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Número de militares candidatos a prefeito é o maior em 16 anos

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Coluna Esplanada

Número de militares e policiais candidatos a prefeito é o maior em 16 anos

Na primeira eleição após a chegada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Palácio do Planalto, o número de militares e policiais que concorrem ao cargo de prefeito nas eleições municipais deste ano atingiu um recorde. O patamar atingido foi o maior em 16 anos.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que, neste ano, 371 bombeiros militares, policiais militares e civis e militares reformados tentam uma vaga para prefeituras ao redor do país. Em 2004, porém, eram 143, o que significa um aumento de 61%. Já há quatro anos, em 2016, o número era de 178 candidatos militares ou policiais.

Deste número de 371 que irão disputar as eleições municipais deste ano, quase metade do grupo, ou seja, 193 candidatos, são policiais militares.  Os militares reformados, como Jair Bolsonaro, são o segundo maior bloco do conjunto, com 99 representantes.

O partido que mais abarcou candidatos militares neste ano foi o PSL, com 54 candidatos. Na sequência, aparecem o Patriota, com 25, PL, com 23, e o Podemos e PP, ambos com 22.

A maioria dos postulantes ao posto de prefeitos está na região sudeste, mais precisamente no estado de São Paulo, com 59 militares. Na sequência, aparece o estado de Minas Gerais, com 49.

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Governo foi “usado” para tentar anular investigação sobre “rachadinha”

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Reprodução: iG Minas Gerais

Senador Flavio Bolsonaro


A defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) “usou” o Gabinete de Segurança Institucional e outros órgãos do governo federal – com autorização do pai, o presidente Jair Bolsonaro  – atrás de evidências que pudessem dar um fim à apuração sobre o esquema das “rachadinhas” .


O uso do GSI foi confirmado pelos próprios advogados de Flávio, que afirmaram se tratar de “suspeitas de irregularidades das informações” nos relatórios redigidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Esse órgão federal – que deu início à investigação sobre o senador – recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunica às autoridades competentes para instauração de procedimentos

O acionamento dessa estrutura governamental foi revelada pela revista Época nesta sexta-feira (23) e confirmada pelos advogados. Ainda de acordo com a publicação, o presidente também estave envolvido no procedimento, contatando o secretário da Receita, José Barroso Tostes Neto, para auxiliar na apuração em favor do filho.

“A defesa do senador Bolsonaro esclarece que levou ao conhecimento do GSI as suspeitas de irregularidades das informações constantes dos Relatórios de Investigação Fiscal lavradas em seu nome, já que diferiam, em muito, das características, do conteúdo e da forma dos mesmos relatórios elaborados em outros casos, ressaltando-se, ainda, que os relatórios anteriores do mesmo órgão não apontavam qualquer indício de atividade atípica por parte do senador”, escreveu a defesa de Flavio em nota oficial.

Os advogados também afirmaram que “o fato foi levado diretamente ao GSI por ter sido praticado contra membro da família do senhor presidente da República”.

Porém, o levantamento do Coaf foi produzido antes de Jair Bolsonaro ter sido eleito. O documento foi divulgado em janeiro de 2018, citando as transações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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