conecte-se conosco


Nacional

Manifestação em apoio a Bolsonaro marca maior feira agropecuária do País

Publicado

em

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) foi direto ao ponto: “Eu peço pra vocês o apoio, principalmente sobre governabilidade. Eu tenho dado minha cara a tapa, às vezes eu falo mais do que eu deveria”, disse à plateia composta principalmente por representantes de entidades de classe do agronegócio. “Vocês têm que cobrar dia e noite”, reforçou.

O apelo da senadora do partido do governo para que o agronegócio
pressione os parlamentares da bancada ruralista a trabalhar pela aprovação das reformas e do pacote anticrime do ministro Sergio Moro foi feito na cerimônia de lançamento do Movimento Brasil Verde Amarelo. Composto por 76 associações de produtores rurais de todas as regiões do país, o movimento foi anunciado na AgroBrasília – uma das maiores feiras agropecuárias do país.

Entre os apoiadores estavam a Aprosoja (com diversas representações regionais), que reúne os maiores produtores de soja, diversos sindicatos patronais rurais e organizações como a Andaterra, Associação Nacional em Defesa dos Pecuaristas, Agricultores
e Produtores Rurais, que “defende os interesses de classe perante três esferas do poder (legislativo, executivo e judiciário)”, segundo o site
da entidade.

O movimento foi lançado no dia seguinte às manifestações pela educação, mas já estava sendo articulado por representantes dessas entidades em grupos de WhatsApp desde março. Em 25 de abril, a Andaterra, uma das coordenadoras do movimento, já divulgava em seu site o modelo de camiseta que os produtores deviam usar durante o ato
.

Divulgação/AgroBrasília

Lideranças de 76 associações do agronegócio lançaram no último dia 16 de maio o Movimento Brasil Verde e Amarelo


Os representantes do agronegócio saíram na frente em defesa do governo por eles eleito, como lembraram diversos discursos na cerimônia de lançamento, à qual a Pública
compareceu. No dia seguinte ao ato na AgroBrasília
, o presidente Bolsonaro divulgaria um texto em grupos de WhatsApp
em se dizia impedido de governar por “corporações” que dominariam o país e o Parlamento. O texto atiçou a militância contra o Congresso e o STF – também citado – convocada pelo presidente para uma manifestação no próximo domingo, à qual as entidades se organizam para comparecer e dar apoio em suas regiões de influência. Além de mobilizações de rua, estão previstas manifestações em futuras feiras agropecuárias e eventos do setor, além do lançamento de um site que visa monitorar o posicionamento dos integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) em relação às reformas e ao pacote anticrime.

Leia mais:  Doria anuncia expansão da Linha 2-Verde do Metrô e a compra de 22 novos trens

Os representantes do agronegócio já estavam preocupados há meses com a dificuldade de aprovar pautas do governo no Congresso. Uma situação que só se agravou, com o Legislativo emitindo sinais de independência. Nesta semana pode ser votado um projeto de reforma tributária próprio
– já criticado por Guedes. Um texto de reforma da Previdência diferente da proposta do governo também está sendo cogitado, como anunciou
na última sexta-feira o líder da Comissão Especial da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), que declarou que o país já vive um “semiparlamentarismo”
.

“O nosso papel como produtores, como lideranças, é justamente deflagrar, dar início a um grande movimento nacional que tem hora e tem dia pra começar, que é agora, mas não tem hora pra acabar. Nós só vamos nos desmobilizar quando a última das três reformas quedar-se aprovada pelo Parlamento, sancionada pelo Executivo”, disse um dos articuladores do Movimento Verde Amarelo, Jeferson Rocha, da Andaterra, durante o ato.


E o DEM? Pergunta senadora do PSL

A senadora do PSL, presidente da Comissão de Agricultura do Senado, apelou aos empresários para que se manifestassem junto aos partidos que apoiaram Bolsonaro na campanha e que não estão comprometidos com o governo, citando diretamente o DEM, legenda que abriga boa parte dos ruralistas. “Temos o PSL inteiro, temos o partido Novo dando apoio incondicional para a reforma [da Previdência], aí nós temos o DEM, que é da base do governo, tem três ministérios. Nós demos total apoio para eleger Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre [para a presidência da Câmara e do Senado, respectivamente]. E o DEM votando contra [a reforma da Previdência], um ou outro parlamentar a favor. Cadê a articulação desse partido?”, questionou Soraya Thronicke.

