conecte-se conosco


Nacional

Polícia apreende jatos e desmonta esquema de tráfico internacional ‘ostentação’

Publicado

em

chefes da quadrilha arrow-options
Divulgação/Polícia Civil
Seis membros da quadrilha foram presos em três estados

Após uma investigação que durou cerca de seis meses, a Polícia Civil do Estado de Goiás prendeu, nesta sexta-feira (9), seis integrantes de uma organização criminosa voltada para o tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais. Batizada de Icarus, a operação também apreendeu veículos, R$ 571 mil em dinheiro e dois jatos executivos no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. 

Leia também: Conhecido como ‘PT’, suspeito de ser um dos chefes do Comando Vermelho é preso

O nome da operação faz referência a um personagem da mitologia grega que voou muito próximo do sol e acabou morrendo, pois suas asas eram de cera e derreteram. De acordo com o delegado Thiago Martiminiano, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), a investigação se iniciou a partir do desaparecimento do piloto Bruce Lee Carvalho dos Santos, ocorrido em dezembro do ano passado. 

jatinho arrow-options
Divulgação/Polícia Civil
Polícia apreendeu dois jatos

A polícia descobriu que Bruce Lee fazia parte de uma quadrilha que recrutava pilotos para buscar drogas em países vizinhos, principalmente Bolívia, Colômbia e Peru. A mercadoria chegava ao Brasil pelo Pará e seguia a conhecida “rota caipira” até Goiás. Depois disso, era armazenada e traficada para outros países, como França, Alemanha, Holanda e Bélgica. 

membros da quadrilha arrow-options
Divulgação/Polícia Civil
Chefes da quadrilha ostentavam viagens e veículos de luxo

Ainda de acordo com a investigação, os membros da quadrilha viviam uma vida de ‘ ostentação ‘, com carros de luxo, moravam em condomínios fechados e faziam viagens para Dubai e Ilhas Maldivas. Foram apreendidos 11 veículos, R$ 571 mil, dentre os quais US$ 77 mil, dois jatinhos, um helicóptero, um jetski, oito relógios Rolex e cinco Hublot.

Leia mais:  Operação das Forças Armadas em comunidades do Rio deixa 11 mortos

A droga era escondida em meio a produtos destinados à exportação, como granito, mármore e também em cargas de gêneros alimentícios. Além disso, eram utilizadas “mulas” que levavam a mercadoria nas bagagens em voos comuns até a Europa. A quadrilha também utilizava empresas para lavagem de dinheiro, com objetivo de esconder a ilegalidade do lucro obtido com o tráfico


A organização era comandada por um holandês erradicado no Brasil e seis membros foram detidos em três estados: Gilberto Alves Rocha Junior, de 27 anos, e Dennis Petronella Marcel Gerardus, 40, presos em Santana de Parnaíba (SP); Rulyo Feitosa Barbosa, 24, preso em São Félix do Xingu (PA); e Renan dos Santos Barbosa, 30, Ismael Victor Silva Santos, 27, e Hollarys Nunes Neiva, 35, presos em Goiânia (GO). Um sétimo suspeito, Leandro Tavares Marinho, 32, ainda está foragido.

Leia também: PF prende pelo menos 34 pessoas em operação contra ‘tesouraria’ de PCC

O piloto Bruce Lee continua desaparecido e a suspeita é de que seu avião tenha caído em um lago da Bolívia, após bater em um fio de alta tensão. A aeronave e o corpo nunca foram encontrados. O delegado responsável pela Operação Icarus  relatou que os voos feitos pela quadrilha eram extremamente arriscados, com aeronaves modificadas para o aumento de autonomia, reabastecidas durante o voo por meio de galões de combustível, voando extremamente baixo para fugir do controle aéreo e com equipamentos de localização desligados.

Comentários do Facebook
publicidade

Nacional

Estudante é acusado de racismo após recusar material de professora negra na UFRB

Publicado

em

source
Momento em que o estudante acusado de racismo arrow-options
Reprodução

Momento em que o estudante acusado de racismo na UFRB deixa a sala de aula

Um estudante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) está sendo acusado de racismo por se recusar a pegar um material das mãos de uma professora negra , identificada como Isabel Cristina Ferreira dos Reis. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que Danilo Araújo de Góis é convidado a se retirar da sala de aula. O caso aconteceu na noite desta segunda-feira (9).

Leia também: Família de presa por racismo pede compaixão e diz que ela tem problema psíquico

Nas imagens divulgadas pelo perfil “Lista Preta” do Twitter, é possível ver o estudante de pé na frente da sala e pedindo que a professora deixe os papéis em cima da mesa para que ele pegue. Ela se recusa e levanta, enquanto outros estudantes pedem para ela ignorar e seguir com a aula.

Em outro vídeo, uma mulher que se identifica como coordenadora do colegiado do curso de história da UFRB pergunta se a professora se sente confortável e em condição de prosseguir a aula com o estudante ali, na qual a docente responde: “Ele tumultuou, queria que ele saísse”. A coordenadora, então, convida o estudante a se retirar e pede que os colegas de sala se coloquem a disposição para “servir como testemunha”. Ele se levanta e sai sem resistir aos gritos de “fora, racista”.

Na sequência, a coordenadora conversa com Danilo fora da sala de aula com outras pessoas ao redor e ele se retira sem se pronunciar. De acordo com relatos de estudantes da mesma sala ao perfil, desde que entrou na Universidade, em 2018, ele “se recusa a pegar coisas das mãos de pessoas negras e que pessoas negras tenham manuseado ou até mesmo sentar próximo. Chegando a dizer que – não se mistura com negros pois foi bem criado”.

