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Marina Helou quer fim do Minhocão e desenvolvimento sustentável para São Paulo

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Marina Helou
Iury Carvalho / Divulgação

Deputada estadual Marina Helou (Rede) vai entrar na disputa pela Prefeitura de São Paulo

A candidata à Prefeitura de São Paulo Marina Helou (Rede) , disse que é necessário implementar um modelo de desenvolvimento sustentável no município e que a ideia não tem a ver com “abraçar árvore e fazer piquenique no parque”, mas realizar ações integradas entre inteligências tecnológicas, saneamento básico e saúde pública no modelo de gestão. A declaração foi feita na manhã desta quarta-feira (30) durante a live do portal iG com os elegíveis da capital paulista.

Eleita em 2018 como deputada estadual com quase 40 mil votos, Marina é uma das lideranças apoiadas pelo movimento RenovaBR. Entre as propostas da candidata voltadas para o meio ambiente, está a discussão sobre a despoluição do Rio Tietê .

“Eu tenho 33 anos. Me envolvi na discussão do Rio Tietê enquanto deputada estadual. Dentro desse processo estive com pessoas que estão há 34 anos discutindo o mesmo assunto”.

A candidata reforça que é preciso mudar a forma de fazer política para que os problemas sejam solucionados. “A gente precisa pensar em formas mais inteligentes de pensar a cidade. Não adianta olhar somente para o rio e não para a cidade. Assim, não vamos resolver o problema”, explica.

Além da bandeira verde, Helou defende uma maior ampliação das mulheres no cenário político, além de candidatos periféricos e pessoas negras. “Não da mais pra fazer a mesma coisa de sempre e esperar resultados diferentes”, esclarece.

Descentralização

A descentralização de investimentos na capital paulista está entre as pautas de gestão de Marina Helou . Na visão da candidata, é preciso que haja oportunidades de emprego e moradia nos bairros fora do centro de São Paulo. Marina explica que para construir essas oportunidades é preciso ouvir o que dizem as periferias.

Minhocão abaixo

A candidata do Rede quer a demolição do Elevado Presidente João Goulart por entender que a transformação do espaço em parque não muda totalmente os problemas da regiçao. Helou diz que ainda que a ideia de um parque seja “muito simpática”, a parte de baixo do Minhocão continuaria sem iluminação e perigoso.

A solução, para ela, seria derrubar com segurança o elevado. Ela compreende que será difícil devido ao baixo orçamento, gerado pela crise da pandemia. Para driblar a falta de verba, a ideia da candidata é a criação de um fundo para investir no projeto de melhorias para a região.

Volta às aulas na pandemia

A espera para o retorno das aulas na educação básica é vista como um “erro grave” da gestão municipal para Helou . A candidata reforça que a educação básica precisa ser feita de maneira presencial para que o desenvolvimento cognitivo e social das crianças não seja comprometido.

“A primeira infância é a etapa da vida é onde a gente aprende e desenvolve a nossa capacidade cognitiva e emocional”. Ao mesmo tempo, a candidata explica que o governo municipal ficou devendo um protocolo para que a volta às aulas ocorresse de maneira segura, como a verificação das necessidades básicas de cada unidade de ensino. “A gente está falando de um impacto gigantesco para os alunos”, disse sobre a ausência das aulas.

Cracolândia

O uso abusivo de drogas e o tráfico localizado no centro de São Paulo será avaliado sob a ótica de planejamento a longo prazo, conforme prometeu Marina Helou, caso seja eleita. A candidata explica que é “impossível ter resultados concretos” sem a ajuda de igrejas, sociedade civil da polícia e do estado, para combater a situação, associadas à oportunidades para os usuários.

“A gente precisa combater as grandes cadeias do tráfico” e complementou: “Não adianta tirar o problema do centro e ele se espalhar por toda a cidade”.

Zeladoria

A parceria com a população é vista como um fator decisivo para que a zeladoria da cidade de São Paulo possa melhorar, de acordo com Marina Helou. A aposta é em planos regionais que possam resolver as particularidades de cada uma das áreas paulistanas. “Construir soluções com as pessoas que tragam a corresponsabilidade de que a cidade é nossa é um grande pilar de como a gente vai melhorar a zeladoria urbana”.

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Especialistas defendem Rede de Atenção Psicossocial

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As mudanças no arcabouço legal que baliza o tratamento em saúde mental foram criticadas durante seminário virtual realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial da Assembleia Legislativa (Ales), nesta sexta-feira (9). Os presentes destacaram a necessidade de defender o modelo da Rede de Assistência Psicossocial (Raps) e apontaram equívocos no utilizado pelas comunidades terapêuticas.

A deputada Iriny Lopes (PT) abriu os trabalhos fazendo um breve histórico da luta dos profissionais que trabalham com a saúde mental. Ela ressaltou, em especial, a “Carta de Bauru”, manifesto contra a lógica de tratamento baseado em hospitais psiquiátricos. O documento foi produzido no II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental, em 1987.

