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Por que a maioria das mulheres prefere transar de luz apagada?

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Transar no escuro ainda é a preferência de muitas mulheres, mas por que isso acontece? — Foto: Reprodução/Unsplash

Uma pesquisa descortinou como a imagem corporal impacta a intimidade e o conforto sexual das mulheres

Quando se fala em sexo, a iluminação é um elemento que pode transformar as sensações. Tem quem prefira luz baixa para deixar o clima mais aconchegante, e quem adore luzes acesas para apreciar o corpo da parceria e ver todos os movimentos. O escuro completo também ganha vez, e uma pesquisa aponta que, para mulheres, essa é a melhor opção. Mas por quê?

Ter a liberdade para decidir como ambientar o momento de prazer é importante. Mas será que a escolha de transar no escuro é feita sempre por gosto pessoal?

Um levantamento feito com 2 mil pessoas pelo aplicativo de encontros Flirtini, em 2025, aponta que 75% das mulheres preferem o escuro por se sentirem inseguras com seus corpos. Quase metade delas (42%) afirma que sempre optam por transar sem nenhuma luz acesa.

A pesquisa também buscou evidenciar como a relação com o corpo impacta diretamente a vida sexual das mulheres: 66% disseram que evitam fazer sexo só por se sentirem inchadas ou “não suficientemente magras”. E 73% se sentem aliviadas quando o tempo esfria, porque poderão vestir várias camadas de roupa para esconder o próprio corpo.

Gostar de transar com pouca luz não necessariamente significa vontade de se esconder. Em alguns casos, pode significar a escolha de aguçar o sensorial e dar protagonismo ao toque, respiração e sons.

Nesses casos, transar com as luzes apagadas vira um tipo de escudo para algumas. Dentro dessa lógica, ao reduzir a luz, o medo de ter o corpo ou a performance avaliados na transa também diminui.

“Isso é prejudicial, em primeiro lugar, porque se alguém sente pressão para ‘preparar’ o corpo para a intimidade, não está verdadeiramente presente no momento”, explicou Charisse Cooke, psicoterapeuta especializada em relacionamentos do aplicativo. “A verdadeira confiança está enraizada na autoaceitação e na compreensão de que você não precisa merecer amor por conta da aparência.”

Como a percepção sobre o corpo pode afetar a experiência sexual das mulheres?

Não querer ser vista nua pela parceria pode até parecer um problema que atinge majoritariamente mulheres gordas — , mas essa é uma leitura limitada. Estudos realizados ao longo dos anos, em diversas áreas, evidenciam que a pressão estética não escolhe corpos: o padrão de beleza é imposto a todas as mulheres, sem exceção.

Mesmo quando a insatisfação não está ligada a alguns quilos a mais, seguimos constantemente impactadas por vídeos, anúncios e posts que reforçam a ideia de que um corpo bonito é aquele sem estrias, sem celulite e sem pelos — um corpo editado e inalcançável.

A aparência da vulva é outro tópico na lista de regras que as mulheres “devem” cumprir — por conta da falsa ideia de que a vulva deve ser de um determinado formato, coloração e até ter um tipo de depilação específica.

Por conta disso, o Brasil se tornou líder em realização de cirurgias estéticas íntimas. Segundo dados de 2024 da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, houve um aumento de 33% nas cirurgias de labioplastia (operação para diminuir o tamanho dos lábios).

A insegurança de mulheres com o próprio corpo pode atravessar a experiência sexual de várias formas: desde se privar de posições em que partes do corpo consideradas “incômodas” fiquem mais visíveis, passando pela recusa a motéis com espelhos no teto, até chegar na dificuldade de relaxar durante a transa — o que impacta na chegada ao orgasmo.

Tudo bem se você só gosta de transar com a luz apagada

Vale reforçar que as mulheres não devem ser julgadas pelas escolhas que fazem para se sentirem mais confortáveis ou pela forma que vivenciam o sexo. Preferir o escuro, a meia-luz ou evitar certas situações não são o problema em si.

O que o levantamento busca trazer é um indicativo do motivo pelo qual tantas optam por isso de uma maneira não natural: para se esconder, não para se entregar ao prazer. Questionar esses padrões não tem a intenção de ditar como sexo deve ser vivido, mas é uma forma de entender como a percepção sobre o próprio corpo atravessa a experiência sexual delas.


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