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São Mateus

Petrocity: assinatura de contratos será feita no Palácio Anchieta, dia 17

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SÃO MATEUS (ES) – A Petrocity Portos S.A. confirmou que a reunião técnica de assinatura de contratos para construção do Centro Portuário de São Mateus, que somente depende de licença ambiental do Estado para ter seu início, será realizada no Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado, com a participação do governador Renato Casagrande (PSB), no próximo dia 17 de janeiro, às 14 horas.

De acordo com as informações divulgadas pela empresa, nessa reunião técnica a Petrocity assinará o Memorando de Entendimento com o Governo bem como os contratos de obras com os representantes das empresas responsáveis pela implantação do CPSM – Centro Portuário São Mateus e com operadores que estarão envolvidos no desenvolvimento das atividades e movimentação de cargas e comércio exterior no citado porto, além da apresentação da Estrada de Ferro Minas Espírito Santo – EFMES.

Lideranças empresariais e políticas do Norte e Noroeste do Espírito Santo estão se mobilizando para participar do encontro. “São dois empreendimentos que vão mudar, definitivamente, a geografia de nossa região, despertando a economia com um novo corredor logístico. Será o terceiro ciclo do nosso desenvolvimento, que começou em meados do século passado com a cultura do café, ampliou-se com as rochas ornamentais e agora terá um novo impulso”, disse o deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD), defensor dos dois projetos.

MINAS Em Minas Gerais, começou uma ampla mobilização de prefeitos, presidentes de Câmaras e deputados estaduais e federais da região de influência da ferrovia, que ligará o complexo portuário de São Mateus a Sete Lagoas, na região metropolitana de Belo Horizonte, numa extensão de 560 km.

Ao longo de seu curso, a ferrovia terá Unidades de Transbordo e Armazenagem de Cargas (UTACs) em Barra de São Francisco, Governador Valadares, Santa Rita do Itabira, Aeroporto de Confins (para mercadorias de alto valor agregado) e em Sete Lagoas. A primeira etapa da ferrovia será de São Mateus a Governador Valadares, segundo o presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva, com extensão de 260 km.

O Centro Portuário de São Mateus implicará em investimentos de R$ 3,2 bilhões, sendo que o principal contrato será destinado à Construtora Odebrecht, previsto em R$ 2,1 bilhões. Será a primeira grande obra da empresa desde que começaram as investigações da Operação Lava Jato, que atingiu seus principais executivos.

“Estamos projetando a maior plataforma logística do Brasil e a Odebrecht é nossa parceira nesse empreendimento. É a empresa brasileira mais bem preparada para esse tipo de obra. Já construiu 52 portos no mundo e 19 no Brasil. Nessa reunião técnica, todos conhecerá nossos parceiros no investimento. Assim que sair a licença ambiental, começamos a contratar imediatamente para iniciar as obras, que no porto vão durar em torno de três anos”, disse José Roberto.

Durante a fase de construção civil, as obras do CPSM gerarão 2.500 empregos diretos e, quando entrar em operação, serão 2.000 empregos diretos e expectativa de outros 6 mil indiretos. O porto terá capacidade inicial de movimentar 1,4 milhão de toneladas anuais de cargas diversas, comportando navios dos maiores portes que navegam nos oceanos do mundo, pois seu calado passará de 16 metros.

O impacto do complexo portuário, o único da região Sudeste na área da Sudene, ocorrerá sobre a economia tanto do Norte e Noroeste do Espírito Santo, quanto do Sul da Bahia e do Leste de Minas, diretamente, mas existe uma grande expectativa ao longo de todo o trecho previsto para a nova ferrovia, especialmente na região de Confins e Sete Lagoas, pois cargas do Brasil Central e do Centro-Oeste poderão ser transportadas até as UTACs dessas duas cidades e embarcadas direto para São Mateus.


(Série de reportagens produzidas pelo jornalista José Caldas da Costa sobre os impactos da nova ferrovia EFMES e o Complexo Portuário da Petrocity, em São Mateus )

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São Mateus

Estação de Tratamento de Esgoto do balneário de Guriri continua sem funcionar

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SÃO MATEUS (ES) – Construída há 19 anos, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Mariricu, que atenderia toda a região da Ilha de Guriri, vai continuar desativada. De acordo com o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de São Mateus, René Michel Kherlakian, a estrutura, que nunca funcionou, foi construída em sistema inadequado e geraria uma série de transtornos a comunidade do entorno.

