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Mulher toma violento chute no rosto por dançar em palco; veja vídeo

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Um homem agrediu uma mulher que dançava em cima do palco com um chute no rosto durante o show do cantor de pagode ‘O Poeta’, na cidade de Pojuca, na região metropolitana de Salvador. Diversos vídeos gravados pelo público  e divulgados nas redes sociais mostram a agressão, que aconteceu neste fim de semana, na casa de shows Clube AIP.

Uma das gravações mostra a aproximação do agressor, que aparentemente sai do backstage e chuta o rosto da mulher. Após a agressão, o homem é capturado por seguranças, enquanto a vítima levanta aparentando estar confusa, sem entender o que aconteceu. Veja vídeo abaixo.

Não existe confirmação se o agressor foi detido pela polícia ou se a vítima prestou queixa. As motivações também são desconhecidas. A reportagem tentou contato com a polícia mas ainda não obteve retorno. Já o produtor do evento, Jhon Santana, diz que o homem, na verdade, trata-se do namorado da jovem.

“O que aconteceu é que o homem, que é namorado da moça, ficou com ciúmes ao vê-la dançando e, em um momento de distração da segurança, invadiu o palco e a agrediu. Entretanto, toda a segurança do evento, que era formada por policiais militares, imediatamente entrou em ação e deteve o elemento”, relatou Jhon, que disse não saber se a vítima prestou queixa na delegacia após a agressão.

Em nota divulgada em suas redes sociais, o cantor se posicionou contra a agressão e disse que não deseja que ‘machistas frequentem seus shows e nem sejam seus fãs’. Confira postagem:

“Se você é machista, covarde, preconceituoso e não aceita ver uma mulher dançando em um palco, não me siga no Instagram ou em nenhuma rede social, não seja frequentador dos shows do Poeta! Melhor ainda, nem saia de casa, a sociedade e as mulheres não merecem conviver com pessoas assim, você não merece ser um fã do Poeta.

Não a violência contra a mulher

O Poeta apoia esta causa!”

 

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Marco Zero de São Paulo reúne histórias curiosas que nem paulistanos conhecem

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Rayanne Albuquerque/ Repórter iG

Alife Melo ao lado de Ricardo Diógenes apreciando detalhes do Marco Zero paulistano

Quem cruza as ruas do centro de São Paulo e se depara com o Marco Zero , fincado desde 1934 em frente à Catedral Metropolitana de São Paulo, na , não imagina as histórias por trás dos símbolos e da construção do monumento. O centro de irradiação das estradas para os diferentes pontos do Estado foi pensado como referência para a ordenação numérica de quilometragem das vias que se iniciam na capital paulista. O marco também norteia a medição das linhas ferroviárias, áreas e numeração telefônica da cidade. O que pouca gente sabe são das curiosidades relacionadas ao local.

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A primeira delas é que o hexágono visto em frente à matriz da Sé não se trata da primeira versão do monumento, mas sim, da quarta. A primeira não mantinha a mesma forma geométrica de hoje e teria sido erguida por volta do final do século XVI, época em que a capital mais rica do Brasil era apenas uma vila e ficava em frente à primeira igreja da Sé , localizada na altura da rua Venceslau Brás. Já o segundo Marco Zero estava diretamente ligado à religião: não era um monumento, mas a torre da segunda igreja da Sé. Na tentativa de separar a vivência urbana da religião, foi criado um terceiro monumento, ao lado da mesma matriz.

No começo do século XX, a igreja da Sé e imóveis ao redor foram demolidos para dar espaço à nova Catedral e ao pátio localizado à frente, o que incluía o Marco Zero. Nessa altura, São Paulo deixou de ter uma centralização e a ideia de um novo monumento ressurgiu em 1921, sugerido pelo jornalista Américo R. Neto. Anos depois, o monumento foi desenhado pelo francês Jean Gabriel Villin, artista que criou o primeiro Saci Pererê nas obras de Monteiro Lobato. A materialização do Marco Zero aconteceu mais de uma década após a ideia de Américo, em 1934.

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Os fatos curiosos, no entanto, não param por aí. O Marco Zero hexagonal que hoje está em frente à matriz de São Paulo já foi arrancado do local por um acidente envolvendo um caminhão em 22 de janeiro de 2019, dias antes do aniversário de 465 anos da cidade. O monumento foi reinstalado no mesmo local e segue reunindo turistas e passantes curiosos sobre a sua forma e inscrições.

Há mais história tragicômica do Marco Zero : a tampa de mármore do monumento atual foi roubada e a que está no local é uma réplica. Assim como a original, a nova estampa os rios Tietê e Pinheiros na superfície,  assim como a estação da Luz, a Faculdade de Medicina da USP, o Museu do Ipiranga e vias como a rua Voluntários da Pátria, na zona norte, a rua da Consolação e a avenida Paulista , no centro. Todas eram áreas principais de São Paulo na época em que o monumento foi elaborado.

Mas afinal, o que tem escrito nas laterais do Marco Zero? 

Marco Zero de São Paulo arrow-options
Rayanne Albuquerque/ Repórter iG

Marco Zero de São Paulo

A ideologia do período em que foi concebido o Marco Zero de São Paulo está expresso nos detalhes cravados em mármore e bronze: o papel central do Estado na formação nacional de acordo com a visão dos paulistas da época. O valor simbólico do monumento desponta entre os principais valores do Marco. O bloco de mármore que estampa o Marco Zero foi extraído de uma jazida localizada no município de Cachoeira Paulista

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As laterais são obeliscos com desenhos que ilustram as particularidades das regiões geográficas vizinhas ao Estado. Ao nordeste está o Rio de Janeiro, representado por uma ilustração do Pão de Açúcar. Já ao Norte do prisma, fica a representação de Minas Gerais, com desenhos de instrumentos de mineração. Goiás está ilustrado no Noroeste, com figuras do garimpo, enquanto o Mato Grosso está ao Sudoeste, com desenhos das roupas dos bandeirantes. O Porto de Santos, representado por um navio a vapor, está na direção Sudeste do prisma. O Paraná representa o Sul, ilustrada por uma Araucária, árvore típica da região.

Para turista ver

Marco Zero de São Paulo arrow-options
Rayanne Albuquerque/ Repórter iG

Parte superior do Marco Zero de São Paulo. Esta é a réplica de bronze. Original foi roubada.

Quem vier à capital de São Paulo deve se ater ao detalhe do Marco: ele pode ser visto de longe, diferente de muitos que estão no mesmo nível do chão. Com a dimensão de 1x13m, 0,70m, 0,70m, o ponto reúne turistas que visitam a área histórica da cidade. O arquiteto Ricardo Diógenes, de 41 anos, é natural de Fortaleza e veio olhar com mais detalhes o Marco Zero de São Paulo, capital que ele já conhecia.

“O berço nascedouro da cidade quase sempre surge ao redor de uma catedral. Aqui em São Paulo não é diferente. O que eu acho interessante é que tudo se desenvolve no entorno desses marcos, os centros comerciais, a cultura, os grandes bancos, associações de comércios”. 

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Já para o comissário de voo Alief Melo, de 36 anos, que veio de Rondônia para conhecer a capital paulista, o Marco Zero representa um ponto turístico que não pode ficar de fora da agenda de visitas pela cidade. “Aqui é literalmente o coração de São Paulo. Não podia deixar de visitar. Estou encantado com os detalhes, com o local em que foi colocado”.  

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Em 2007, a estrutura foi tombada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo ( CONPRESP ). Nesse mesmo ano, recebeu a primeira restauração.

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