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Mãe gera polêmica por ser contra vacinar os filhos: “São protegidos por Jesus”

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Quando se trata de vacinar os filhos, existe um grande debate entre os pais. Enquanto muitos são a favor outros acreditam que isso é algo desnecessário e que não contribui para a saúde da criança. Um exemplo é uma mãe de cinco filhos que gerou polêmica no Facebook por dizer que nunca vai dar nenhuma vacina nos filhos porque eles já são “protegidos por Jesus”.

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Uma mãe acredita que não precisa vacinar os filhos porque eles já são protegidos por Jesus e atitude gera debate
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Uma mãe acredita que não precisa vacinar os filhos porque eles já são protegidos por Jesus e atitude gera debate


A mãe, cuja identidade foi preservada, escreve o seguinte: “Eu tenho cinco filhos e eles nunca serão vacinados. Eles são protegidos por Jesus porque eu sei que a fé ajuda você a seguir o caminho correto. As mesmas pessoas que me dizem para vacinar são as mesmas pessoas que me dizem que Deus não criou magistralmente este planeta”.

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Segundo informações do site britânico “UNILAD”, o post gerou repercussão e muitos usuários começaram a responder a mãe . Fazendo uma suposta referência a vacina de tétano, uma pessoa tenta provocar dizendo que se um dos filhos dela se machucar com um prego enferrujado como o que usaram para pregar Jesus na cruz, ele ficaria muito mal pelo simples fato de não ser vacinado.

A importância de vacinar  


O OMS diz que vacinar é importante para combater doenças, por isso, alerta os pais
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O OMS diz que vacinar é importante para combater doenças, por isso, alerta os pais


Essa publicação é um exemplo de que muitos pais deixam de vacinar seus filhos e os motivos são diversos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta sobre os riscos dessa atitude e em um comunicado divulgado nos últimos dias explica que essa relutância em dar vacina nas crianças “ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis ​​por vacinação”.

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Segundo a organização, a vacina previne até 3 milhões de mortes por ano, por isso, eles fazem questão de expressar preocupação que sentem ao notar que muitas pessoas são contra a esse método de prevenção. O sarampo, por exemplo, é uma doença que tem registrado um aumento de 30% nos casos, sendo que 72 crianças e adultos morreram por causa dessa doença no ano passado.

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Vacinar é uma das formas mais econômicas de evitar doenças – atualmente previne de 2 a 3 milhões de mortes por ano e outros 1,5 milhões poderiam ser evitados se a cobertura global de vacinação melhorasse”, afirmam os representantes da OMS.

Fonte: IG Delas
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‘Tinja o cabelo’: aluna de medicina faz lista com vezes que sofreu com machismo

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Se você é mulher, certamente já ouviu frases como “Isso não é coisa de menina” ou “Você precisa se comportar como uma moça” quando pequena. Infelizmente, o machismo influencia a vida de uma mulher antes mesmo de ela nascer e isso não acaba quando ela cresce – ainda que seja completamente independente e se sinta plenamente pronta para enfrentar aquilo que disseram que ela não seria capaz de fazer. 

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Posts de Hanna relatando machismo no curso de medicina em sua página no Twitter
Reprodução/Twitter

Hanna relata machismo no curso de medicina em sua página no Twitter

Um exemplo disso foi compartilhado por uma estudante de medicina em sua conta no Twitter. Hanna Yard resolveu listar na rede social todas as vezes que ela foi vítima de machismo durante seu curso, tendo seus colegas e professores como principais opressores.

A jovem de 24 anos, que é de Southampton, usou a hashtag #everydaysexism (ou “#sexismodiário”, em tradução para o português) para fazer uma sequência de posts com comentários que ela e algumas amigas mais próximas ouviram enquanto estudantes mulheres de medicina.

Ela começa contando que já chegou a ouvir de um cirurgião a frase: “É legal finalmente ter algo para olhar através da mesa de operações”, quando eles iriam trabalhar juntos em um procedimento.

Também fala que, diversas vezes quando responde a alguma pergunta corretamente, escuta um “boa menina” de seus professores ou superiores. “Surpreendentemente, nunca ouvi um ‘bom menino’ sendo usado para nenhum dos meus colegas homens”.

Hanna diz que, uma vez, em sua terceira semana com uma equipe cirúrgica, ela chegou à clínica, de roupa social e usando um cordão vermelho brilhante onde estava escrito ‘Estudante de Medicina’ e ouviu o pessoal perguntando: “Você é uma das enfermeiras estudantis?”.