Conforme René, a ETE Mariricu é constituída por três lagoas a céu aberto, que iriam receber o esgoto in natura da população, onde passaria por um processo de fermentação, provocada por ação bacteriana. O processo causaria a produção de gás sulfídrico, comumente conhecido por ter odor de ovo podre, além de causar a proliferação de insetos e doenças.

“Quando a estação foi construída, no ano de 2000, o local era inabitado. No entanto, hoje já existem muitos moradores próximos, que sofreriam com uma série de inconvenientes. Além disso, a tecnologia empregada naquele sistema é inadequada para os dias atuais, um risco para a saúde da população”, ressalta o diretor.

A ETE foi construída por meio de convênio firmado entre a Fundação Nacional da Saúde e a Prefeitura Municipal de São Mateus, com recursos da ordem de R$ 1,5 milhão. O diretor do SAAE ressalta que a autarquia tem respondido a diversos questionamentos do Ministério Público sobre a inatividade da estrutura, para chegar a um consenso.

O SAAE também informou que vai buscar parcerias junto as empresas loteadoras de Guriri, para implantar um novo sistema de tratamento de esgoto para o balneário. Conforme René, o novo sistema ainda não foi definido, mas a intenção é que seja um sistema mais moderno e ecologicamente correto, que não cause prejuízos ambientais e transtornos à população local.

Loteamento aguarda decisão sobre ETE

O loteamento Praia do Bosque Residencial, um dos maiores de Guriri com 1700 lotes a venda, aguarda uma definição da prefeitura sobre a ETE Mariricu para ligar a rede de esgoto à rede do município.

“O empreendimento está com a rede toda pronta, com três elevatórias, faltando colocar só as bombas, e a gente está aguardando a autorização da prefeitura para fazer a interligação à rede de esgoto do município. No entanto, ainda não conseguimos essa autorização porque a Estação de Esgoto continua sem funcionar”, explica o empresário Clebson Bazoni (foto).

Segundo Bazoni, o Praia do Bosque Residencial, junto com o Soma Verano, são os únicos loteamentos de Guriri com 100% de rede de esgoto instalada. No entanto, por conta da inatividade da ETE, há uma preocupação com o futuro.

“A gente tem toda uma estrutura montada, toda uma rede feita que não está operante, e a gente quer colocar para funcionar e evitar que os moradores precisem construir fossas. Isso é importante para que no futuro a gente continue tendo um lençol freático limpo e uma praia ecologicamente correta”, completa.

Bazoni garante que assim que o Município autorizar a interligação da rede de esgoto, o loteamento vai realizar o serviço em 60 dias.

Mais fotos da ETE abandonada:


BOX – Entenda a ETE Mariricu

– Estrutura foi construída em 2000, no valor de R$ 1,5 milhão, por meio de parceria entre a Fundação Nacional da Saúde e a Prefeitura de São Mateus;

– ETE possui três lagoas, que foram impermeabilizadas com geomembrana e projetadas para receber todo o esgoto da Ilha de Guriri;

– A ETE utilizaria bactérias para oxidar as matérias orgânicas, liberando gases ao ambiente;

– A Estação nunca funcinou;

– SAAE diz que sistema causaria transtornos e estuda implantar outra tecnologia.


IEMA notifica prefeitura

A Prefeitura de São Mateus vem recebendo reiteradas notificações do Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA) para cumprir exigências técnicas a fim de colocar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Mariricu em funcionamento.

Em dezembro de 2017, o IEMA solicitou a Prefeitura um novo requerimento de Licença Ambiental de Regularização (LAR), com prazo de 30 dias, que não foi atendido pelo Executivo. Em janeiro deste ano, o Instituto aplicou uma penalidade de advertência a Prefeitura pelo não cumprimento da exigência.

VEJA NOTIFICAÇÃO FEITA PELO IEMA:

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