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Kia Sportage renovado fica com visual mais arrojado, mas mantém parte mecânica

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Kia Sportage com retoques no desenho ganhou novos detalhes na grade e faróis de LED na versão topo de linha
Caue Lira/iG
Kia Sportage com retoques no desenho ganhou novos detalhes na grade e faróis de LED na versão topo de linha

Se você é um pouco familiarizado com o universo automotivo, talvez já tenha ouvido falar de Peter Schreyer. Ele é o atual gerente de design da Kia Motors, mas teve passagens por diversas marcas do Grupo Volkswagen, como Bentley, Lamborghini e Audi. Isso explica as linhas arrojadas do carro. Além da inspiração na Porsche, que foi amenizada com a atual reestilização, o Kia Sportage 2019 leva a assinatura do pai do primeiro Audi TT.

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Na verdade, designers têm um papel bem chato na indústria. Eles precisam alinhar seus esboços com os desejos do departamento de engenharia. Em algumas ocasiões, os desenhistas podem apostar em linhas mais robustas, enquanto o verdadeiro desejo dos engenheiros é criar algo mais aerodinâmico. Mas Schreyer parece ter encontrado um ponto de equilíbrio bem minucioso dentro de seu trabalho na versão renovada do Kia Sportage.
A imprensa gringa gosta de dizer que o modelo é mais europeu que asiático.

O Sportage tem a frente alta que chega a lembrar alguns SUVs mais antigos. Neste mundo em que a dinâmica de condução está cada vez mais em pauta entre os utilitários, isso poderia ser uma bola fora para Schreyer. Mas, surpreendentemente, não é! Estamos falando de um SUV com ótima posição de dirigir, combinado aos ajustes elétricos do banco do motorista e altura e profundidade do volante. Não foi à toa que colocamos o Sportage lado a lado contra o Jeep Compass
(líder absoluto da categoria) no ano passado, e sugerimos que o Kia seria uma ótima escolha.

É um modelo robusto, montado em grandes rodas aro 19 com pneus Kumho 255/55. A grade frontal no estilo nariz de tigre e os faróis com “mini-canhões” de LED também contribuem para sua imponência. As rodas também foram redesenhados, com uma proposta mais esportiva e acabamento escurecido.

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Por dentro, destacamos o novo volante, quadro de instrumentos e saídas de ventilação – que foram repaginadas por conta da nova central multimídia. O freio de estacionamento que era no pé foi integrado ao console central. E por incrível que pareça, as mudanças param por aí! Em time que está ganhando não se mexe, diria um técnico ultrapassado.

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Kia Sportage é confortável, mas merecia fôlego extra


Kia Sportage mantém o mesmo motor 2.0 flex da geração anterior, de 166 cv, potência para ir de 0 a 100 km/h em 10,6 s
Caue Lira e divulgação
Kia Sportage mantém o mesmo motor 2.0 flex da geração anterior, de 166 cv, potência para ir de 0 a 100 km/h em 10,6 s

Mesmo na linha 2018, não era um carro que clamava por tantas mudanças. A versão que testamos já integrava itens como sensor de chuva, chave smart key
com acionamento à distância e ar-condicionado de duas zonas. Há também ajustes elétricos para os dois bancos da frente, mas o motorista tem o “plus” de contar com o ajuste de lombar.

Grandalhão, tem 4,48 metros de comprimento, 1,85 m de largura e 1,65 m de altura. Isso garante uma verdadeira sala de estar para os ocupantes do banco traseiro. Andando com um casal de amigos no banco de trás, ninguém se queixou do espaço para os joelhos. Mesmo com teto panorâmico, o espaço para a cabeça também é digno de aplausos.


Kia Sportage teve poucas mudanças no interior. Uma delas fica por conta do freio de estacionamento, que passou a ser eletrônico, aposentando o pequeno pedal do lado esquerdo
Caue Lira e divulgação
Kia Sportage teve poucas mudanças no interior. Uma delas fica por conta do freio de estacionamento, que passou a ser eletrônico, aposentando o pequeno pedal do lado esquerdo

A central multimídia com tela sensível ao toque tem funções rápidas e intuitivas. Ela traz GPS nativo, mas você precisará fazer o download
dos mapas. Ao menos, o espelhamento de tela por meio do sistema Apple CarPlay ou Android Auto é capaz de reproduzir Google Maps e Waze. Os comandos no console central estão bem distribuídos, e são acionados com muita facilidade. Há também o ótimo carregador de celular por indução, que foi bem útil, bem dia em que esqueci o cabo em casa.

