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Política

Para senadores, novo Atlas da Violência escancara desigualdade racial no país

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Agência Senado

A pesquisa mostra que a taxa de homicídios na população negra subiu 11,5% em dez anos. Para os não negros, no mesmo período houve redução de 13%


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na quinta-feira (27) a nova edição do Atlas da Violência , com dados referentes ao ano de 2018. Entre as principais informações reveladas pela pesquisa, está a estatística de que a taxa de homicídios na população negra subiu 11,5% em dez anos, em tendência inversa do restante da população brasileira, que registrou queda de 13%.


Para senadores que se manifestaram a respeito do tema, o Atlas revela a realidade da desigualdade racial no país . Durante a sessão deliberativa da quinta-feira, Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o retrato ” completamente desproporcional ” da violência no Brasil traz uma mensagem. “Por essa pesquisa nós tivemos uma triste confirmação do que é a realidade do racismo no nosso país. Isso tão somente acentua as desigualdades em termos de um papel que tem o componente racial na nossa sociedade.”

O senador aproveitou para criticar a postura do presidente da República, Jair Bolsonaro , em relação à questão do desarmamento. “Está o nosso país num caminho errado quando o governo pretende e busca facilitar o acesso das pessoas às armas de fogo e, com isso, certamente, essa triste estatística de violência só tende a crescer.”

A atuação do governo federal nessa área tem sido acompanhada pelos parlamentares. Em 2019, o Senado suspendeu um decreto do governo que flexibilizava as regras para posse e porte de armas . O próprio Executivo revogou a norma pouco depois. Agora, os senadores também miram uma portaria dos Ministérios da Justiça e da Defesa que aumenta o limite para a compra de munições.

Nas redes sociais, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) também destacou o trabalho do Ipea e chamou a atenção para o dado de que, em 2018, cerca de 76% das vítimas de homicídio no Brasil foram cidadãos negros . “O Atlas da Violência 2020 escancara a desigualdade social. Precisamos enfrentar o racismo estrutural no país e proteger nossos jovens”, escreveu a senadora.

O ano de 2018 registrou a menor taxa de homicídios no Brasil desde 2015: foram 57.956 casos, ou 27,8 a cada 100 mil habitantes. Dos 26 estados e o Distrito Federal, 24 tiveram queda no índice em relação ao ano anterior. A análise dos homicídios pela etnia das vítimas, porém, revela uma grande disparidade : entre a população negra a taxa foi de 37,8 mortes por 100 mil habitantes, contra 13,9 por 100 mil na população não negra.

O Ipea também concluiu que o risco de morte por homicídio, no momento da pesquisa, era 74% maior para homens negros e 64% maior para mulheres negras (em relação a homens e mulheres não negros).

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Política

Russomanno atribui resistência à Covid-19 a falta de banho de moradores de rua

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Deputado Celso Russomanno de terno falando ao microfone
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Deputado federal Celso Russomanno, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Republicanos

O deputado federal e candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Republicanos,  Celso Russomanno , atribuiu a maior resistência à Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), à falta de banho de moradores em situação de rua e usuários de drogas na região da Cracolândia.

O comentário foi feito por Russomanno em um encontro que ele teve nesta terça-feira (13) com a Associação Comercial de São Paulo. Segundo o candidato, as pessoas da região mais resistência à Covid-19 “porque convivem o tempo todo nas ruas, não têm como tomar banho”.

Na reunião, o parlamentar conversou com empresários e ouviu demandas do setor do comércio. Ele ainda criticou a maneira como o governo de São Paulo e a Prefeitura conduziram as medidas de restrição contra o novo coronavírus na capital paulista.

“Todo mundo esperava que a Covid tomasse conta de todo mundo, até porque, eles não têm o afastamento que foi pré-estabelecido pela OMS. E eles estão aí, nós temos casos pontuais, e não temos uma quantidade imensa de moradores de rua com problema de Covid. Talvez eles sejam mais resistentes do que a gente, porque eles convivem o tempo todo nas ruas, não tem como tomar banho todos os dias, etc e tal”, afirmou Russomanno.

Até agora não nenhum evidência científica de que a falta de banho aumenta a resistência do organismo ao novo coronavírus. Manter a higiene é um método de prevenção, mas isso não quer dizer que a pessoa adquire maior imunidade ao fazer isso. Especialistas recomendam, inclusive, que a população tome banho e troque de roupas quando passar por aglomerações, mas como uma medida preventiva.

Durante o encontro, o candidato ainda criticou a política de isolamento da Prefeitura de São Paulo, feita em parceria com o governo estadual. Ele chamou a atual gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) de “penduricalho” do governo de João Doria (PSDB) e defendeu o isolamento vertical.

Essa forma de combate à pandemia defende que somente as populações de risco continuem em isolamento social, sem considerar que as próprias pessoas podem ser vetores e levar o novo coronavírus para dentro de casa.

“Esse isolamento deveria ter sido feito, depois dos primeiros 30 dias, de forma vertical, cuidando das pessoas com problemas respiratórios, das pessoas cardíacas, dos idosos, das pessoas com deficiência…deveria ter sido cuidado disso, e não fechado o comércio do jeito que foi feito, quebrando e desempregando todo mundo, agora nós vamos ter que consertar isso tudo. E não vai ser fácil não…”, disse Russomanno.

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