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PetroCity: novos projetos vão impulsionar negócios imobiliários em São Mateus

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SÃO MATEUS (ES) – Os novos projetos apresentados pela PetroCity Portos S.A. para o Centro Portuário de São Mateus vão impulsionar não apenas os negócios imobiliários, mas também o comércio de material de construção do município a partir de janeiro de 2020, na avaliação do presidente da empresa, José Roberto Barbosa da Silva.

Enquanto aguarda as licenças provisória e de instalação do porto pelo IEMA – Instituto Estadual de Meio-Ambiente, a companhia mobiliza seus parceiros para o início das obras de construção  civil fora da área operacional do terminal, propriamente dito. José Roberto prevê para janeiro o início da construção da primeira unidade de network de portos do Brasil, inédita no mundo.

Serão duas torres, norte e sul, com 440 salas a serem ocupadas por agentes portuários em Urussuquara, contando com infraestrutura de tecnologia da informação, segurança e uma estrutura de apoio, com área de convivência, três restaurantes com capacidade para 1.500 refeições simultâneas, lanchonetes, cafés, bancos e um centro de convenções para mil pessoas. Entre as torres, o prédio administrativo da PetroCity.

PORTO CIDADE

De acordo com José Roberto, o CPSM terá um conceito totalmente novo em relação ao que se conhece de portos no Brasil. “Será moderno, funcional e limpo. Não trabalharemos com cargas sujas, apenas com cargas secas, geraremos nossa própria energia, trataremos nossa própria água a ser utilizado, bem como os efluentes gerados pela atividade”, disse o executivo.

Outra novidade anunciada esta semana por José Roberto, e trazida também para a audiência pública realizada neste dia 2 de agosto em São Mateus, é o lançamento de moeda própria, lastreada em ações da PetroCity, e que poderão ser utilizadas em transações internas, inclusive para aquisição de unidades comerciais no Porto Cidade.

 “O lançamento da criptomoeda PortoGold já está em contagem regressiva através de nosso site na internet. Diferente de outras unidades, que têm seu valor determinado pelas oscilações de mercado, a PortoGold será lastreada no próprio porto da PetroCity”, salientou José Roberto.

As obras do Porto serão executadas pela Odebrecht Engenharia e implicarão em investimentos de R$ 2,1 bilhões e têm previsão de começar em meados de 2020. Porém, em janeiro de 2020, José Roberto já prevê o início das obras da área comercial e administrativa, “que serão executadas pelo grupo paulista Augusto Coelho”.

A Augusto Coelho Engenharia atual no mercado da construção civil, com escritórios nas cidades de São Paulo e São José do Rio Preto, realizando empreendimentos em todas as regiões do Brasil. Em seu portfólio, salienta ter 35 anos de experiência e mais de 800 obras executadas.

“Os sócios criaram uma empresa com profundo conhecimento técnico, alicerçada no comprometimento do capital humano, com profissionais especializados e parceiros qualificados. A utilização de técnicas modernas de engenharia e gestão, permitem desenvolver soluções completas, atendendo aos interesses de seus clientes e parceiros com a melhor relação entre custo e benefício”, é o que diz o site da empresa..

RESIDENCIAL

Por conta da experiência do parceiro da construção civil, José Roberto tem mais uma carta na manga: a construção de um polo residencial na retroárea do CPSM, em Urussuquara.

“A transformação naquela região será radical, com respeito à natureza, sustentabilidade, energia limpa, sem poluição, mas gerando também oportunidades para a população local. Já posso ver o futuro do Espírito Santo daqui a dez anos com um novo polo de  transformação de nossa economia e elevados índices de desenvolvimento humano nas regiões Norte e Noroeste”, disse o CEO da companhia.

Isso porque, além dos investimentos em torno do porto, a PetroCity articula também a construção da Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo, cuja primeira etapa o executivo prevê para começar a ser construída em 2022, concluindo-se até 2025, margeando a BR 381 de São Mateus a Ipatinga, com três UTACs (Unidades de Transbordo e Armazenagem de Cargas) em Barra de São Francisco, Governador Valadares e Ipatinga. 

A expectativa de José Roberto é de que os primeiros empregos relacionados ao projeto comecem a ser gerados a partir de janeiro de 2020, quando ele prevê o início das primeiras obras de construção civil associadas ao complexo portuário.

Empresário anuncia primeira usina fotovoltaica para 2020

O representante da Badin Energia, Rodrigo Badin, anunciou que no primeiro semestre do próximo ano construirá uma unidade de geração de energia fotovoltaica de 2,5 MW, para começar a abastecer as operações de construção na área, mas posteriormente, para sustentar a Cidade Porto, duas novas usinas, uma termoelétrica e outra fotovoltaica, serão construídas pela empresa na retroárea do porto.

“Produziremos energia suficiente para abastecer 150 cidades como São Mateus”, disse Rodrigo, complementando que, na construção e operação das usinas de energia, serão gerados 1.100 empregos, sendo cerca de 900 na fase de construção e os outros 200 na operacional. 

A expectativa do grupo PetroCity é de gerar mais de 10.000 empregos diretos nos próximos oito anos entre São Mateus e Ipatinga. Na construção do porto, serão 3.000 empregos gerados pela Odebrecht. Depois, na operação, serão 2.500 empregos de mão-de-obra especializada, boa parte dela sendo preparada pela própria empresa em convênios com os municípios e o Serviço Nacional de Emprego (Sine).