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Comparando com o Compass, ficou claro que o modelo da Jeep
raspa com mais facilidade em obstáculos. Os ângulos entrada e saída do Kia são melhores (17,5° e 24,5°, ante 16,2° e 22,2°, respectivamente). Além disso, a suspensão do Sportage é mais rígida, o que controla melhor a oscilação da carroceria , inclusive nas curvas, o que ajuda a transmitir uma sensação de que o carro está mais sob controle. Mesmo assim, absorve bem as irregularidades do solo.

O Sportage tem a força de seu 2.0 de quatro cilindros, com 156 cv de potência e 19,2 kgfm de torque. Os números são suficientes para andar com o SUV de 1.500 kg na cidade, mas poderia ser mais ágil em subidas ou retomadas. De acordo com a marca, ele vai de 0 a 100 km/h em 11 segundos, com velocidade máxima de 175 km/h.

Mas ambos os SUVs
continuam gastanto mais combustível que o ideal. De acordo com dados fornecidos pelo Inmetro,  o Kia faz 6 km/l de etanol na cidade e 7,5 na estrada, ante 5,5 km/l e 7,2 km/l do Compass, respectivamente. E o tanque do Sportage é bem maior, o que acaba rendendo um pouco mais de autonomia (465 km, conforme a fabricante).

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Mesmo com o fim da sobretaxa, o Kia Sportage
2019 ficaria acima do preço competitivo no Brasil se entregasse todos os equipamentos disponíveis na Europa. Mas o SUV cumpre bem seu papel, contando com um ótimo conjunto no cômputo geral. Por R$ 137.990, faz boa frente ao Jeep Compass. O único empecilho é a rede de concessionárias mais enxuta, comparado ao modelo concorrente, da Fiat-Chrysler.

Ficha técnica

Preço: a partir de R$ 137.990

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Motor:  2.0, quatro cilindros, flex

Potência:  166 cv (E) / 159 cv (G) a 5.300 rpm

Torque:  20,5 kgfm (E) / 19,9 (G) a 4.000 rpm

Transmissão:  Automático, seis marchas , tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / multibraço (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteiros) / discos sólidos (traseiros)

Pneus:  225/55 R18

Dimensões: 4,42 m (comprimento) / 1,82 m (largura) / 1,64 m (altura), 2,64 m (entre-eixos)

Tanque: 60 litros

Porta-malas: 410 litros 

Consumo gasolina: 8,1 km/l (cidade) / 10.5 km/l (estrada)

0 a 100 km/h: 10,6 segundos 

Velocidade máxima: 192 km/h  

Fonte: IG Carros
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Chevrolet Onix Plus enfrenta o rival Honda City. Qual dos sedãs vence?

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Chevrolet Onix Plus tem detalhes modernos como as luzes diurnas de LED embutidas nos para-choques

Foi assim com a décima geração do Honda Civic, quando chegou ao Brasil, em 2017. Ou com a Fiat Toro, no ano anterior. E com outros modelos que logo se tornaram referência do segmento. Agora, com chegada do Chevrolet Onix Plus ao País, no terreno dos sedãs compactos, todos têm um novo líder a seguir. Até mesmo o bem sucedido VW Virtus precisa se cuidar.

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Aliás, a reportagem de iG Carros chegou a entrar em contato com a Volkswagen para pedir um Virtus, que seria incluído no comparativo, mas a marca nos disse que não tinha o modelo disponível, nem na versão 1.0 TSI, ou na 1.6 MSI. Então, nos restou continuar a matéria apenas com o Honda City, que está prestes a mudar de geração no Japão e deverá chegar ao Brasil em 2021. 

Logo de cara já dá para dizer que o modelo da GM ficou com a vitória com facilidade. Entre outros quesitos, mesmo sendo a versão topo de linha e com uma longa lista de equipamentos, o Onix Plus Premier (a partir de R$ 73.940) ainda consegue ficar mais em conta que o Honda City EX (R$ 80.300), bem menos equipado e com um conjunto mecânico que já pede novidades há um tempo.

Sim, a diferença de custo-benefício entre os dois é grande. Mas apenas para ficar claro, ambos são exatamente da mesma categoria, com entre-eixos de 2,60 m e apenas um centímetro a mais de comprimento a favor do GM (4,47 m ante 4,46 m do Honda). Só para citar os principais itens do Onix Plus Premier, o carro vem com seis airbags e controle de estabilidade (ESP), monitoramento de pressão dos pneus, partida por botão e a melhor central multimídia atualmente, com tela de 7 polegadas, de alta-resolução e que pode ter acesso à internet a bordo, via 4G, como opcional.

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No City, a Honda consegue oferecer um pacote bem mais modesto que inclui ar-condicionado digital, câmera de ré,  volante multifuncional revestido de couro, controlador de velocidade de cruzeiro (“piloto automático”), computador de bordo que informa autonomia e uma central multimídia que pede mudanças o mais breve possível (apenas para se ter uma ideia, existe um botão “dia/noite” para você conseguir visualizar as informações na tela durante o dia).

