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São Mateus

Navios da PetroCity ficam prontos em menos de três anos

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O estaleiro Enseada confirmou que vai construir dois navios, com capacidade bruta de 7.800 toneladas, para atender à PetroCity Portos, empresa capixaba, no transporte de cabotagem – entre portos brasileiros. É a primeira contratação de porte desde 2016, quando a política industrial de retomada da indústria de óleo, gás e naval offshore brasileira foi bruscamente interrompida.

Carlos Tsubake, diretor do Enseada: otimista com a retomada do setor naval

De acordo com o diretor comercial da Enseada, Carlos Tsubake, há oito anos na empresa, as duas embarcações vão custar R$ 340 milhões e sua construção ocorrerá ao longo de 31 meses, a partir da data de assinatura do contrato de construção, conforme projeto apresentado pela PetroCity e aprovado pelo Conselho Diretivo do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), reunido no início do mês.

O estaleiro Enseada, localizado na Foz do rio Paraguaçu, município de Maragogipe, no Recôncavo baiano, chegou a empregar mais de 7 mil pessoas no pico de obras, sendo um dos maiores investimentos privados da história do setor no Brasil.

Constituído inicialmente como uma sociedade entre o Grupo Odebrecht, a OAS, a UTC Engenharia e a japonesa Kawasaki Heavy Industries, hoje é 100% controlada pela Enseada Participações, tendo como CEO o engenheiro Maurício Almeida, com larga experiência no setor. A companhia possui reconhecida capacidade operacional, forte compromisso social e ambiental, além de sólida governança.

“Estamos retomando os negócios com vistas à recuperação do setor da indústria naval brasileira, especialmente voltada para a navegação de cabotagem, onde atualmente muitas embarcações com bandeira estrangeira estão operando por falta de navios de bandeira nacional”, informou Tsubake.

Geração de empregos

Se até a entrega das embarcações o Centro Portuário de São Mateus (CPSM) não estiver concluído, a PetroCity vai operar seus dois navios a partir do próprio estaleiro Enseada, que também é um terminal portuário privado licenciado pela Antaq.

A estimativa é de que o pico da construção dos navios se dê a partir do 10º mês, com a geração de, aproximadamente, 3 mil empregos diretos e indiretos na Bahia, enquanto a PetroCity, já de posse de todas as autorizações e outorgas nacionais e municipais, espera uma decisão do Instituto Estadual de Meio-Ambiente (IEMA) sobre a licença ambiental para iniciar as obras de seu próprio terminal portuário, gerando mais de 5 mil empregos diretos e indiretos.

Crescimento da cabotagem

Os dois navios da PetroCity terão 120 metros de cumprimento, capacidade para 750 contêineres e poderão operar em qualquer porto nacional, marítimo ou fluvial. Existe, na avaliação de Carlos Tsubake, um grande espaço para o crescimento do trabalho de cabotagem no Brasil a ser feito por empresas brasileiras com navios de bandeira nacional.

Mais do que marcar a retomada das atividades do parque nacional da indústria naval, o CEO da PetroCity, José Roberto Barbosa da Silva, que também preside a Associação Brasileira dos Executivos em Logística e Transportes, considera que a contratação desses dois navios, com financiamento do Fundo da Marinha Mercante, marca a “refundação da própria Marinha Mercante”, referindo-se ao encerramento das atividades da centenária Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro, no final do século passado.

A Lloyd foi uma empresa estatal criada em 1894, no início da República Brasileira, e resultou da fusão de várias companhias de navegação existentes no País. Sua extinção foi aprovada em 1º de abril de 1998 pelo Congresso Nacional, quando votou a MP 1592-5, colocando o processo a cargo do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. A União assumiu todos os direitos e obrigações da empresa estatal, principalmente os relativos a créditos trabalhistas.

Para a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), a modalidade é a melhor alternativa para centenas de produtos que circulam no País. Anualmente, segundo a entidade, são movimentados mais de 1 milhão de contêineres de 20 pés, em vários segmentos, e mais de 2,5 milhões de toneladas em cargas de químicos, petroquímicos e biocombustíveis, entre os mais de portos ao longo dos 7.500 quilômetros da costa brasileira.

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