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Quase metade dos eleitores do Sudeste não votou nem em Bolsonaro, nem em Haddad

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No primeiro turno, Bolsonaro obteve mais de 53% dos votos dos eleitores do sudeste, Haddad teve 19%.
Agência Brasil/Tânia Regô e Marcelo Camargo

No primeiro turno, Bolsonaro obteve mais de 53% dos votos dos eleitores do sudeste, Haddad teve 19%.

No primeiro turno da eleição presidencial, 47% dos votos dos eleitores do Sudeste do País não foram nem em Jair Bolsonaro (PSL) e nem em Fernando Haddad (PT). São 17 milhões de eleitores que terão que escolher entre um dos dois na segunda etapa das eleições. Para ganhar, Haddad terá que avançar no Sudeste, onde o PT tem perdido apoio nos últimos segundos turnos. 

Leia também: Haddad precisa de virada inédita para vencer Bolsonaro no segundo turno; entenda

As informações foram publicadas na edição do jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira (10). Para ter pelo menos 50% e ganhar a eleição, Haddad precisará ganhar mais de 27 milhões de votos, considerando a hipótese de ele não perder nenhum eleitor do primeiro turno. No Nordeste, Sul e Centro-Oeste houve 19 milhões de votos dados aos outros candidatos na primeira etapa, ou seja, mesmo se Haddad conseguisse todos esses votos, não ganharia. Terá que focar nos eleitores do Sudeste.

Bolsonaro , para garantir a vitória, necessita de cerca de 10 milhões de votos no País todo. O PT, além do volume de votos a serem conquistados,  vai ter de lutar contra a perda de votos em segundos turnos. Em 2002, Lula recebeu 63% dos votos contra José Serra (PSDB). Já em 2014, a aprovação do PT caiu para 44% no Sudeste, quando Dilma enfrentou Aécio Neves (PSDB). 

Leia também: Bolsonaro ainda não pode ir a debate ou fazer campanha, dizem médicos

Só em São Paulo, existem 9,7 milhões de pessoas que apoiaram outros candidatos no primeiro turno. Em tese, Haddad tem o apoio da maioria dos eleitores de Ciro Gomes (PDT), mas ainda terá que conquistar os de Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amoêdo (Novo). 

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Haddad precisa dos eleitores do Sudeste para vencer


Haddad chegou ao segundo turno da eleição com mais de 31 milhões de votos; ele precisa agora dos eleitores do Sudeste
Ricardo Stuckert – 24.9.18

Haddad chegou ao segundo turno da eleição com mais de 31 milhões de votos; ele precisa agora dos eleitores do Sudeste

A vantagem é que Ciro obteve seu maior número de votos no Nordeste, onde Haddad tem menor rejeição. Ele também foi o mais votado no Ceará, onde foi governador, obtendo mais de 2 milhões de votos. O candidato do PTD anunciou que deve declarar apoio ao petista, mas de forma “crítica”. 

Marina Silva, candidata pela Rede, declarou neutralidade no segundo turno e disse que, independentemente do presidente eleito, o partido “será oposição firme e democrática”, acrescentando que ela, pessoalmente, não tem identificação com Haddad ou Bolsonaro.  Já Amoêdo negou apoio ao PT, mas disse que o diretório do Novo ainda vai decidir se declara ou não apoio a Bolsonaro. 

Leia também: Haddad diz estar aberto a incorporar propostas de Ciro Gomes ao seu governo

Guilherme Boulos (PSOL) declarou apoio a Haddad e o classificou como representante da democracia e capaz de derrotar o fascismo no segundo turno.  Na primeira etapa, no último domingo, Jair Bolsonaro obteve 53%  dos votos dos eleitores do Sudeste , enquanto Haddad conquistou apenas 19% dos eleitores da região.

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Premiê britânica defende Brexit no Parlamento e vê onda de renúncias em gabinete

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Thereza May durante leitura do novo texto do Brexit no Parlamento do Reino Unido
Reprodução/UK Prime Minister

Thereza May durante leitura do novo texto do Brexit no Parlamento do Reino Unido

A primeira-ministra britânica, Theresa May, apresenta nesta quinta-feira (15) o texto do acordo preliminar para o Brexit  ao Parlamento. A premiê chega para o dia-chave na defesa do acordo alcançado após um longo debate enfraquecida pela renúncia de quatro integrantes de seu gabinete que são contrários ao acordo com a União Europeia (UE).

O pedido de demissão mais relevante é o do próprio ministro para o Brexit , Dominic Raab. “Não posso apoiar o acordo com a UE”, disse Raab. Também deixaram seus cargos a subsecretária para o Brexit, Suella Braverman; o subsecretário para a Irlanda do Norte, Shailesh Vara; e a ministra do Trabalho, Esther McVey.

Segundo eles, os termos do acordo não honram as promessas feitas para os britânicos sobre a relação futura entre a UE e Londres, além da garantia de direitos civis e das fronteiras. Os ministros acusam May de “não entregar o Brexit que os britânicos pediram” nas urnas. May anunciou na terça-feira (13) que havia chegado a um acordo preliminar com a União Europeia para a saída do país do bloco, que deve se concretizar até 29 de março.

Durante a leitura do acordo no Parlamento, Theresa May foi questionada por um dos deputados se planeja renunciar ao seu cargo de premiê em nome de permitir que o Reino Unido siga adiante com “unidade”. May foi concisa em sua resposta: “Não”.

O projeto, que tem 585 páginas, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento britânico por pelo menos 320 de 650 votos – mas não há data definida para a votação. O Conselho Europeu também fará reunião extraordinária no dia 25 de novembro para validar o texto.

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Debates pelo Brexit


Manifestantes anti-Brexit durante protesto realizado em Londres
Reprodução/Twitter/Lisa O’Carroll

Manifestantes anti-Brexit durante protesto realizado em Londres

Nesta quinta-feira (15), May fez um discurso no Parlamento para defender o acordo preliminar. Segundo ela, “votar contra o acordo nos levaria de volta à estaca zero”. “A escolha é clara: nós podemos escolher deixar sem nenhum acordo, arriscar não ter nenhum Brexit, ou escolher nos unir e apoiar o melhor acordo que poderia ser negociado”, disse.

“Este é um momento muito importante. O acordo é justo e equilibrado, assegura as fronteiras da Irlanda e gera bases para uma ambiciosa relação futura. Mas teremos uma longa estrada pela frente”, afirmou a primeira-ministra, que também garantiu que haverá Brexit e que nenhum outro plebiscito será convocado.

A saída do Reino Unido da União Europeia foi aprovada em plebiscito realizado em junho de 2016 . Há meses, May tenta negociar um acordo de como será o “divórcio”, encontrando resistência tanto de Bruxelas quanto de integrantes de seu próprio governo.

Um de principais pontos de entrave era um princípio chamado “backstop”, que garante que, se não houvesse acordo, a fronteira entre as Irlandas permaneceria inexistente. Neste caso, a Irlanda do Norte continuaria no mercado comum e na união alfandegária e ficaria submetida as regras diferentes do restante do Reino Unido.

No entanto, tanto a Irlanda quanto a Irlanda do Norte querem a manutenção de fronteiras abertas, mas isso pode acabar criando uma região com status especial dentro do Reino Unido e até uma espécie de diferenciação entre o território e o restante do país. Sem um acordo com a UE, o Reino Unido corre o risco de ter de sair do bloco de maneira “traumática”, sem garantia de interesses nem de relações comerciais após o Brexit .

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*Com informações e reportagem da Ansa

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