Leia mais:  Johnson diz que Brexit acontecerá com ou sem acordo: “Precisamos sair”

Assista aos vídeos abaixo

Ao Extra , o estudante Vinicius Cerqueira, que estava na sala no momento, confirmou que não foi a primeira vez que o aluno teve atitudes racistas no ambiente universitário.

“Ele já teve problemas com a instituição por conta das suas atitudes racistas. Ele demonstrava o preconceito muitas vezes de forma velada. Em outras aulas observamos que ele não pegava qualquer tipo de documento da mão de pessoas negras sendo elas discentes ou docentes. Ontem foi o estopim”, disse.

Diferença entre racismo e injúria racial

Para o advogado e conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), Ariel de Castro Alves, o estudante cometeu crime de racismo , com base no artigo 20 da Lei nº9.459/97. “Ele praticou dicriminação e preconceito racial”, disse em contato com a reportagem do iG . A pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.

Alves explicou também a diferença entre os crimes de racismo, inafiançável e imprescritível, e o de injúria racial , afiançável e prescritível. “A injúria é a ofensa, o xingamento, atingindo a honra da pessoa ofendida. Se ele a chamasse de macaca seria injúria racial”, afirma, com base no artigo 140 do código penal.

“Racismo é a conduta discriminatória. Pode ser contra uma pessoa determinada, mas atinge a todos os negros, por exemplo, e também toda a sociedade”, acrescenta o advogado e conclui: “A injúria depende da representação do ofendido, da vítima, para ter uma investigação e inquérito. No racismo não. A polícia ao tomar conhecimento, até pela imprensa, deve instaurar inquérito. Depois o ministério público entra com ação penal para ter um processo criminal”.

Leia mais:  Vídeo mostra brasileiros sendo atacados por conversar em português em Londres

Leia também: Governo de SP afasta mais 32 PMs envolvidos em operação em Paraisópolis

Confira abaixo o posicionamento oficial da instituição sobre o caso

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) manifesta veemente repúdio às atitudes ofensivas do estudante do curso de Ciências Sociais, Danilo Araújo de Góis, para com a professora Isabel Cristina Ferreira dos Reis e outros estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), em Cachoeira. A instituição já criou uma comissão para apurar as denúncias encaminhadas por estudantes e professores do Centro, que informam ter presenciado reiteradas manifestações de preconceito racial, de gênero e de homofobia por parte do estudante. 

A UFRB informa que está tomando as medidas administrativas e jurídicas cabíveis ao caso, de modo a contribuir com a apuração dos fatos ocorridos na noite do dia 9 de dezembro, em sala de aula, no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), em Cachoeira. Após se recusar a receber uma avaliação das mãos da professora, o estudante foi denunciado pelos presentes por ato de preconceito racial, conforme vídeo veiculado em redes sociais.

Como instituição de ensino superior comprometida com os valores democráticos, o respeito à diversidade e implicada com os territórios de identidade em que está presente, a UFRB rechaça todo e qualquer ato de racismo, sexismo, LGBTfobia, intolerância e/ou violência, seja no âmbito acadêmico ou no cotidiano em geral.

A UFRB considera fundamental ao processo formativo na graduação e na pós-graduação o respeito às diferenças para constituir um ambiente de convívio saudável, sem discriminação. Ao mesmo tempo, a instituição manifesta solidariedade à professora e estudantes ofendidos no espaço da Universidade e reafirma seu compromisso em não deixar impunes atitudes desta natureza.

Cruz das Almas, 10 de dezembro de 2019.

Reitoria da UFRB

*Nota atualizada às 8h10 do dia 11/12/2019 com o posicionamento da UFRB

Leia mais:  Jovem empina moto em rodovia e é atingido por carro em alta velocidade; assista

Comentários do Facebook
Continue lendo
Entretenimento7 minutos atrás

Após alegar agressão, atriz da Globo é condenada a indenizar namorado

Douglas Sampaio saiu vitorioso no processo por danos morais movido contra sua ex-namorada Jeniffer Oliveira. A ação teve início após...

Agricultura7 minutos atrás

Instrução Normativa estabelece padrão de qualidade e identidade para a cerveja

A cerveja fabricada no Brasil agora tem um padrão de qualidade e identidade, com a publicação da Instrução Normativa Nº...

Política7 minutos atrás

Deputados costuram acordo para diminuir fundo eleitoral para R$ 2,5 bilhões

arrow-options EBC Valor proposto inicialmente foi de R$ 3,8 bilhões, mas pode ser revisto Após pressão do Palácio do Planalto,...

Regional8 minutos atrás

ES: ex-policial é condenado por morte de jovens

O ex-policial matou a tiros Emilly Martins Pereira, de 21 anos, e Meiryhellen Bandeira, 28. As duas tinham um relacionamento...

Regional19 minutos atrás

Fugitivo de Jaguaré é preso no sul do Bahia

Após receberem informação dando conta que um fugitivo do Espírito Santo estava escondido na zona rural de Teixeira de Freitas,...

Nacional20 minutos atrás

Estudante é acusado de racismo após recusar material de professora negra na UFRB

arrow-options Reprodução Momento em que o estudante acusado de racismo na UFRB deixa a sala de aula Um estudante da...

Internacional20 minutos atrás

Imigrantes se escondem em máquina de lavar para tentar entrar nos EUA

arrow-options U.S. Customs and Border Protection/ Twitter Um dos imigrantes foi encontrado dentro de máquina de lavar A polícia da...

São Mateus

Regional

Estadual

Nacional

Policial

Mais Lidas da Semana