Leia mais:  Homem confessa ter assassinado esposa 24 anos após cometer crime

“Deveríamos ter elegido mais candidatos do PSL, que estão com o governo incondicionalmente. Ajudamos a eleger pessoas de outros partidos e coligações, que se utilizaram da imagem do presidente Bolsonaro
na hora que era interessante. Cadê esses parlamentares? Vocês estão aqui do Brasil inteiro, em cada estado vocês sabem quem se utilizou da imagem do Bolsonaro. Essa conta tem que ser feita e essa pessoa tem que ser cobrada. Isso é estelionato eleitoral. É mentir”, acusou a senadora.


O superintendente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), Gil Reis, lembrou a plateia de sua força política para chamar os produtores à ação. “Nós precisamos dar sustentação ao homem que nós elegemos. Se não houver reforma, os que têm dinheiro vão mudar daqui. Os que têm conhecimento vão para outro país, onde ganham melhor. Vão ficar os produtores sofrendo aqui. Alguns governantes aqui nós tiramos do poder. O processo é muito simples: um santinho com o nome do político escrito “inimigo do agro” e sai distribuindo. Fizemos isso em vários lugares. Será possível que vocês não entenderam que vocês têm o poder na mão? Pelo amor de Deus, vão às bases. Pegue o deputado que está votando contra a reforma e comece uma campanha contra ele nas bases.”

Reprodução

“Precisamos dar sustentação ao homem que elegemos”, afirma Gil Reis, da ABEG

Convidados, maioria dos políticos faltou

Apesar do peso econômico e político do setor, os convidados do governo não vieram – os ministros Moro e Guedes mandaram representantes e o secretário da Previdência, Rogério Marinho, que havia confirmado presença, não compareceu. Outros parlamentares foram chamados, mas, além da senadora Soraya, só havia o deputado Giovani Cherini, do Rio Grande do Sul.

Divulgação/AgroBrasília

Única parlamentar da base governista presente ao evento, Soraya Thronicke (PSL-MS) fez uma cobrança direta ao DEM

Expulso do PDT por apoiar o impeachment de Dilma, hoje ele está em um dos partidos do Centrão, o PR. Estranhando a ausência dos colegas parlamentares, seu discurso foi na contramão dos demais ao atribuir ao governo a dificuldade de se articular com o Congresso: “Vieram dois, né? Porque ninguém quer se comprometer”. “Há poucos dias um ministro me disse assim: ‘Deputado, tu que é coordenador da bancada gaúcha, temos que aprovar a reforma da Previdência’. Eu falei: ‘Eu voto. Fui da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], votei a favor. Voto a favor agora na Comissão Especial, que eu sou membro. Só que esse discurso de vocês, dos técnicos, é um discurso lindo pra quem não entende de política’. Eu perguntei: ‘O senhor tem filhos?’. E ele disse: ‘Tenho’. E eu perguntei: ‘O que o senhor fazia pros seus filhos dormirem?’. Ele disse: ‘Eu cantava no ouvido deles’. E eu falei: ‘O governo tem que aprender a cantar no ouvido das pessoas’. Todo presidente da República precisa dialogar com o Parlamento. ‘Toma lá, dá cá’ é a coisa mais certa que existe na política no Brasil e no mundo, mas não o ‘toma lá, dá cá’ da corrupção”, disse. “Eu fiz 153 mil votos. Eu tenho que dar resposta para a minha Soledade, para a minha Não-Me-Toque, para São Borja, que eu fiz 6 mil votos, eu me elegi pra isso”, disse referindo-se a municípios do Rio Grande do Sul.

Leia mais:  Em ato, faixa com dizeres “Em defesa da Educação” é estendida novamente na UFPR

A mensagem de Cherini não agradou aos produtores ouvidos pela Pública
. “Nós ouvimos aqui um parlamentar
dizer que a grande solução é na base do toma lá, dá cá. Isso me deixou até um pouco constrangido em falar alguma coisa. Temos que nos mobilizar e cobrar que nossos representantes deem um pouco de si também, como nós estamos fazendo aqui, estamos deixando nossos afazeres e deslocando essa distância para dar um apoio às mobilizações”, afirmou Cícero José Teixeira, presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (BA).

Divulgação/AgroBrasília

Movimento do agronegócio promete mobilização permanente para pressionar o Congresso pela reforma da previdência, tributária e o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro

Fonte: IG Nacional
Comentários do Facebook
publicidade

Nacional

Operação militar contra incêndio na Amazônia pode ser prorrogada por um mês

Publicado

em

source
Bombeiros tentam apagar queimadas na Amazônia arrow-options
Fotos Públicas
Forças Armadas estão na Amazônia desde o dia 24 de agosto deste ano

A Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) das Forças Armadas para combater focos de incêndio na Amazônia pode ser prorrogada por mais um mês devido à permanência do tempo seco no Norte e no Centro Oeste do Brasil. Ao participar da 16ª Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, disse que tratará do assunto com o presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (20), em uma reunião.

