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Política

Policiais cobram reposição de perdas salariais

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Profissionais da segurança pública lotaram as galerias e o Plenário Dirceu Cardoso da Assembleia Legislativa (Ales) durante a reunião da Comissão de Segurança nesta segunda-feira (10). Representantes de entidades sindicais dos Bombeiros, Policiais Civis e Militares cobraram valorização salarial das categorias.

Veja mais fotos da reunião 

Desde maio de 2019 os servidores criaram a Frente Unificada de Valorização Salarial dos Policiais Civis e Militares e Bombeiros Militares para articular as demandas da área junto ao governo do Estado.

Os representantes das associações e sindicatos cobram do governo reposição de perdas salariais dos últimos dez anos. As categorias alegam que recebem as piores remunerações do País e pedem equiparação dos salários à média nacional.

O governo apresentou, no início do mês, uma proposta de 4% de reajuste salarial por ano até 2022, começando em 2020. As categorias não acataram a proposta porque afirmam que as perdas salariais desde 2008 devido aos índices de inflação chegam a 45,22%.

As entidades representativas de classe pedem mais diálogo com o governo do Estado. O Executivo irá se reunir com representantes da frente unificada na próxima quinta-feira (13) para debater a questão. A Comissão de Segurança vai participar do encontro.

Demandas

As associações e sindicatos apresentaram um documento à comissão com um resumo das principais reivindicações. São elas: recomposição salarial de 12%, revisão geral anual, incorporação de escala especial, incorporação de percentual de função gratificada de 15% e abertura de concursos públicos para suprir a defasagem de servidores, entre outras.

A Comissão de Segurança ouviu os representantes das categorias durante a reunião. O cabo Carlos Jackson Eugênio da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo falou das dificuldades dos servidores.

“É vergonhoso passar pela situação que vivemos. Nossa tropa está adoecendo, passando por dificuldade financeira. Clamamos aos deputados e ao governo que valorize o profissional da segurança. Estamos morrendo em defesa da sociedade capixaba e não estamos sendo valorizados”, declarou. 

O vice-presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Adepol), Rodolfo Laterza, ressaltou que a intenção é dialogar com o governo para efetivar os pleitos das categorias.

“Através da Frente Unificada de Valorização Salarial queremos que o governo efetivamente aplique os índices estabelecidos na nossa proposta porque ela cabe no Orçamento e está em consonância com responsabilidade fiscal. O governo tem condições de aplicar os reajustes. A frente está à disposição para uma negociação concreta que valorize o nosso policial. Porque nós não podemos continuar com o pior salário do Brasil”, concluiu.

Participaram da reunião as seguintes entidades: Sindicato dos Delegados de Polícia-ES, Associação dos Militares da Reserva-ES, Associação dos Subtenentes e Sargentos da PM/BM-ES, Associação dos Oficiais Militares-ES, Sindicato dos Investigadores, Associação dos Investigadores da PC, Associação de Cabos e Soldados PM/BM-ES, Associação dos Bombeiros Militares-ES, Sindicato dos Peritos Oficiais-ES, Sindicato dos Inspetores Penitenciários, Sindicato dos Agentes Socioeducativos e Associação dos Agentes de Polícia.

Visitas técnicas

Ainda durante a reunião, o presidente da comissão, deputado Delegado Danilo Bahiense (PSL), leu relatórios de visitas técnicas a unidades de segurança do Estado realizadas no recesso parlamentar. O colegiado visitou os seguintes locais: Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim; Complexo Penitenciário Estadual do Xuri (Vila Velha) e Plantão da Delegacia Regional de Cariacica, localizada provisoriamente em Cobilândia, Vila Velha. Também foram realizadas visitas aos Serviços Médicos Legais (SMLs) de Linhares e de Colatina.

De acordo com Bahiense, durante a visita técnica à penitenciaria de Xuri a comissão identificou que havia apenas 10 inspetores penitenciários para os mais de 1.400 internos.

“Uma situação lamentável, apenas 10 inspetores para mais de mil detentos enquanto a legislação exige o limite de cinco detentos para cada agente. Além de problemas nos prédios e nas vias de acesso à unidade, o que prejudica os profissionais”, alertou o deputado.

Já nos SMLs de Linhares e Colatina o parlamentar afirmou que as unidades não tinham as devidas condições para os servidores atuarem, além da defasagem de servidores. A Comissão vai encaminhar ofícios à Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e ao governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), detalhando as condições dos locais visitados e solicitando as providências.

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Política

“Médico não abandona paciente”, diz Mandetta sobre pedir demissão

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Luiz Henrique Mandetta
Isac Nóbrega/PR

Ministro Luiz Henrique Mandetta

O ministro Luiz Henrique Mandetta negou novamente durante em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3) que vá pedir demissão do Ministério da Saúde em meio à pandemia da Covid-19 . “Médico não abandona paciente”, afirmou o chefe da pasta. “Eu já peguei plantão e na minha hora de sair o meu colega não apareceu. Eu cheguei a ficar 24 no hospital. O foco é no serviço e a diferença agora é que o paciente é o Brasil”, completou Mandetta.

A manifestação do ministro ocorre um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro dizer que falta “humildade” a ele e negar tenha o desejo de demiti-lo, embora tenha lembrado que nenhum membro da equipe ministerial é “indemissível”.

Na avaliação de Mandetta, é normal que haja conflitos dele com Bolsonaro. “De minha parte isso é tranquilo, eu entendo que as reações sejam assim. O que eu vejo nisso é uma vontade de acertar, de participar. A minha conduta, se estiver certa ou errada, pode ser criticada pelo paciente, que nesse caso é representado pela presidência da República”, afirmou Mandetta.

Sobre continuar seguindo orientações científicas, o ministro garantiu que esse continuará sendo o objetivo da pasta. “Meu compromisso é com a verdade. O presidente me colocou aqui para eu cuidar do Brasil e é isso que eu estou fazendo, nada vai nos abalar nesse compromisso. Não vamos fazer esse caso maior do que ele já é. No final disso tudo talvez seja melhor mais importante eu discutir medidas contra a Covid-19 em outro lugar, vamos ver”, disse.


Fonte: IG Política

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