do ano passado.

Setores

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Na divisão por ramos de atividade, sete dos oito setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. O campeão foi o setor de serviços , com a abertura de 64.533 postos, seguido pela indústria de transformação (42.179 postos). Em terceiro lugar, vem o comércio (26.918 postos).

O nível de emprego aumentou na construção civil (18.331 postos); na agropecuária (4.463 postos), no extrativismo mineral (745 postos) e na administração pública (492 postos).

O único setor que demitiu mais do que contratou foram os serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento, com o fechamento de 448 postos.

Tradicionalmente, a geração de emprego é alta em setembro, por causa da produção da indústria para o natal e do aquecimento do comércio e dos serviços para as festas de fim de ano. Na agropecuária , o início da safra de cana-de-açúcar é a principal responsável pela geração de empregos, principalmente no Nordeste.

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Regiões

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Agência Brasil – Alan Santos/PR
Presidente Jair Bolsonaro comemorou o resultado divulgado pelo Caged via Twitter nesta quinta-feira

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em setembro. O Nordeste liderou a abertura de vagas, com 57.035 postos, seguido pelo Sudeste (56.833 vagas) e pelo Sul (23.870 vagas). O Centro-Oeste criou 10.073 postos, e o Norte abriu 9.352 vagas formais no mês passado.

Na divisão por estados, todas as 27 unidades da Federação geraram empregos no mês passado. As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo (abertura de 36.156 postos), em Pernambuco (17.630), em Alagoas (16.529) e no Rio de Janeiro (13.957).

Pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro comentou que se trata do melhor resultado para o mês em seis anos. “Estamos mudando o Brasil para melhor”, afirmou. 

Rais

O Ministério da Economia também divulgou os números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2018. O ano passado fechou com 46, 63 milhões de vínculos, 349,52 mil a mais do que em 2017, ou um aumento de 0,8% nos postos com carteira assinada no país.

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No ano passado, foram abertos na iniciativa privada 371.392 postos de trabalho com carteira assinadaa, 1,02% a mais do que em 2017. Houve crescimento em quatro das cinco regiões do país, com liderança para o Nordeste, onde a oferta de vagas subiu 1,21%.

A segunda maior alta foi registrada no Sul (1,1%), seguido pelo Norte (0,96%) e pelo Sudeste (0,67%). Apenas no Centro-Oeste , houve fechamento de postos de trabalho, com queda de 0,52%.

Das 27 unidades da federação, 19 fecharam com desempenho positivo no emprego formal – principalmente Maranhão, Mato Grosso, Amapá, Santa Catarina e Amazonas.

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O aumento no emprego foi maior na faixa de trabalhadores de 40 a 49 anos , com a abertura de 258 mil vagas. Em segundo lugar, vieram os empregados de mais de 50 anos (153 mil vagas), seguido pela faixa de 30 a 39 anos (83 mil vagas).

A diferença entre homens e mulheres diminuiu levemente, com o emprego feminino subindo de 40% em 2017 para 40,1% dos postos de trabalho em 2018.

Em relação à escolaridade , o maior crescimento foi registrado entre os trabalhadores com ensino superior completo (458 mil vagas), seguido pelos que têm o ensino médio (373 mil) e o superior incompleto (69 mil). Nos demais níveis de educação, houve fechamento de vagas.

Fonte: IG Economia
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