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Mais de 1,3 milhão de pessoas vivem na pobreza no ES, revela levantamento

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Foto: Reprodução

O drama das pessoas que vivem na pobreza e extrema pobreza no Espírito Santo ganhou números oficiais, que foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves, nesta quinta-feira (14). Pelo menos um quarto da população capixaba está entre essas classificações. Somadas, pobreza e extrema pobreza atingem cerca de 1,3 milhão de pessoas.

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E num período em que a economia mostra sinais que o poder de compra da população mais carente, entender que a linha de corte é que milhares de pessoas e famílias vivem com menos de R$ 500 por mês demonstra que conseguir se alimentar é um desafio diário. De acordo com os números mais recentes do Instituto Jones, no Espírito Santo, a pobreza e a extrema pobreza atingiram respectivamente 26,3% e 6,7% da população: 1.079 milhão de capixabas vivendo com até R$ 486,70 per capta mensais e cerca de 274.605 pessoas vivendo com até R$ 168,13.

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Segundo o diretor-presidente do Instituto, Daniel Cerqueira, é importante também olhar os números nacionais para entender onde o Espírito Santo se encaixa. “A pobreza e a extrema pobreza atingiram respectivamente 29,4% e 8,4% da população: 62,5 milhões de brasileiros vivendo com até R$ 486,70 per capta mensais e cerca de 17,8 milhões de brasileiros vivendo com até R$ 168,13. A situação do Espírito Santo segue a reboque do Brasil e sofreu historicamente com desemprego, baixo crescimento e, mais recentemente, a inflação dos itens básicos. E isso corrompeu o poder de compra. O que vimos é que cresceu os números da pobreza”, alertou.

O diretor apontou que entre 2012 e 2021 a proporção de pessoas pobres e extremamente pobres no território capixaba foi substancialmente inferior à média dos Estados, mantendo certo paralelismo com a situação nacional. “No período observado, o Espírito Santo era a 11ª Unidade da Federação com a menor taxa de pobreza. Em 2021, quando foi encerrado o pagamento do Auxílio Emergencial, o ES voltou a essa posição”, explicou.

Estado

“Quanto à parcela da população extremamente pobre, desde 2019 o Espírito Santo estava conseguindo diminuir a proporção da população nessa situação, mas com o fim do Auxílio Emergencial em 2021 houve aumento dessa parcela populacional, paralelo ao que se observou na média”, alertou. “Contudo, se até 2018 o Estado constava sempre como a 11ª ou 12ª unidade da federação com menor taxa de extrema pobreza, a partir de 2019 avançou para a 9ª ou 10ª posição com a menor taxa de extrema pobreza”, completou.

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O combate a essa problema com mudança de cenário para essa população deve estar presente em políticas públicas. De acordo com os dados do Instituto Jones, o orçamento destinado para transferência de renda às famílias em situação de extrema pobreza aumentou oito vezes, entre 2018 e 2021, passando de R$ 17 milhões para R$ 136 milhões.

 

Governo

A secretária estadual de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Cyntia Grillo, também estava presenta na divulgação dos dados e apontou que iniciativas capixabas contribuíram para atender programas de transferência de renda e, assim minimizar, o impacto do baixo rendimento.

“Instabilidades políticas e econômicas, agravadas pela pandemia, contribuíram para esse problema, assim como a inflação. E no meio dessa crise, os pobres são mais atingidos. Controlar isso apenas pela administração de um estado é difícil e, por isso, o comando federal é importante. Mas há continuidade de iniciativas no ambiente estadual. No Espírito Santo evoluímos no orçamento, porém houve retrocesso no envio de verbas de transferência para área e políticas de assistência social”, analisou.

A compra direta de alimentos de agricultores capixabas, assim com a distribuição aos municípios, o pagamento das parcelas do dinheiro pelo programa Bolsa Capixaba às pessoas que cumprem os critérios de baixa renda, são apontadas como iniciativas que trouxeram apoio às pessoas na linha da pobreza no Estado.

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