O único quesito em que o City supera o Onix Plus é no tamanho do porta-malas, de 536 litros ante 469 litros do GM. De resto, o modelo da Chevrolet fica na frente do Honda, que conta com motor 1.5, aspirado, de quatro cilindros, o mesmo que começou a ser usado no Fit, há 11 anos. Rende os mesmos 116 cv de potência que o 1.0 turbo, de três cilindros, da GM, que tem 50% a menos de cilindrada.

 Acelerando o Chevrolet Onix Plus

Chevrolet Onix Plus azul arrow-options
Divulgação
Sedã da GM consegue rodar até 690 quilômetros na estrada com um tanque de gasolina, conforme o Inmetro

Não é à toa que a potência específica do 1.0 da GM é de 116,1 cv e do Honda, 77,5 cv. Na prática, a maior eficiência do motor turbo, de três cilindros, de origem Opel, é a resposta mais ágil ao comando do acelerador. Afinal, são 16,8 kgfm de torque a meros 2.000 rpm, ante 15,3 kgfm a altos 4.800 rpm. Somado ao pacato câmbio CVT, no Honda,  o melhor é aceitar a falta de fôlego e ir devagar com o andor, sem acelerar demais, já que o nível de ruído aumenta bastante, junto com o consumo.

No Onix Plus, a situação é o contrário. Pode acelerar que o bom isolamento acústico vai impedir que o excesso de ruído invada o interior do carro. Além disso, o desempenho é melhor no GM. Conforme os dados das fabricantes, para acelerar de 0 a 100 km/h o Onix precisa de 10,9 segundos, ante 11,3 s do Honda, cuja máxima fica em 175 km/h, contra 185 km/h do Chevrolet.

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Ambos são carros estáveis nas curvas, mas o GM tem controle eletrônico de estabilidade, item que o Honda não tem nem como opcional. Os dois também vêm com rodas de aro 16, mas no Onix os pneus são um pouco mais largos (195/55R 16, ante 185/55R 16), o que também ajuda a transmitir mais segurança. Porém, é bom lembrar que nem um nem outro tem freios a disco nas quatro rodas, com tambores no eixo traseiro, o que aumenta o risco de fadiga quando mais exigidos, como em descidas de serra. 

O consumo menor do Onix Plus Premier 1.0 turbo é outra vantagem. Conforme o Inmetro, o GM faz até 15,7 km/l de gasolina na estrada, ante 14,5 km/k do Honda. Na cidade, com etanol, ambos de equivalem. Com 8,6 km/l do Onix e 8,5 km/l do Honda, que tem menor autonomia na estrada, com gasolina, de 667 km, contra 690 km do Chevrolet.

Conclusão

 O Chevrolet Onix Plus acaba de chegar às lojas e já superou até as vendas do principal rival, o VW Virtus, na primeira quizena de outubro, conforme balanço da Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos). Já se tornou referência no segmento de sedãs compactos.

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 Quanto ao Honda City, resta apenas esperar pela chegada da nova geração, que vai ser mostrada em 2020 e deverá chegar ao Brasil, no ano seguinte, enfim, com conjunto mais moderno e eficiente que deverá incluir um novo motor 1.0, turbo.

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Ficha técnica

Chevrolet Onix Plus

Motor: 1.0, três cilindros, turbo, flex

Potência : 116 cv a 5.500 rpm

Torque: 16,8 kgfm (E) / 16,3 (G) a  2.000 rpm

Transmissão:  Automático, seis marchas, tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira e traseira) 

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 195/55 R16 

Dimensões: 4,47 m (comprimento) / 1,73 m (largura) / 1,47 m (altura), 2,60 m (entre-eixos)

Tanque : 44 litros

Porta-malas: 469 litros 

 Consumo: 12 km/l (cidade) /15,7 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 10,9 segundos 

Vel. Max: 185 km/h 

Honda City EX

Motor: 1.5, quatro cilindros, flex

Potência : 116 cv (E)/115 cv (G) a 6.000 rpm

Torque: 15,3 kgfm (E) / 15,2 (G) a  4.800 rpm

Transmissão:  Automático, CVT, tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira e traseira) 

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 185/55 R16 

Dimensões: 4,46 m (comprimento) / 1,70 m (largura) / 1,49 m (altura), 2,60 m (entre-eixos)

Tanque : 46 litros

Porta-malas: 536 litros 

 Consumo: 12,3 km/l (cidade) /14,5 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 11,3 segundos 

Vel. Max: 175 km/h

Fonte: IG Carros
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