Na construção da primeira etapa da ferrovia, e das UTACs, serão gerados 1.500 empregos na construção e outros 2.000 na operação. A Estrada de Ferro terá participação da PetroCity, que, porém, não será acionista majoritária. “Estamos mensalmente em Brasília acompanhando a tramitação do PLS 261/2018, que permitirá a construção de ferrovias pela iniciativa privada pelo regime de autorização, o que tramita muito mais rápido”, disse José Roberto.

Por conta disso, a PetroCity já deu entrada no Ibama com os termos de referência, que espera ter aprovados até o final do ano para poder começar o processo de licenciamento ambiental, que envolverá todos os municípios. Mas já está antecipando a realização de audiências públicas ao longo do trecho a ser impactado pela ferrovia, cujo projeto final prevê a ligação do CPSM a Sete Lagoas, em Minas Gerais.


(*Série de reportagens produzidas pelo jornalista José Caldas da Costa sobre os impactos dos projetos da Petrocity na economia do Norte e Noroeste do Espírito Santo)

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São Mateus

Navios da PetroCity ficam prontos em menos de três anos

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O estaleiro Enseada confirmou que vai construir dois navios, com capacidade bruta de 7.800 toneladas, para atender à PetroCity Portos, empresa capixaba, no transporte de cabotagem – entre portos brasileiros. É a primeira contratação de porte desde 2016, quando a política industrial de retomada da indústria de óleo, gás e naval offshore brasileira foi bruscamente interrompida.

Carlos Tsubake, diretor do Enseada: otimista com a retomada do setor naval

De acordo com o diretor comercial da Enseada, Carlos Tsubake, há oito anos na empresa, as duas embarcações vão custar R$ 340 milhões e sua construção ocorrerá ao longo de 31 meses, a partir da data de assinatura do contrato de construção, conforme projeto apresentado pela PetroCity e aprovado pelo Conselho Diretivo do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), reunido no início do mês.

O estaleiro Enseada, localizado na Foz do rio Paraguaçu, município de Maragogipe, no Recôncavo baiano, chegou a empregar mais de 7 mil pessoas no pico de obras, sendo um dos maiores investimentos privados da história do setor no Brasil.

Constituído inicialmente como uma sociedade entre o Grupo Odebrecht, a OAS, a UTC Engenharia e a japonesa Kawasaki Heavy Industries, hoje é 100% controlada pela Enseada Participações, tendo como CEO o engenheiro Maurício Almeida, com larga experiência no setor. A companhia possui reconhecida capacidade operacional, forte compromisso social e ambiental, além de sólida governança.

“Estamos retomando os negócios com vistas à recuperação do setor da indústria naval brasileira, especialmente voltada para a navegação de cabotagem, onde atualmente muitas embarcações com bandeira estrangeira estão operando por falta de navios de bandeira nacional”, informou Tsubake.

Geração de empregos

Se até a entrega das embarcações o Centro Portuário de São Mateus (CPSM) não estiver concluído, a PetroCity vai operar seus dois navios a partir do próprio estaleiro Enseada, que também é um terminal portuário privado licenciado pela Antaq.

A estimativa é de que o pico da construção dos navios se dê a partir do 10º mês, com a geração de, aproximadamente, 3 mil empregos diretos e indiretos na Bahia, enquanto a PetroCity, já de posse de todas as autorizações e outorgas nacionais e municipais, espera uma decisão do Instituto Estadual de Meio-Ambiente (IEMA) sobre a licença ambiental para iniciar as obras de seu próprio terminal portuário, gerando mais de 5 mil empregos diretos e indiretos.

Crescimento da cabotagem

Os dois navios da PetroCity terão 120 metros de cumprimento, capacidade para 750 contêineres e poderão operar em qualquer porto nacional, marítimo ou fluvial. Existe, na avaliação de Carlos Tsubake, um grande espaço para o crescimento do trabalho de cabotagem no Brasil a ser feito por empresas brasileiras com navios de bandeira nacional.

Mais do que marcar a retomada das atividades do parque nacional da indústria naval, o CEO da PetroCity, José Roberto Barbosa da Silva, que também preside a Associação Brasileira dos Executivos em Logística e Transportes, considera que a contratação desses dois navios, com financiamento do Fundo da Marinha Mercante, marca a “refundação da própria Marinha Mercante”, referindo-se ao encerramento das atividades da centenária Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro, no final do século passado.

A Lloyd foi uma empresa estatal criada em 1894, no início da República Brasileira, e resultou da fusão de várias companhias de navegação existentes no País. Sua extinção foi aprovada em 1º de abril de 1998 pelo Congresso Nacional, quando votou a MP 1592-5, colocando o processo a cargo do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. A União assumiu todos os direitos e obrigações da empresa estatal, principalmente os relativos a créditos trabalhistas.

Para a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), a modalidade é a melhor alternativa para centenas de produtos que circulam no País. Anualmente, segundo a entidade, são movimentados mais de 1 milhão de contêineres de 20 pés, em vários segmentos, e mais de 2,5 milhões de toneladas em cargas de químicos, petroquímicos e biocombustíveis, entre os mais de portos ao longo dos 7.500 quilômetros da costa brasileira.

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