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Economia

Natal deve movimentar R$ 53,5 bilhões na economia do País

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Entre os que não vão presentear ninguém neste Natal (9%), os motivos se dividem entre falta de importância dada ao feriado (26%), desemprego (23%) ou falta de dinheiro (17%)
Rovena Rosa/Agência Brasil

Entre os que não vão presentear ninguém neste Natal (9%), os motivos se dividem entre falta de importância dada ao feriado (26%), desemprego (23%) ou falta de dinheiro (17%)

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) indica que o Natal deste ano deve injetar aproximadamente R$ 53,5 bilhões na economia do País. Segundo o estudo, as projeções permanecem no mesmo patamar do ano passado.

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O levantamento aponta 72% dos brasileiros planejam comprar presentes para terceiros no Natal , o que representa 110,1 milhões de consumidores. Entre os que não vão presentear (9%), os motivos se dividem entre falta de importância dada ao feriado (26%), desemprego (23%) ou falta de dinheiro (17%). Os que ainda não decidiram representam 19% dos entrevistados.

Os consumidores ouvidos na pesquisa devem comprar, em média, entre quatro e cinco presentes, gastando o valor médio de R$ 115,90. O índice também revela que o número dos que pretendem desembolsar entre R$ 101 e R$ 200 com presentes cresceu na comparação com 2017, passando de 10% para 16%, e que cerca de um terço (33%) desse percentual está na faixa acima dos 55 anos.

Entre os que compraram presentes em 2017, 27% afirmam que vão gastar um valor superior este ano, enquanto outros 30% planejam gastar a mesma quantia e 22%, menos. Considerando os que vão gastar mais, 29% planejam adquirir um presente melhor, enquanto 25% reclamam do aumento dos preços. Há ainda quem economizou ao longo do ano (22%).

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Dos consumidores que vão diminuir gastos, a principal razão deve-se à situação financeira ruim e ao orçamento apertado (34%). As outras razões dividem-se entre a busca pela economia (30%), outras prioridades de compra (14%), como a casa própria ou um automóvel, e desemprego (12%).

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Para o presidente do SPC, Roque Pellizzaro Junior, a injeção desse volume de recursos na economia reforça por que a data é a mais aguardada do ano para consumidores e comerciantes. “Embora o cenário econômico atual não esteja tão favorável, a expectativa positiva para o Natal dá indícios sobre a disposição dos brasileiros em consumir”, avalia.

Natal virtual


Segundo o levantamento, quanto ao local escolhido para as compras de Natal deste ano, as lojas de departamento (42%) dividem a preferência dos consumidores com as lojas online (40%)
Shutterstock

Segundo o levantamento, quanto ao local escolhido para as compras de Natal deste ano, as lojas de departamento (42%) dividem a preferência dos consumidores com as lojas online (40%)

Quanto ao local escolhido para as compras de Natal, este ano as lojas de departamento (42%) dividem a preferência dos consumidores com as lojas online (40%). Três quartos (75%) desses compradores virtuais farão pelo menos metade de suas compras pela internet . Na sequência aparecem os shopping centers (34%) e o comércio de rua (30%).

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Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a internet vem se consolidando como um importante canal de vendas no País. “Cada vez mais, os consumidores usam os canais virtuais para compras, principalmente pela comodidade e praticidade, além da possibilidade de comparar preços e encontrar uma maior diversidade de produtos”, comenta.

Presenteados e presentes


A pesquisa da CDNL e do SPC também aponta que os filhos (57%) continuam sendo os principais beneficiários dos presentes de Natal, seguidos pelos maridos e esposas (48%)
Shutterstock

A pesquisa da CDNL e do SPC também aponta que os filhos (57%) continuam sendo os principais beneficiários dos presentes de Natal, seguidos pelos maridos e esposas (48%)

A pesquisa da CDNL e do SPC também aponta que os filhos (57%) continuam sendo os principais beneficiários dos presentes. Na sequência estão maridos e esposas (48%), mães (46%), irmãos (24%), sobrinhos (21%), pais (20%) e namorados (17%).

