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PIB cresce 0,6% no terceiro trimestre alavancado por consumo das famílias

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PIB cresce 0,6% em comparação ao segundo trimestre


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2019, em comparação com o trimestre anterior. O pico da série, atingido no primeiro trimestre de 2014, é 3,6% mais alto que a taxa divulgada hoje. A informação foi publicada na manhã desta terça-feira (03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento foi alavancado, em grande parte, por serviços,  indústria e consumo das famílias

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país, e é um dos indicadores mais utilizados para medir o crescimento da economia.

Em comparação ao trimestre anterior, a Ind ústria cresceu 0,8% , enquanto Serviços subiram 0,4%, o que impactou diretamente no crescimento do PIB devido ao grande peso dessas atividades. A Agropecuária também foi um destaque, com crescimento de 1,3%. 

Leia também: Mercado eleva expectativas de crescimento da economia e da inflação em 2019

O Consumo das Famílias , responsável por cerca de 60% do PIB, subiu 0,8% nesta taxa de comparação. Este aumento também é responsável por alavancar o crescimento do PIB como um todo. 

Na Indústria, quem mais cresceu foram as Indústrias Extrativas, puxadas pelo aumento da extração de petróleo; esse setor teve alta de 12%. O maior recuo foram das Indústrias de Transformação, cuja taxa diminuiu 1%. Nos Serviços, a maior alta foram das Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com crescimento de 1,2%, enquanto a maior queda foi da Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social, com recuo de 0,6%. 

PIB cresceu 1,2% em relação a 2018

Em relação ao mesmo período de 2018, o PIB cresceu 1,2% no terceiro trimestre de 2019. Esse é o décimo primeiro resultado positivo consecutivo desta comparação . A Agropecuária cresceu 2,1%, enquanto os Serviços cresceram 1%. 

Leia também: IBGE revisa crescimento do PIB de 2017 de 1% para 1,3%

Na Indústria, cuja taxa subiu 1% nesta comparação, o destaque vai para a Construção , que aumentou 4,4% Essa taxa representa a segunda alta após 20 trimestres consecutivos de queda. 

No décimo trimestre seguido de avanço, o Consumo das Famílias teve crescimento de 1,9%. Isso pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito para pessoa física e pela expansão da massa salarial real. 

Crescimento do PIB

O PIB acumulado no ano até o terceiro trimestre de 2019 cresceu 1% em relação ao mesmo período de 2018. No terceiro trimestre de 2019, o PIB chegou a R$1,84 trilhão. Destes, R$1,58 trilhão são referentes ao Valor Adicionado a preços básicos, e R$260 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos e Subsídios.

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Produção industrial cresce em 12 de 15 locais pesquisados em maio pelo IBGE

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Agência Brasil

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Arquivo/Agência Brasil

Indústria cresceu, mostra pesquisa do IBGE

Em maio, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, as taxas foram positivas na comparação com abril, na série com ajuste sazonal.

Os percentuais mais elevados foram no Paraná (24,1%), em Pernambuco (20,5%) e no Amazonas (17,3%). A alta foi registrada também na região Nordeste (12,7%) e nos estados do Rio Grande do Sul (13,3%), São Paulo (10,6%) e Bahia (7,6%), todos com elevação acima da média nacional (7,0%).

Embora tenham conseguido taxas positivas Minas Gerais (6,3%), Santa Catarina (5,4%), Rio de Janeiro (5,2%), Mato Grosso (4,4%) e Goiás (3,0%), ficaram abaixo da média nacional.

Taxas negativas

Já o Espírito Santo teve a maior queda (-7,8%) em maio de 2020, terceiro mês seguido de recuo na produção, com perda de 30,9% nesse período. Os outros locais que tiveram taxa negativa foram o Ceará (-0,8%) e o Pará (-0,8%).

Nacional

Para o IBGE, as taxas positivas em 12 dos 15 locais pesquisados dentro do crescimento de 7,0% da atividade industrial nacional, na série livre de influências sazonais, verificado na passagem de abril para maio de 2020, refletem, principalmente, o retorno à produção, mesmo que parcialmente, de unidades produtivas, após as interrupções geradas por efeito da pandemia de Covid-19.

O crescimento mais acentuado no Paraná e em Pernambuco ocorreu após os recuos acumulados de 31,8% e 25,4%, respectivamente, nos meses de março e abril, resultados seguidos pelo Amazonas, que interrompeu três meses de taxas negativas consecutivas, quando acumulou queda de 53,4%.

A pesquisa indicou ainda que o índice de média móvel trimestral apresentou queda de 8,0% no trimestre encerrado em maio de 2020, na relação com o nível do mês anterior, quando caiu 8,8%, “mantendo, dessa forma, a trajetória predominantemente descendente iniciada em outubro de 2019. Dado o cenário de pandemia, as reduções de abril e de maio foram as mais acentuadas desde o início da série histórica”.

