conecte-se conosco



Política

Projeto disciplina comércio de animais

Publicado

em


.

Atividades como criação, reprodução, comercialização e doação de animais exóticos ou domésticos só poderão ser feitas por empresas ou pessoas físicas devidamente registradas. É o que propõe o deputado Hudson Leal (Republicanos) no Projeto de Lei (PL) 424/2020.

Entre outras regras, a matéria estipula também que eventos realizados para promover a adoção devem ter caráter não lucrativo e sinalizar, por meio de placas visíveis, o nome do responsável pela promoção da atividade.

Recibo, cartela de vacinação atualizada, manual com informações sobre a raça, comportamento e comprovante de esterilização são exigências  para venda  ou adoção que também constam no texto.

Venda e reprodução

Para a venda por meio de anúncios em jornais, revistas ou via internet, a matéria cobra que sejam disponibilizadas fotos dos animais e qualificação do vendedor com reconhecimento do órgão de vigilância sanitária. O projeto ainda define normas sanitárias e referentes à estrutura física dos espaços destinados ao abrigo de animais, como canis e gatis, estabelecendo condições de conforto para as espécies. 

A proposta ainda prevê que todo o processo de reprodução tenha o acompanhamento de veterinário  registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária e o acasalamento e prenhezes das matrizes levem em consideração a saúde geral da fêmea.

Na justificativa o deputado Hudson Leal reforça a importância do médico veterinário em todo o processo. “A comercialização de animais envolve a saúde humana e do meio ambiente e o profissional capacitado consegue garantir a condução correta das ações que envolvem os animais”, afirma o parlamentar.

Se virar lei, a matéria estipula advertência e multa de até R$100 mil para os estabelecimentos que não  cumprirem as normas propostas. O PL passará pelas comissões de Justiça, Meio Ambiente e Finanças antes se seguir para análise do Plenário.

Legislação estadual

O Espírito Santo é pioneiro na legislação que trata da gestão e proteção da fauna silvestre, composta por aqueles animais que são tirados da natureza e colocados em ambiente doméstico. A Lei Complementar Estadual 936/2019 traçou a Política Estadual de Proteção à Fauna Silvestre que fixa normas para o tratamento correto  destes  animais mantidos em  cativeiro, através da fiscalização e controle sobre a criação e comércio.

No mesmo rastro do PL 424/2020 está a Lei Estadual 8.060/2005 que condena  e penaliza atos como abandono e maus tratos de animais domésticos, nativos e exóticos.
 

Comentários do Facebook

Política

Diálogo familiar é aliado no trato com jovens

Publicado

em


.

As formas de identificar e ajudar crianças e adolescentes que passam por momentos emocionalmente complicados foram abordadas durante mesa-redonda virtual promovida na tarde desta quinta-feira (24) pela Assembleia Legislativa (Ales). O evento faz parte da campanha “É Preciso Conversar”, coordenada pela Secretaria de Comunicação Social (SCS) da Casa e realizada em virtude da campanha Setembro Amarelo, voltada para a prevenção ao suicídio.

Mediado pela jornalista Zelita Viana, o encontro teve como um dos convidados o doutor em Educação, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e escritor Hugo Ferreira. Ele é autor do livro “A Geração do Quarto: Quando Crianças e Adolescentes Nos Ensinam a Amar” e contou um pouco da pesquisa que o ajudou na elaboração da obra.

O professor disse que entre 2014 e 2016 ouviu muitos pais e mães sobre o comportamento dos filhos e acabou por identificar que muitos deles realizavam uma espécie de “isolamento” dentro da própria casa, ficando por horas dentro do quarto e tendo mais contato com outras pessoas por redes sociais do que fisicamente, inclusive, membros da própria família.

Em seguida Ferreira fez uma pesquisa distribuindo um formulário para adolescentes de várias capitais brasileiras por meio das redes sociais para buscar compreender o que estava acontecendo. “Obtive 3.115 respostas. Essa geração mora dentro do quarto e passa mais de seis horas dentro dele. Eles se comunicam com o mundo pelas redes sociais, mas não se comunicam em casa”, explicou.

A partir do grupo principal ele manteve contato com 138 desses jovens, que tinham de 11 a 18 anos, eram filhos das classes média e alta, já haviam sofrido bullying e cyberbullying, tinham se automutilado e tentado suicídio por mais de uma vez.

Isolamento

Segundo o professor o “fenômeno do quarto”, do isolamento, não é específico das crianças e adolescentes das cidades pesquisadas, mas se repete em diversos países. “É um fenômeno forjado no modelo econômico e social que a gente construiu, a partir das relações que a gente construiu”, ressaltou. Para ele, a falta de diálogo e compreensão dentro de casa e a ausência dos pais fazem os jovens buscarem respostas no mundo virtual, que muitas vezes é permeado de problemas.

Quem também participou do debate foi Heloísa Mannato, diretora de atendimento a pais e alunos de uma instituição de ensino particular do estado. Ela compartilhou algumas de suas experiências no trato direto com pais e alunos.

