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Libertadores: Líder do Grupo G, Santos enfrenta o Delfín no Equador

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O Santos fecha nesta quinta-feira (24) a participação dos clubes brasileiros na quarta rodada da Fase de Grupos da Copa Libertadores. O Peixe vai encarar o Delfín (EQU) fora de casa, no Estádio Jocay, na cidade de Manta, no Equador, às 23h (horário de Brasília). O time brasileiro é o primeiro colocado do Grupo G, com sete pontos conquistados. Enquanto os equatorianos são o quarto, com um ponto na tabela de classificação.

Se a equipe da Vila Belmiro vencer na noite de hoje (24), nas duas rodadas restantes da Fase de Grupos, basta somar um ponto para assegurar a vaga para as oitavas de final. 

O outro confronto do Grupo G válido pela quarta rodada, aconteceu ontem (23). O Defensa y Justicia (ARG) venceu o Olimpia (PAR) por 2 a 1 na capital Buenos Aires, na Argentina. Com esse resultado, os argentinos alcançaram a vice-colocação, com seis pontos conquistados. Já os paraguaios, com cinco, ocupam a terceira posição. 

A equipe da Vila Belmiro permanece invicta na competição. Nos três primeiros confrontos disputados até o momento, foram duas vitórias e um empate. No Campeonato Brasileiro, os santistas aparecem na oitava colocação. Do outro lado, o Delfín busca a sua primeira vitória na Libertadores, em três jogos, empatou um e perdeu dois. No Campeonato Equatoriano, o adversário dos paulistas é o nono colocado.

Na terceira participação na Libertadores, o Delfín busca avançar pela primeira vez às oitavas de final. Em 2018 foi eliminado na Fase de Grupos, terminando a participação na lanterna do grupo. Já em 2019 parou na Segunda Fase, que é classificatória para a Fase Grupos.

Edição: Fernando Fraga

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Pelé representou “o talento absoluto do futebol brasileiro”

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Como descrever Pelé? “O nível do futebol de Pelé é absoluto. Melhor do que todos os outros. Ele tinha uma habilidade extraordinária, fisicamente era abençoado”, esta é a opinião do jornalista esportivo Márcio Guedes. Em 51 anos de carreira, o comentarista do programa No Mundo da Bola, transmitido aos domingos pela TV Brasil, acompanhou in loco momentos marcantes da vida do craque, como o gol mil e a conquista da Copa do Mundo de 1970, no México.

Com passagens por importantes veículos de comunicação como Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, O Dia, Rede Globo, TV Record, TV Bandeirantes, Correio da Manhã, Jornal da Tarde e ESPN, o jornalista também fala nesta entrevista à Agência Brasil sobre como Pelé ajudou o futebol brasileiro a começar a ser admirado em todo o mundo.

Pelé,Seleção brasileira no aeroporto, durante excursão a Madri, junho 1966. Arquivo Nacional. Fundo Correio da ManhãPelé,Seleção brasileira no aeroporto, durante excursão a Madri, junho 1966. Arquivo Nacional. Fundo Correio da Manhã

Pelé (esquerda) e outros jogadores da seleção em Madri (Espanha) em 1966 – Arquivo Nacional/Correio da Manhã.

Agência Brasil – Qual o momento mais marcante da trajetória de Pelé?

Márcio Guedes – Destacaria dois momentos fora de série. O primeiro deles foi o milésimo gol. Este gol custou a sair. Em vários jogos ele acabou não conseguindo marcar. Chegou então o jogo com o Vasco no Maracanã, e o país inteiro estava mobilizado em torno do gol do Pelé, que acabou saindo em cobrança de pênalti. Todos queriam o gol em uma jogada de campo, mas acabou saindo de pênalti e foi uma alegria, uma festa. Foi notícia no mundo todo. Agora, quando se fala de conquista esportiva, diria que foi a Copa de 1970. Isto porque 1958 foi o início dele, quando apareceu para o mundo. Já em 1962 ele teve uma contusão no segundo jogo e ficou fora de praticamente toda a competição. Então, faltava uma participação intensa e total em um Mundial. Em 1970 ele fez uma Copa muito boa, teve também uma cabeçada no jogo contra a Inglaterra, que o goleiro Gordon Banks defendeu e que é falada até hoje. Então diria que a conquista do Tri, a importante participação dele nessa campanha, e o que ele fez na final contra a Itália, com um gol de cabeça espetacular, foi um momento marcante da carreira de Pelé.

Com três títulos, Pelé é o maior ganhador de Copa do MundoCom três títulos, Pelé é o maior ganhador de Copa do Mundo

Pelé é o único jogador de futebol a conquistar três edições de Copa do Mundo – Direitos reservados/Divulgação CBF.

Agência Brasil – Como profissional, o que representou acompanhar de perto a carreira do maior jogador de todos os tempos?

Guedes – É curioso. Naquela época havia tantos craques, uma variedade tão grande de jogadores espetaculares, que não chegou a ser uma coisa diferente como hoje em dia quando alguém acompanha Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo. Hoje, o argentino e o português estão muito acima dos outros. Pelé estava acima dos outros jogadores de sua época, mas não era tanto assim. Tinha o Garrincha também, que tinha outro estilo, mas era um fenômeno que todos acompanhavam com grande interesse. Outro fator que pode ter servido para dispersar este fascínio é que o país ainda não era tão unido pelos meios de comunicação. Todos sabiam que Pelé era maravilhoso, mas isto só começou a aparecer de forma mais intensa no final dos anos 1960, começo dos anos 1970. Assim, penso que ele começa a ser mais falado após o final de sua carreira.

Agência Brasil – Pelé já afirmou que nunca se sentiu o rei do futebol. A alcunha é justa?

Guedes – Sim, a alcunha é justa. Isto porque o nível do futebol de Pelé é absoluto, melhor do que de todos os outros. Ele tinha uma habilidade extraordinária, fisicamente era abençoado, conseguia ganhar vários lances apenas usando o físico. Era um jogador veloz e oportunista, e até mesmo voltava para marcar os adversários, pelo menos até o meio do campo. Ele era completo, e era um atleta também. Além disso, tinha a cabeça muito boa, não criava caso com ninguém. Você vai a qualquer lugar do mundo, vai à China, ao Japão, à Coreia, à Tanzânia, você fala de Pelé e todos sabem quem é, o maior jogador de futebol de todos os tempos.

Agência Brasil – Qual a maior contribuição de Pelé para o futebol brasileiro?

Guedes – Foi a propaganda que ele fez de nosso futebol. Nos anos de 1950 nosso futebol era considerado muito sem estrutura, taticamente muito ruim. Além disso, o entendimento é que na hora da decisão perdíamos os jogos. Assim, Pelé representou a força do futebol brasileiro, o talento absoluto de nosso futebol. Ele era o maior do mundo e era brasileiro. Então, essa imagem do nosso futebol, que se espalhou por todo o mundo, foi sua maior contribuição.

Edição: Verônica Dalcanal

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