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Direto de Brasília

Preso na Lava Jato, Mario Liebman recebeu R$ 13 milhões em shopping no Rio

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mario liebman
Reprodução/ TV Globo
Mario Liebman foi preso na manhã desta terça-feira

Apontado como operador do ‘doleiro dos doleiros’ Dario Messer,  Mario Liebman, preso na operação desta terça-feira (09) em seu apartamento, em Ipanema,   recebeu do esquema criminoso R$ 13 milhões no Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana.

O dinheiro, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), foi entregue de forma fracionada a Liebman , que é pai do ex-genro de Messer, agora também delatado pela filha do doleiro , Denise Messer, que fechou delação premiada.

O nome de Liebman apareceu pela primeira vez nas investigações da Lava-Jato na denúncia da operação “Câmbio, Desligo”, deflagrada em maio do ano passado e que mandou prender, em cinco estados brasileiros, no Uruguai e no Paraguai 45 doleiros que fizeram circular US$ 1,652 bilhão em uma rede de doleiros criado por Messer .

Conta Cagarras

Os doleiros Claudio Barboza, o “Tony”, e Vinicius Claret, o “Juca Bala”, entregaram o esquema em delação premiada fechada com o MPF . Em seu depoimento, Tony afirmou que Dario Messer chegou a ser cliente do seu próprio esquema de lavagem de dinheiro.

De acordo com o MPF, Tony e Juca explicaram detalhes sobre o comando de Messer em relação ao esquema e como ele interagia com seus clientes mais importantes, chegando a autorizar que se aportassem créditos a partir de uma conta denominada “Cagarras”  para viabilizar as compensações para entrega de reais no Brasil para clientes como a Odebrecht.

“A conta Cagaras foi sendo zerada com o passar do tempo, em razão de gastos particulares de Dario Messer “, afirmou Tony em sua delação.

Ele conta que comprou US$ 10 milhões da conta e que desse dinheiro mandou entregar para Liebman os R$ 13 milhões na “sala 243, do 2º andar”, do Shopping Atlântico Sul, de forma fracionada e discriminado no extrato bancário.

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De acordo com os delatores,  esses valores se somariam as vultosas despesas em que não houve emissão de nota fiscal, pois Messer  exigia que elas fossem efetuadas em nome de terceiros para “ocultação da sua origem ilícita”.

O MPF demonstra o envolvimento de Liebman na denúncia a partir de uma troca de mensagens entre Messer e uma assistente chamada Carolina Sérvulo, datada de 19/12/2013, em que é determinado que Liebman indique em nome de quem determinada nota deveria ser emitida, mas “não no meu nome”, teria dito Messer.

Dinheiro na mão

dinheiro
Reprodução/Twitter
Dinheiro no esquema de Liebman e Messer era entregue no Brasil e no Paraguai

Outra delação apontou o nome de Liebman no esquema . O operador Luiz Fernando de Souza afirmou que era responsável por liquidar as operações determinadas por Tony e Juca Bala, cujos valores eram destinados a Messer. Ele detalhou como eram feitas as entregas de dinheiro em espécie ao chefe do esquema tanto no Brasil quanto no Paraguai:

“A liquidação das ordens da conta Cagarras era sempre de entrega de recursos, nunca de recolhimento. E era feita de duas formas: entrega de recursos para Mario Liebman e diretamente para Dario Messer”.

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De acordo com Souza, para liquidar as ordens determinadas por Dario, ele mandava entregar reais para Liebman na loja do shopping em Copacabana. Ele afirma ter entregue pessoalmente dinheiro para Liebman.

Fonte: IG Política
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Direto de Brasília

Prefeitura de São Paulo aprova lei que anistia 750 mil obras sem alvará

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Regularização de obras sem alvará Bruno Covas São Paulo arrow-options
Heloisa Ballarini/ Secom
Prefeito Bruno Covas em vistoria no viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros.

No dia seguinte ao desabamento de um prédio em Fortaleza (CE) por provável reforma irregular, o prefeito de São Paulo Bruno Covas aprovou, nesta quarta (16), a “Lei de Regularização de Edificações” em que cerca de 750 mil imóveis poderão receber anistia por obras sem alvará do município.

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A lei ficou popularmente conhecida como ” Lei da Anistia” . Ela permite que imóveis com obras irregulares realizadas até julho de 2014 possam ser normalizados.

O projeto entra em vigor a partir de primeiro de janeiro de 2020 e a prefeitura estima que 600 mil imóveis sejam regularizados de modo automático e outros 150 mil por meio de solicitação e envio de documentos por parte do cidadão.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que “não está perdoando as irregularidades das edificações construídas até julho de 2014, como o termo ‘anistia’ sugere, mas apresentando uma alternativa de ajuste àqueles que estiverem em desacordo com a legislação municipal de ordenamento do território”.

Segundo o órgão público, a lei é para desburacratizar a vida do cidadão e de quem empreende em São Paulo .

“A gente precisa parar de ter a visão de que o poder público precisa tutelar a vida das pessoas”, afirma o prefeito de São Paulo, Bruno Covas , em entrevista nesta quarta (16).

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Para o prefeito, “as pessoas já estão morando nesses locais e provavelmente tem tranquilidade de que podem morar nesses locais, se não elas não estavam habitando esses espaços”.

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Segundo o doutor em arquitetura e urbanismo Francisco Barros , a fala do prefeito é como se a prefeitura abrisse mão de outros tipos de fiscalização , como a fiscalização de alimentos em restaurantes.

 “A casa do prefeito não vai cair e essa não é a realidade das pessoas que moram na periferia da cidade. Essas pessoas não tiveram dinheiro ou apoio de profissionais de edificações”, explica o arquiteto.

Regularização automática

A regularização automática , que deve normalizar 600 mil imóveis, é voltada para casas com valor de venda máxima de R$ 160 mil e que possuíam isenção do IPTU de 2014 – o que valia para aposentados e pensionistas com renda mensal com três salários mínimos e sem outros imóveis.

O prefeito afirma que “não adianta querer achar que somente com autorização prévia do poder executivo que as coisas funcionam”.

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O arquiteto explica, porém, que a forma correta de melhorar o cenário habitacional de São Paulo seria investir em um programa de assessoria técnica gratuita para todas as famílias que possuem renda abaixo de três salários mínimos, como garante a Lei 11.888 , de 2008.

Fonte: IG Política
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