Outro ponto relevante citado pela petista foi a aprovação em 2001 da Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei Federal 10.216/2001), que instituiu novo modelo de tratamento em saúde mental. Entretanto, lamentou o que classificou de “retrocessos” na área, como a Nota Técnica 11/2019, do Ministério da Saúde (MS), que permitiu a internação de pacientes em hospitais psiquiátricos e uso de aparelhos conhecidos como de eletrochoque (eletroconvulsoterapia).

Para a psiquiatra e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) Ana Paula Guljor, o País está vivendo uma espécie de “contrarreforma” na área pautada na mudança de um projeto de Estado com um pensamento mais conservador.

“Num período em que se observa um risco no processo de construção da democracia, as políticas de saúde mental se encontram em risco pela fragilização do suporte da mobilização social e em políticas voltadas para população em geral, mas principalmente para os mais vulneráveis”, disse.

Ela citou que num passado recente ocorreram o fechamento de hospitais psiquiátricos, a construção dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), articulação com as unidades de atenção primária e a edição da Portaria 3.088/2011, que instituiu a Raps. Contudo, que a falta de mais investimentos e uma disputa no campo da psiquiatria fortaleceram discursos contrários à luta antimanicomial.

Quem também participou do evento foi o psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria e Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Pedro Gabriel Delgado. Ele pontuou que o cenário atual da pandemia do novo coronavírus acentuou o sentimento de desamparo das pessoas e lamentou os cortes de recursos públicos na área da saúde.

“A PEC de congelamento dos gastos produziu efeitos, depois houve a emergência de um governo no Executivo cuja pauta contaria item por item todos os pontos que levantamos nas reformas sanitárias, no campo dos direitos humanos, nas políticas sociais, mas principalmente no campo da atenção psicossocial e da luta antimanicomial. É uma experiência opressiva para as pessoas”, enfatizou.

Delgado ainda argumentou que o isolamento provocado pela pandemia chamou a atenção para questões como a necessidade de aprofundamento da inclusão digital, pois muitos pacientes ficaram sem atendimento pela ausência de mecanismos. “Há iniquidade digital. Vamos viver por um tempo as ações presenciais pela forma remota. É necessário que as pessoas tenham acesso. A exclusão digital demonstra os problemas sociais”, salientou.

Também participaram do seminário os deputados federais do PT Helder Salomão (ES), que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal; e Érika Kokay (DF), que coordena a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial.

De acordo com Kokay, o Brasil tem dificuldades de reconhecer o que definiu como “seus próprios holocaustos”, como os hospícios. Ela disse que houve um movimento para o não financiamento da Raps com o intuito de retornar com os hospitais psiquiátricos e que esse tipo de instituição retira os traços identitários dos usuários. Por fim, a parlamentar convidou os presentes a participarem de uma reunião no próximo dia 16 com todas as frentes que abordam o tema no país.

Depoimento

Silvandira Pinto dos Santos, usuária da Raps, que frequentou o Caps Mestre Álvaro, Serra, deu um depoimento para reforçar a importância da rede no contexto do tratamento em saúde mental. “Aprendi a ser protagonista da minha história com 40 anos em um tratamento do Caps. (…) Estou aqui em defesa dos direitos humanos, da luta antimanicomial, plenamente de acordo com esse movimento de resistência por dias melhores”, afirmou.

Ela classificou como fundamental o trabalho dos psicólogos na recuperação dela e que gostaria que sua história de vida fosse mostrada para toda a sociedade. “Eu me tornei uma pessoa liberta das amarras. Eu me apropriei das minhas faculdades mentais porque tive o respeito dos profissionais da saúde mental”, exaltou.

Denúncia

A representante do Fórum Metropolitano sobre Drogas Fabíola Leal falou que houve um aumento vertiginoso, entre 2014 e 2019, da injeção de dinheiro público estadual em internações compulsórias. “Saltou de R$ 13 milhões para R$ 39 milhões o valor gasto com internações compulsórias de pessoas que usam drogas em clínicas psiquiátricas e comunidades terapêuticas. Quantos Caps e demais serviços a gente não conseguiria implementar com esses valores?, indagou. Ela pediu criação da uma CPI na Ales sobre o tema.

Iriny Lopes respondeu que para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito seria necessário um trabalho de convencimento para colher assinaturas dos colegas parlamentares e que ainda precisaria de um relatório consistente porque para instalar uma CPI era preciso um fato determinado.

Leal ainda contou que em 2015 o movimento conseguiu uma grande vitória com o fechamento da Clínica Santa Isabel, em Cachoeiro de Itapemirim, que tinha mais de 400 leitos conveniados o Sistema Único de Saúde (SUS), mas que foram surgindo outros locais de internação como comunidades terapêuticas que vêm sendo denunciados.

O professor Delgado falou que as comunidades terapêuticas tinham muita força junto à classe política. “Muitas são bem intencionadas, possuem relatórios interessantes, mas invariavelmente desrespeitam os direitos humanos e são instituições mais de confinamento do que de tratamento”, lamentou.

Iriny falou que não acreditava no modelo de trabalho desenvolvido pelas comunidades terapêuticas. “Acho que todas as religiões devem se organizar para ajudar a minorar os problemas, as dores, os sofrimentos, mas que deveriam se afastar dessa questão de trabalhar como terceirizados. (…) A religião não pode funcionar como ONG que vai trabalhar com recursos públicos”, concluiu. 

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