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Direto de Brasília

Ministério da Justiça decide que Força Nacional ficará no Ceará por mais 30 dias

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soldados força nacional
Arquivo/ Agência Brasil

Decisão sobre a permanência da Força Nacional no Ceará publicada hoje (15) do Diário Oficial

Os agentes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária do governo federal – que atuam desde janeiro nos serviços de guarda, vigilância e custódia de presos no Ceará – permanecerão no estado por, pelo menos, mais 30 dias. A Força-Nacional atua no estado desde a ocorrência de uma crise na segurança pública local.

A decisão sobre a permanência dos agentes no Ceará foi publicada na edição desta segunda-feira (15), no Diário Oficial da União, e atende a um pedido feito pelo governador Camilo Santana visando a permanência dos agentes por mais tempo. Também foi dele o pedido de reforço na segurança pública.

Este reforço no estado começou no início de janeiro deste ano, quando a região passou a ser alvo de atos violentos como ataques a ônibus, veículos particulares e estações de abastecimento de energia elétrica. A saída dos agentes chegou a ser cogitada um mês depois, mas o governo federal decidiu manter a presença dos agentes no estado.

A portaria publicada hoje pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública , assinada por Luiz Pontel de Souza – que substitui temporariamente o ministro Sergio Moro, em viagem internacional –, reforça a função de apoio logístico e a supervisão dos órgãos de administração penitenciária e segurança pública do estado.

De acordo com o texto, o número de profissionais envolvidos no trabalho seguirá o planejamento definido pelos órgãos de segurança.

Fonte: IG Política
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Casos de extremismo budista no Sri Lanka cresceram nos últimos meses

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Atentado no Sri Lanka
St. Sebastian’s Church

Onda de atentados no Sri Lanka deixou mais de 200 mortos

Alimentado por monges radicais, o extremismo budista vem crescendo no Sri Lanka, onde uma série de atentados coordenados em igrejas católicas e hotéis de luxos deixaram  mais de 200 mortos neste domingo (21).

Os ataques a outras minorias religiosas aumentaram, particularmente contra a comunidade muçulmana, alcançando seu ponto mais violento em março de 2018, quando o governo do Sri Lanka decretou estado de emergência por 10 dias, pela primeira vez desde 2011, depois de uma série de confrontos entre muçulmanos e budistas, que deixaram três mortos.

O budismo Theravada é a maior religião do país, com adesão de cerca de 70,2% da população de quase 21 milhões de habitantes, segundo o censo mais recente. Hindus e muçulmanos compõem 12,6% e 9,7% da população, respectivamente. O país é também o lar de cerca de 1,5 milhões de cristãos que representam 7% da população, segundo o censo de 2012.

No ano passado foram registrados 86 incidentes de discriminação, ameaças e violência contra cristãos , segundo a Aliança Nacional de Cristãos Evangélicos do Sri Lanka, que representa mais de 200 igrejas e organizações cristãs do país. Só neste ano, a organização registrou 26 incidentes, incluindo a tentativa de boicotar uma missa por parte de monges budistas em 25 de março.

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Após os ataques deste domingo, o arcebispo de Colombo fez um discurso duro, pedindo ao governo que “puna sem piedade”os responsáveis pelos atentados, mas pediu que a população “não fizesse justiça com as próprias mãos e mantivesse a paz e a harmonia no país”.

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“Queria pedir ao governo que faça uma investigação sólida e imparcial para determinar quem é responsável por este ato e também que os puna sem piedade, porque apenas animais podem se comportar assim”, declarou o arcebispo Malcom Ranjit.

Papa Francisco também condenou a “violência cruel”. “Quero expressar minha sincera proximidade com a comunidade cristã [do Sri Lanka], ferida enquanto se reunia em oração, e a todas as vítimas de tal violência cruel”, disse Francisco enquanto fazia a benção de Páscoa diante de milhares de

Neste domingo, o governo decretou um bloqueio temporário das redes sociais para evitar a disseminação de “informações incorretas e falsas” sobre a onda de ataques e o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe convocou uma reunião do conselho de segurança nacional em sua casa para o final do dia.

“Eu condeno veementemente os ataques covardes contra nosso povo hoje. Eu chamo todos para permanecerem unidos e fortes”, postou no Twitter.

O presidente do Sri Lanka , Maithripala Sirisena, pediu calma ao país, mas se mostrou em choque. “Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, disse Sirisena em mensagem à nação. “As investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás destes atos cruéis”, completou.

Fonte: IG Política
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