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E essa não foi a primeira vez que ela foi “confundida” com uma enfermeira. Ela foi referida dessa forma por médicos e pacientes, mesmo depois de se apresentar como médica-estudante, semanalmente.

A jovem também revelou que um colega do sexo masculino achou que seria engraçado dizer que ela estava no trabalho para “fazer sanduíches”. “Depois de me apresentar em uma enfermaria como aluna de medicina designada para a equipe do dia, ouvi um ‘Ela deve estar aqui para fazer os sanduíches’, seguido de gargalhadas da equipe masculina”.

Até seu cabelo loiro não escapou dos comentários sexistas. Além de o fato de ela ser referida toda hora como “loira” e não por seu nome durante uma semana, ela afirma que também chegou a ser orientada a tingir o cabelo quando chegou para se matricular na pós-graduação na Universidade de Bristol, em 2013.

Segundo Hannah, ela foi informada por um membro das equipes de admissão da universidade que precisava se certificar de que “se deparou com o caminho certo”. “Quando perguntei o que ele queria dizer, ele disse que para eu ser levada a sério na medicina, provavelmente precisaria pintar meu cabelo e ficar morena. Fiquei chocada! Não podia acreditar que alguém diria isso para mim.”

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Homens não ouviriam os mesmos comentários


Médica loira vestindo jaleco, com feição séria e de braços cruzados
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Estudante de medicina conta que foi orientada a tingir seu cabelo para “ser levada a sério”

Ao jornal britânico The Sun , ela conta que não conhece um único colega do sexo masculino que tenha sido confundido com uma enfermeira, chamado por algum apelido depreciativo ou referido como ‘algo legal de se olhar’.

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“Se alguém na rua falava assim comigo, eu sempre revidava. Mas, quando estou no trabalho não tenho como fazer isso, porque pode afetar a minha carreira”, afirma. “Eu estudei por sete anos e mereço estar aqui”.

“As gerações mais velhas precisam ser educadas e entender que esse comportamento não é aceitável. Não são apenas os alunos que precisam lidar com isso, mas também os membros da equipe do hospital”, enfatiza.

Um porta-voz da Universidade de Bristol, onde o comentário sobre tingir o cabelo foi dito afirmou que a instituição está “totalmente comprometida em ser um lugar onde todos se sintam seguros, bem-vindos e respeitados” e lamentou o ocorrido. 

A Universidade de Cardiff também foi contatada para comentar. “Estamos extremamente preocupados com as alegações que foram feitas e encorajamos qualquer um que tenha experimentado qualquer uma dessas questões para levantá-las através do nosso procedimento formal de reclamações de estudantes”, relata em comunicado oficial.

‘Machismo não é piada’


Cirurgiã lança olhar para quem está vendo a imagem, enquanto médicos estão fazendo uma operação
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Jovem também afirma que ouviu de um colega de profissão que com ela na sala de cirurgia ele teria “algo legal para olhar”

Adanna Anomneze-Collins, presidente da Associação de Estudantes de Medicina do Reino Unido para a Associação Médica Britânica (BMA), defende que “todo comportamento machista ou abusivo é totalmente inaceitável no local de trabalho médico moderno e não deve ser tolerado”.

“Para um  estudante de medicina , ser exposto a atitudes desatualizadas e desrespeitosas pode ter um efeito profundamente negativo, não apenas em seu bem-estar e saúde mental, mas também na forma como eles vêem a profissão em que estão prestes a entrar”, diz.

Ela ainda ressalta que com as mulheres ainda sub-representadas na medicina, “não podemos permitir que tal comportamento impeça médicas talentosas de seguir a carreira”. “A discriminação não apenas prejudica quem é alvo dela, mas cria um ambiente que não é atencioso, não dá suporte e não é colaborativo”.

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Para a presidente da Associação de Estudantes de Medicina do Reino Unido, o comportamento “sexista, desrespeitoso e discriminatório” não deve ser tolerado, e “os empregadores, educadores e corpos profissionais têm um papel a desempenhar para garantir isso”.

Hannah completou um curso de graduação em farmacologia e, em seguida, optou por continuar seus estudos na Universidade de Cardiff. Agora, ela está no quarto ano de um curso de medicina de pós-graduação e faz estágio em hospitais do sul do País de Gales.

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Ao final do tópico no Twitter, Hannah escreveu que “o sexismo na medicina ainda é um problema e algo que não deve ser apenas aceito como ‘uma piada’”. Infelizmente, o machismo ainda é um problema que afeta a sociedade como um todo, e deve ser discutido para que mulheres se sintam confortáveis para serem e fazerem o que quiserem.

Fonte: IG Delas
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