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Novo escândalo expõe bastidores do machismo em Hollywood

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Pouco mais de um ano após o “Me Too” tomar conta de Hollywood e gerar uma movimentação que provocou a denúncia de comportamento abusivo na indústria cinematográfica, outro escândalo de proporções menores começa a se formar nos bastidores do cinema.


Charlotte Kirk
Reprodução/Intagram

Charlotte Kirk

Dessa vez, porém, não existe um caso de assédio, mas diversos executivos da indústria, além da atriz Charlotte Kirk. Pouco conhecida em Hollywood , a atriz tem pequenas participações em filmes como “Oito Mulheres e um Segredo” e “Como Ser Solteira”.

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Mas ela acabou estampando tabloides depois que surgiram notícias de que o CEO da Warner Brothers, Kevin Tsujihara tinha um caso com a atriz. Os dois foram apresentados por Brett Ratner, outro nome da indústria envolvido até o pescoço com acusações de assédio. Kirk, porém, conheceu os dois antes dessas histórias virem à tona e começou a ter um caso com Tsujihara.

De acordo com o The Hollywood Reporter , o caso acabou evoluindo para uma “luta prolongada e cada vez mais desesperada entre Kirk e Tsujihara e Ratner”, como descreve a publicação.

Antes de se tornar um pesadelo, porém, o CEO da Warner usava sua influência para conseguir colocar Charlotte em testes, o que eventualmente a levou aos papeis em “Como Ser Solteira” e “Oito Mulheres e um Segredo”.

Os contatos também a levaram a fazer testes para filmes da Millennium Films, produtora de Avi Lerner. As informações conseguidas pelo THR partem de mensagens de textos e e-mails, alguns deles obtidos por meio de Kirk. De acordo com a publicação, a atriz começou a ficar incomodada com o fato de que a carreira não seguia como planejado, apesar dos contatos influentes que tinha feito.

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Brett Ratner teria, então, se proposto ele mesmo a conseguir testes para ela, além de incluí-la em suas produções. O problema é que Ratner, se voltar a dirigir um filme, vai demorar muito, já que ele é um dos principais nomes do “Me Too” depois de Harvey Weinstein. Ratner foi acusado de assédio sexual por seis mulheres, incluindo a atriz Olivia Munn.

Expandindo os horizontes


Diretor queria Charlotte Kirk no papel, mas Sasha Lane ficou com a posição em
Divulgação

Diretor queria Charlotte Kirk no papel, mas Sasha Lane ficou com a posição em “Hellboy”, que estreia em abril

Conforme as tentativas de Ratner e Tsujihara para decolar a carreira de Charlotte não davam certo, a atriz se aproximou de Avi Lerner, que fez a mesma coisa que os outros executivos, e começou a sugerir a atriz para produções, incluindo o remake de “Hellboy”, que estreará em abril nos cinemas.

Dirigido por Neil Marshall, o longa é produzido, entre outras pessoas, por Lawrence Gordon, que barrou a participação de Kirk no filme. O diretor chegou a dizer ao THR que ele queria no elenco, e disse que a atriz era sua principal escolha para o papel de Alice (que ficou com Sasha Lane). “Apesar da imensa qualidade de seu trabalho, ela não era considerada um nome grande o suficiente”, explicou o diretor.

Marshall, porém, continua tentando fazer com que a atriz decole e chegou a anunciar uma parceria com ela: o filme “The Reckoning”, que deveria entrar em produção ainda neste semestre, mas ainda não tem produtora nem distribuidora apoiando.

De acordo com fontes da publicação, Marshall ficou tão encantado com a atriz, que decidiu encontra-la durante a produção de “Hellboy” e quase não retornou a tempo para continuar as gravações. Aparentemente, os dois mantém uma relação amorosa e moram juntos. Marshall aparece no Instagram de Kirk com certa frequência, mais recentemente em uma foto de uma viagem a Porto Rico, agora já deletada de sua rede.

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As influências de Hollywood


Charlotte Kirk e Neil Marshall em imagem postada no Instagram de Kirk
Reprodução/Instagram

Charlotte Kirk e Neil Marshall em imagem postada no Instagram de Kirk

O primeiro contato entre Charlotte Kirk e Kevin Tsujihara data de 2013. Na época, eles foram apresentados por James Packer – sócio de Brett e após o encontro Kirk não teve boas impressões: “ele não é muito legal. Muito insistente. Ele só quer fazer sexo e mais nada, não queria nem falar!”, ela escreveu em uma mensagem para Packer.