“Tenho um despacho com o presidente da República ainda hoje e vamos ver a necessidade e as solicitações de ser prorrogada ou não. O mês de setembro está sendo visualizado pelos especialistas como tão seco ou igual a agosto. Talvez a permanência das Forças Armadas seja conveniente”, disse o ministro, que acredita que a operação na Amazônia vai continuar. “A princípio, sim”, respondeu a um repórter que perguntou se a operação deve permanecer.

Leia também: “Queimada tem todo ano, até por uma questão de tradição”, diz Bolsonaro

Azevedo e Silva apresentou dados de 29 dias da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia Legal, que foi realizada a partir da solicitação dos governos estaduais da região. O decreto presidencial que fundamenta a operação é válido até o dia 24.

Foram combatidos mais de 500 focos de incêndio no período. Cerca de 2,1 mil militares foram capacitados como brigadistas e 51.913,33 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente foi apreendida. Ao todo, a operação resultou em 106 termos de infração que somam R$ 28,3 milhões em multas.

O ministro afirmou que a maior preocupação com os focos de calor está concentrada no norte de Mato Grosso e no sul do Pará. Também preocupam o centro-sul do Mato Grosso e Goiás.

Leia mais:  Adolescente morre após fazer o "desafio do desodorante"

“Não temos preocupação na mata nativa”, disse Azevedo e Silva.

Durante sua palestra, o ministro apresentou gráficos que indicavam que a quantidade de focos de calor registrada em agosto de 2019 superou a média histórica, mas ficou abaixo dos piores anos desde 1998.

Leia também: Governo discute maior plano de exploração da Amazônia desde a ditadura, diz site

“Tem muita propaganda negativa em relação a isso que não corresponde com a realidade vivida agora”, afirmou ele, que explicou que os focos de calor não são necessariamente focos de incêndio.

Orçamento

O general também disse que o ministério pode ter um “alento” no orçamento deste ano, com um possível descontingenciamento de recursos que beneficiaria todos os ministérios. Segundo Azevedo e Silva, o Ministério da Defesa foi o mais afetado pelo contingenciamento, com 49% dos recursos bloqueados.

“Estamos em tratativas para melhorar o Projeto de Lei Orçamentária do próximo ano em relação às Forças Armadas. Temos nossos projetos e não podemos atrasar mais o custeio nosso”.

Fonte: IG Mundo
Comentários do Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie
Agricultura48 minutos atrás

Mapa apoia Agrohackathon 2019, que vai debater soluções tecnológicas para a gestão de riscos rurais

O uso da tecnologia aliada na gestão dos riscos da produção agrícola será debatido pelos participantes do Agrohackathon 2019, entre...

São Mateus2 horas atrás

Banda Thock com novos contratados faz show inédito no interior de São Mateus

Com novo ritmo do momento, o arrocha, a Banda Thock apresenta suas novas estrelas da música banana. Será logo depois da Festa...

São Mateus2 horas atrás

Estadual de natação: Mais de 2 mil pessoas aguardadas para competição no Cepe  

A etapa estadual do 5º Festival FAC de Vinculados de Natação, que acontece no Cepe, de São Mateus neste sábado...

Carros e Motos3 horas atrás

Toyota Corolla é o primeiro híbrido nacional. Confira detalhes no vídeo

O novo Toyota Corolla 2020 é o primeiro carro hibrido fabricado no Brasil e também o primeiro hibrido flex produzido...

Carros e Motos3 horas atrás

Veja 5 carros projetados por Anísio Campos, que faleceu aos 86 anos

arrow-options Reprodução Anísio Campos esteve na linha de frente da indústria automotiva, na era dos fora de série O saudoso...

Carros e Motos3 horas atrás

City K-ZE, primo do Kwid, chega como opção de SUV elétrico de baixo custo

arrow-options Divulgação SUV elétrico da Renault já mostra a mudança visual que chegará também no Kwid A Renault não vem...

Carros e Motos3 horas atrás

A nova Harley-Davidson Low Rider S em grande estilo

arrow-options Divulgação A novísima Harley-Davidson Low Rider S foi avaliada nas estradas da Califórnia Como faz todos os anos, a...

São Mateus

Regional

Estadual

Nacional

Policial

Mais Lidas da Semana