Ainda na média móvel trimestral, 14 dos 15 locais pesquisados tiveram taxas negativas em maio. Os destaques foram o Ceará (-21,0%), o Amazonas (-18,5%), o Rio Grande do Sul (-11,6%), o Espírito Santo (-11,5%), a Região Nordeste (-10,6%), Santa Catarina (-10,2%), a Bahia (-8,6%) e São Paulo (-7,3%). O único resultado positivo nesse mês, ficou para Goiás, com a expansão de 0,8%.

O impacto da pandemia no setor industrial é visto também na comparação com o mês de maio do ano anterior.

O desempenho do setor industrial caiu 21,9% em maio de 2020, com 14 dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. O IBGE, ressaltou que além do efeito calendário negativo, porque maio de 2020 teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (22 dias), é possível notar a clara diminuição do ritmo da produção causada pelos efeitos do isolamento social.

As maiores quedas ficaram com o Ceará (-50,8%) e o Amazonas (-47,3%), seguidos por Espírito Santo (-31,7%), Santa Catarina (-28,6%), Rio Grande do Sul (-27,3%), São Paulo (-23,4%) e Região Nordeste (-23,2%), que também registraram perdas mais elevadas do que a média da indústria (-21,9%). Os outros locais com perdas na produção, na mesma comparação, foram Bahia (-20,7%), Paraná (-18,1%), Minas Gerais (-15,1%), Pernambuco (-13,5%), Pará (-13,0%), Rio de Janeiro (-9,1%) e Mato Grosso (-3,4%).

Mas na comparação com maio de 2019, Goiás foi o único com taxa positiva no índice mensal de maio, com avanço de 1,5%.

O resultado, segundo o IBGE, foi impulsionado, em grande parte, pelo ramo de produtos alimentícios com açúcar VHP e cristal, óleo de soja refinado e em bruto, extrato, purês e polpas de tomate, leite condensado e tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja.

Acumulado do ano

A pesquisa indicou que houve redução em 13 dos 15 locais pesquisados, quando a referência é o acumulado do ano, na comparação a igual período de 2019, também impactado pela pandemia.

Os destaques foram Ceará (-21,8%), Amazonas (-20,7%) e Espírito Santo (-18,5%). Rio Grande do Sul (-16,6%), Santa Catarina (-15,4%), São Paulo (-13,6%) e Minas Gerais (-12,1%), que registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-11,2%). Os outros locais foram Paraná (-8,9%), região Nordeste (-8,8%), Bahia (-5,9%), Pernambuco (-4,7%), Mato Grosso (-3,8%) e Goiás (-0,3%). Esses, no entanto, tiveram índices negativos menos acentuados que a média nacional.

Os avanços no índice acumulado de janeiro a maio de 2020, foram notados no Rio de Janeiro (2,8%) e no Pará (0,9%). O comportamento positivo das atividades de indústrias extrativas explica o desempenho favorável.

Já nos últimos 12 meses, houve redução de 5,4% em maio de 2020, o que representou o recuo mais elevado desde dezembro de 2016 (-6,4%) e permaneceu com o aumento na intensidade de perda frente aos resultados dos meses anteriores. Na avaliação desse período, 12 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas, sendo que 15 apontaram menor dinamismo frente aos índices de abril.

As principais reduções foram Ceará (de -3,1% para -7,9%), Amazonas (de 0,5% para -3,8%), Santa Catarina (de -2,6% para -6,6%), Rio Grande do Sul (de -3,7% para -7,7%), Paraná (de 1,7% para -2,0%), São Paulo (de -2,5% para -5,6%), Bahia (de -2,5% para -5,1%), Região Nordeste (de -3,5% para -5,9%), Pernambuco (de -2,5% para -4,5%) e Rio de Janeiro (de 5,1% para 3,9%).

A queda no ritmo de produção (-24,5%) se intensificou no setor industrial no período abril-maio de 2020, também sob os efeitos da pandemia, frente ao registrado no primeiro trimestre de 2020 (-1,7%). Com isso, o comportamento negativo presente desde o último trimestre de 2018 (-1,3%) foi mantido em todas as comparações contra igual período do ano anterior.

De acordo com a pesquisa, em termos regionais, 13 dos 15 locais pesquisados apresentaram ritmo de dinamismo menos intenso.

Os destaques ficaram com Ceará, que passou de -1,4% nos três primeiros meses do ano para -51,8% no período abril-maio de 2020, Amazonas (de -0,8% para -50,6%), Região Nordeste (de 4,3% para -28,0%), Bahia (de 7,0% para -23,4%), Pernambuco (de 5,8% para -20,9%), Rio Grande do Sul (de -5,1% para -31,7%), Paraná (de 2,5% para -24,0%), São Paulo (de -2,5% para -27,6%), Santa Catarina (de -5,2% para -29,6%), Rio de Janeiro (de 9,9% para -7,6%) e Espírito Santo (de -12,2% para -28,4%). Já os ganhos ficaram por conta do Pará (de -1,2% para 4,4%) entre os dois períodos.

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