Cerca de um ano depois ele a ajudava a conseguir um papel em “A Máquina”, longa estrelado por Bruce Willis. A atriz, após a revelação do The Hollywood Reporter , negou que qualquer um desses homens tenha tido um comportamento inapropriado com ela, e alega que eles apenas tentaram ajuda-la.

 A maioria desses nomes, porém, está envolvido de uma forma ou de outra em escândalos sexuais – incluindo Avi Lerner – acusado por uma pessoa de sua equipe de manter prostitutas nos sets.

Leia também: Como os movimentos contra o assédio devem impulsionar as mulheres no audiovisual

Se esse escândalo não colocará ninguém na Justiça, visto que não há acusações de nenhuma parte – ele serve como um exemplo esclarecedor da rede de influências que grandes executivos criam em Hollywood , tornando difícil para pessoas não dispostas a acompanhar seu ritmo e suas vontades.

Fonte: IG Gente
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Filme de assalto, “Operação Fronteira” aposta em tensão e alegorias políticas

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J.C. Chandor é um diretor de mão cheia e seu maior talento talvez seja manter sempre em alta a tensão, não importando qual o ambiente em questão. Pode ser o colapso na economia americana (“Margin Call – O Dia Antes do Fim”), um homem à deriva (“Até o Fim”), uma grande cidade às voltas com o crescimento da criminalidade (“O ano Mais Violento”) ou uma operação ilegal de ex-soldados norte-americanos em um país da América do Sul, como em “Operação Fronteira”.


Cena de Operação Fronteira, já disponível na Netflix
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Cena de Operação Fronteira, já disponível na Netflix

O novo filme original da Netflix pode ser percebido como uma versão gourmetizada de “Os Mercenários” (2010), aquele clássico brucutu com astros de ação do passado capitaneado por Sylvester Stallone. Mas nas mãos de Chandor, “Operação Fronteira” pode ser percebido como um comentário despressurizado (tudo acontece muito rapidamente) sobre ganância e suas circunstâncias.

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Quem quiser, pode enxergar também uma alegoria entre os Estados Unidos “virtuoso” e o “invasivo” na dinâmica dos personagens, especialmente os defendidos por Ben Affleck e Charlie Hunnan, e “a maneira estadunidense” de se impor em relação aos outros.

É possível observar que os personagens optam pela força sempre que essa é uma opção e só vão rever seus conceitos quando se veem em circunstâncias amplamente desfavoráveis. É possível enxergar nessa construção um paralelo com a política externa dos Estados Unidos, ao menos em um contexto histórico. A própria opção por não nomear os países pelos quais os personagens passam reforça essa ideia. Mas isso é papo de crítico.

Escalada da tensão


Cena de Operação Fronteira: tensão ininterrupta
Divulgação

Cena de Operação Fronteira: tensão ininterrupta

O filme começa com Santiago ‘Pope’ Garcia (Oscar Isaac) experimentando mais um gosto amargo de vitória sobre Lorea (Reynaldo Gallegos), um barão do tráfico de drogas na América do Sul. Desde que deixou as Forças Armadas, Pope atua na região na tentativa de superar Lorea. Quando uma de suas informantes, sempre mulheres lindas como lhe adverte um personagem, lhe dá o paradeiro do traficante ele resolve convidar antigos colegas para uma missão muito clara e objetiva: matar Lorea e roubar todo o dinheiro que ele guarda em sua mansão, que funciona como cofre e fortaleza.

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A resistência de Tom ‘Redfly’ Davis (Ben Affleck) faz com que o público o perceba como o mais consciente do grupo, também formado pelo piloto Francisco ‘Catfish’ Morales (Pedro Pascal), e pelos irmãos William ‘Ironhead’ Miller ( Charlie Hunnan ) e Bem Miller (Garrett Hedlund).


Imagem promocional de Operação Fronteira
Divulgação

Imagem promocional de Operação Fronteira

“Em outros tempos eu te levaria à Corte Marcial por isso”, diz Davis a Pope pouco antes de aceitar fazer parte da ação, cujos planos de infiltração e saída ele arquitetou.

Quando as coisas começam a dar errado, e não era tão difícil imaginar que isso fosse acontecer (outro comentário pertinente sobre aventuras em países estrangeiros), tudo o que imaginávamos daqueles personagens começa a ruir. A tensão cada vez mais palpável parece sugerir que uma saída efetiva daquele inferno é uma possibilidade remota.

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As excelentes cenas de ação combinadas às ótimas atuações, à direção segura e ao roteiro que sabe ser especulativo na medida certa tornam “Operação Fronteira” algo muito mais sofisticado do que pode parecer superficialmente.

Fonte: IG Gente
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