“A família precisa entender que a casa dela tem que ser um refúgio para esse menino. Um lugar de descanso, acolhimento, carinho e amor. Trabalhei com algumas famílias que em casa o pai é agressivo e a mãe também, saía dali as pessoas eram educadas, alegres, mas as pessoas que importavam mesmo, da família, não recebiam carinho e atenção. Já atendi aluno que dizia que tirar 10 ou 0 dava no mesmo. Essa indiferença mata os alunos”, ressaltou.

De acordo com Mannato muitas vezes os pais colocam o aluno na frente do filho e isso gera uma série de consequências no ambiente familiar. “O excesso de cobranças também gera uma autocobrança. O mais importante é o relacionamento, os alunos que têm vínculo social, que recebem carinho, não têm essa tendência ao suicídio”, enfatizou.

Outro participante foi o mestre em Psicologia Clínica e professor universitário Raphael Vaz. Ele também já atuou em instituições de ressocialização para menores em conflito com a lei e compartilhou uma experiência que teve em 2011, trabalhando com o Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).

“Muitos adolescentes tentaram suicídio em uma das unidades e fizemos um trabalho em que observamos que, devido à rigidez no tratamento com os adolescentes, eles começaram a se sentir desamparados, até diante da família. Não tinham a oportunidade de estar com as famílias mais aos domingos, foram retiradas até as fotos das famílias. Eles vivenciaram esse desamparo que a gente fala no suicídio”, frisou.

Para ele, o trabalho da psicoterapia é fundamental para ajudar no tratamento de crianças e adolescentes que estão passando por um processo de dor e angústia. “Na clínica junguiana elas podem expressar o que está no seu inconsciente por meio de palavras, argila, pintura. Para Jung, complexo é uma forte carga emocional contida. Então, ela pode expressar através do lúdico essa dor. Eu acho que esse processo do enfrentamento dentro da terapia por meio lúdico ajuda ela a dar um novo significa para essa experiência”, disse em referência à terapia baseada nas ideias de Carl G. Jung.

Soluções

Para os profissionais, conversar com os jovens sobre o que está ocorrendo e escutar seus problemas são parte do caminho para auxiliar crianças e adolescente que passam por problemas emocionais. Conforme Ferreira, é preciso fazer os jovens terem uma “causa” na vida, incentivá-los a participar de trabalhos voluntários. Ele citou como exemplos positivos a ativista paquistanesa Malala Yousafzai e a sueca Greta Thunberg.

“Temos que dar razões para viver, ajudar esses meninos a encontrarem significado no que eles fazem. Quantos pais perderam filhos e conseguiram voltar a viver defendendo causas para evitar que o mesmo ocorresse com outras crianças? O voluntariado é fantástico”, reforçou Heloísa Mannato.

Já o professor Raphael destacou que o tema suicídio é um assunto complexo e multifatorial. “Temos que fazer as pessoas entenderem que é uma temática que a gente precisa refletir que a única forma de tratamento nossos problemas e que as pessoas precisam verbalizar sua dor para reorganizar o seu pensamento”, concluiu. 
 

Comentários do Facebook
Continue lendo
Entretenimento4 minutos atrás

Geisy Arruda gravar podcast “nua” e deitada no chão

A influenciadora mostrou boa forma no Instagram Geisy Arruda deixou seus seguidores chocados na tarde desta quarta-feira (23) ao divulgar...

Esportes9 minutos atrás

Governo promove debate sobre prevenção ao suicídio por meio do esporte

. O governo federal promove hoje (24) e amanhã (25) o 4º Seminário Virtual do Projeto Integra Brasil que reúne...

Nacional9 minutos atrás

Blogueiro ofende Pazuello e manda recado a Bolsonaro: “Nunca mais me ligue”

O Dia Allan dos Santos usou seu Twitter para demonstrar sua instaficação. O blogueiro Allan dos Santos acusou, na manhã...

Política9 minutos atrás

Diálogo familiar é aliado no trato com jovens

. As formas de identificar e ajudar crianças e adolescentes que passam por momentos emocionalmente complicados foram abordadas durante mesa-redonda...

Mulher10 minutos atrás

Xuxa sobre envelhecer: “Tem gente que ia ter orgasmo se eu colocasse botox”

Xuxa começou na carreira quando ainda era uma menina e amadureceu na frente das câmeras. Atualmente, ela não tem problemas...

Economia10 minutos atrás

“Vai se f**”: motoboy entrega pedido e é ofendido em prédio de luxo; veja

Reprodução Agressão verbal foi registrada em condomínio de luxo em Minas Gerais O entregador do aplicativo  iFood, Maicon da Silva,...

Economia24 minutos atrás

Presidente do BC diz que órgão está tranquilo em relação à inflação

REUTERS/Ueslei Marcelino Presidente do BC manifesta tranquilidade em relação à inflação O Banco Central (BC) está tranquilo com relação à...

São Mateus

Regional

Estadual

Nacional

Policial

ENTRETENIMENTO

POLÍTICA

Esportes

Mais Lidas da Semana

error: O conteúdo está protegido !!