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Professor é filmado dizendo que Bolsonaro é “pior que ditadura” e acaba demitido

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em


Jair Bolsonaro
Alan Santos/PR
Bolsonaro foi criticado duramente por um professor, que acabou sendo demitido

Um professor de geografia da escola Poliedro, uma das mais tradicionais de São José dos Campos, no interior de São Paulo, acabou sendo demitido nesta quinta-feira (18) após ser filmado por um dos alunos criticando o presidente Jair Bolsonaro durante uma aula. No vídeo, é possível ver o educador dizendo que o governo do capitão é “pior que uma ditadura”.

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O educador foi filmado por um aluno enquanto criticava Bolsonaro
. Durante o discurso, o professor critica o processo democrático. “Já parou pra pensar que esse imbecil que ganhou porque foi a maioria que votou? Então foi democrático, certo? Mas sabe o que é pior? É quando a maioria que ganhar quer que a outra parte se ferre. Se a maioria ganha e quer ajudar o resto, é uma coisa, mas quando a maioria ganha e quer que o preto se ferre, o pobre se ferre, o gay se ferre e a mulher se ferre, aí é pior que uma ditadura comum”, disse o educador, que também acusou o presidente de “pilantrear” nas redes sociais.

Ele também criticou o discurso da primeira-dama, Michelle Bolsonaro
, feito em libras: “Lembra que a mulher dele foi lá, linda fazer discurso pra surdo? O que ele fez no dia seguinte? Ele excluiu a pasta que cuida dos direitos de todos os surdos”, acusou o educador, que ainda disse que os pais dos alunos “devem ter achado bonito” o ato da mulher de Bolsonaro.

Durante o vídeo, que tem pouco mais de um minuto e meio, alguns alunos tentam entrar na conversa, mas acabam sendo interrompidos pelo próprio professor

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Assista ao vídeo que causou a demissão do docente:

Após viralizar nas redes sociais, o vídeo chegou até pais de alunos, que reclamaram da atitude do professor. Nesta quinta-feira, a escola anunciou o desligamente do educador do seu quadro. 

“As orientações incluem usar uma linguagem adequada ao ambiente acadêmico e também indicações explícitas sobre o não posicionamento político-partidário ou ideológico que possam provocar qualquer compreensão equivocada sobre aquilo que é conteúdo programático da disciplina e aquilo que é opinião do professor”, disse o Poliedro, por meio de nota oficial.

“Reiteramos que a escola é um espaço para a pluralidade de ideias e para o diálogo, que favoreça o desenvolvimento intelectual e ajude o aluno a formar suas próprias convicções com respeito a visões divergentes”, completou a instituição. 

Leia, na íntegra, a nota do colégio

“As diretrizes do Colégio são amplamente esclarecidas no processo de contratação de professores e também durante as reuniões pedagógicas. A instituição zela pelo ambiente de aprendizagem e estabelece regras para professores e alunos. As orientações incluem usar uma linguagem adequada ao ambiente acadêmico e também indicações explícitas sobre o não posicionamento político-partidário ou ideológico que possam provocar qualquer compreensão equivocada sobre aquilo que é conteúdo programático da disciplina e aquilo que é opinião do professor.

Em virtude dos pontos mencionados, o docente foi desligado da instituição. Independentemente do posicionamento pessoal do professor, o que buscamos foi nos manter dentro dos princípios e valores da instituição.

Reiteramos que a escola é um espaço para a pluralidade de ideias e para o diálogo, que favoreça o desenvolvimento intelectual e ajude o aluno a formar suas próprias convicções com respeito a visões divergentes.

A Direção destaca que não é permitido, sem autorização do professor, que os alunos usem aparelhos eletrônicos para gravar ou filmar as aulas e tampouco aprova qualquer atitude que possa coibir a atividade docente em suas diferentes dimensões.

O Poliedro reitera sua seriedade e comprometimento com a educação dos alunos e a formação de bons cidadãos.”

Fonte: IG Mundo
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Motorista filma homem agredindo mulher dentro de carro de aplicativo

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A vítima estava casada com o agressor há 14 anos e têm uma filha de 12 anos. Ele foi liberado após pagar fiança de R$ 2 mil

Um motorista de aplicativo filmou uma mulher sendo agredida pelo marido dentro de seu carro. O caso aconteceu no Rio de Janeiro. 

Os envolvidos foram encaminhados para a  Delegacia de Atendimento a Mulher (Deam) e o agressor foi liberado após pagar uma fiança de R$ 2 mil. A vítima estava casada com ele há 14 anos e têm uma filha de 12 anos.

Em entrevista à Record TV Rio, a delegada Fernanda Fernandes, da Deam de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, contou que a vítima não quis aceitar medidas protetivas. ”A gente percebeu pelo depoimento da vítima que ela abriu mão das medidas protetivas e que não queria prosseguir com o procedimento e possivelmente por conta disso o delegado acabou arbitrando a fiança. O crime não depende da vítima, então vamos prosseguir com as investigações, ouvir novamente as partes e pedir as cautelas devidas”, disse.

De acordo com a delegada, o que consta no depoimento da vítima é que ela pedia para o marido parar de beber e misturar bebida com energético. ”Isso indica inclusive que outras violências devem ter ocorrido no interior da residência sem registro da vítima. Ele não tem passagens pela polícia. O caso vai prosseguir independente da vontade da vítima. Ela estava muito machucada e ele possivelmente com lesões de defesa”, afirmou a delegada.


(*R7)

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