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As roupas (55%) permanecem na primeira posição do ranking de produtos que os consumidores pretendem comprar para presentear no Natal. Calçados (32%), perfumes e cosméticos (31%), brinquedos (30%) e acessórios (19%), como bolsas, cintos e bijuterias, completam a lista de produtos mais procurados para a data.

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Para o levantamento, foram ouvidas 761 pessoas nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no  Natal . Depois, a partir de 607 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo na data. A margem de erro é de 3,5 e 4 pontos percentuais, respectivamente, para um intervalo de confiança de 95%.

*Com informações da Agência Brasil

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Economia

Preço da gasolina nas refinarias volta a subir e chega a R$ 1,4990

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A alta do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar motivaram o reajuste no preço da gasolina nas refinarias
Divulgação/Prefeitura de Paulínia

A alta do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar motivaram o reajuste no preço da gasolina nas refinarias

Depois da redução de 1,38% anunciada no último dia 9, a Petrobras comunicou que vai reajustar o preço da gasolina nas refinarias para cima a partir desta quinta-feira (17). Com a decisão, o litro do combustível passará dos atuais R$ 1,4624 para R$ 1,4990, um aumento de 2,50% – e o primeiro de 2019.

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A Petrobras adota essa política de reajuste dos preços desde julho de 2017. De acordo com a metodologia, as mudanças podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar. A recente alta do petróleo e a desvalorização do real frente a moeda norte-americana motivaram, segundo a estatal, o reajuste no  preço da gasolina  nas refinarias.

O preço médio do litro do diesel nas refinarias, por sua vez, segue em R$ 1,9484. No fim do ano passado, a Petrobras anunciou um mecanismo financeiro de proteção à política de preços do diesel, semelhante ao já utilizado na gasolina, que permite à estatal manter o valor nas refinarias estável por um período de até sete dias em momentos de alta volatilidade.

Preço nas bombas


Na semana passada, segundo a ANP, o preço da gasolina nos postos caiu em relação à anterior e chegou a R$ 4,2970
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na semana passada, segundo a ANP, o preço da gasolina nos postos caiu em relação à anterior e chegou a R$ 4,2970

Na semana passada, o preço da gasolina nos postos caiu 0,76% em relação à anterior, chegando a R$ 4,2970. Em 2018, porém, segundo dados compilados pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o litro do combustível acumulou alta de 5,97%. No período, o preço do diesel também subiu (3,75%).

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A duas variações são maiores do que a inflação registrada em 2018. Segundo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, fechou o ano passado em 3,75%, dentro da meta estipulada pelo governo em 2017.

Entenda o preço da gasolina


Do preço da gasolina, 25% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 47% aos impostos incidentes
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do preço da gasolina, 25% correspondem aos valores praticados nas refinarias e outros 47% aos impostos incidentes

De acordo com cálculos feitos pela própria  Petrobras , os valores praticados nas refinarias equivalem a 25% do preço pago pelos consumidores nos postos. Essa porcentagem aproximada leva em conta a coleta de preços feita pela estatal entre os dias 6 e 12 de janeiro em 13 capitais e regiões metropolitanas do País.

Outros 47% são formados basicamente por tributos. Destes, 31% correspondem ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), recolhido pelos estados, e outros 16% são relativos à Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e ao PIS/Cofins, de competência da União.

A diferença entre os impostos estaduais e federais está na forma com que são cobrados. O ICMS varia de acordo com o que é praticado nos postos, então cada vez que o preço da gasolina sobe, os estados arrecadam mais dinheiro. O PIS/Cofins e a Cide, ao contrário, são valores fixados por litro: o primeiro é de R$ 0,7925 e o segundo, de R$ 0,10.

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Do restante do  preço da gasolina , 12% correspondem ao custo do etanol anidro, que, segundo a lei, deve compor 27% da gasolina comum. Os últimos 16%, por sua vez, são relativos aos custos e ao lucro de distribuidores e postos. Em maio de 2018, essa fatia era de 12%, o que sugere um aumento de quatro pontos percentuais na margem de lucro desses agentes desde então.

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