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Saúde

Juíza nega a cubano escolha de cidade prioritária em edital dos Mais Médicos

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Na ação, o médico cubano alegou que é formado na Universidade de Havana, e que exerceu a profissão no Mais Médicos
Divulgação/ José Cruz/ Agência Brasil

Na ação, o médico cubano alegou que é formado na Universidade de Havana, e que exerceu a profissão no Mais Médicos

Um médico cubano entrou com uma ação na Justiça para ter prioridade na escolha do município onde atuaria no programa Mais Médicos. No entanto, o pedido foi negado pela juíza federal da 5ª Vara Cível de Brasília, Diana Wanderlei. De acordo com a legislação, o direito compete somente a brasileiros formados no exterior.

Na ação, o médico alegou que é formado na Universidade de Havana, e que participou do Mais Médicos entre março de 2014 e maio de 2017. Após o fim do contrato, ele decidiu não cumprir com a obrigação de voltar a Cuba e pediu refúgio ao Brasil.

De acordo com a defesa do médico, na condição de refugiado, ele teria os mesmos direitos de qualquer outro brasileiro formado no exterior. No entanto, ao se inscrever em novo edital do programa, foi negada ao cubano a prioridade na escolha do município onde atuaria.

Ao negar o pedido do médico cubano , a juíza ressaltou que, “deve o impetrante se, de fato, tiver o intento de permanecer no Brasil, inicialmente, ter o status de refugiado reconhecido pelas autoridades brasileiras, e, posteriormente, estar atento ao fato de que, mesmo como refugiado, não usufruirá integralmente da plenitude de todos os direitos gozados pelos nacionais brasileiros, diante da autonomia soberana da República Federativa do Brasil, que avaliza quais os direitos e as suas cargas de intensidade a serem concedidas aos estrangeiros refugiados no país”.

Vagas do Mais Médicos


Inscritos no Mais Médicos têm prazo para comparecer nos municípios escolhidos
Divulgação/ Ministério da Saúde

Inscritos no Mais Médicos têm prazo para comparecer nos municípios escolhidos

O último balanço do programa, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Ministério da Saúde, aponta que das 8.517 vagas abertas após a saída dos médico cubanos 1.462 ainda não foram preenchidas , número representa 17,2% dos postos de trabalho.

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Na quinta-feira (10), o prazo para que médicos brasileiros com registro profissional no país se apresentassem nos locais onde escolheram atuar terminou. Nesta fase dos novos editais, dos 1.707 que se inscreveram nesta etapa de seleção, 1.087 compareceram aos municípios escolhidos.

As 620 vagas que não foram ocupadas foram somadas a outras 842 que também não tinham sido preenchidas após o fim da primeira etapa, encerrada em 18 de dezembro. Agora, as mais de 1,4 mil vagas serão oferecidas a médicos que têm diploma estrangeiro — mesmo sem a revalidação do documento. Os brasileiros formados no exterior escolhem os locais de atuação nos dias 23 e 24 de janeiro.

Em seguida, se sobrarem vagas, estrangeiros formados fora do país podem escolher municípios onde trabalhar, nos dias 30 e 31 de janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde , 10.205 médicos brasileiros ou estrangeiros formados no exterior completaram a inscrição de participação no Mais Médicos .

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Saúde

Como um remédio contra dor se tornou a droga que mais mata nos Estados Unidos?

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Pesquisa feita pelo CDC aponta o Fentanil como a droga mais letal nos Estados Unidos
Reprodução

Pesquisa feita pelo CDC aponta o Fentanil como a droga mais letal nos Estados Unidos

Uma pesquisa divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, revelou dados oficiais sobre mortes por overdose no país entre os anos de 2011 e 2016. O número mais assustador é o número de óbitos causados pelo opioide fentanil, que cresceu mais dez vezes no intervelo de cinco anos, se tornando a droga mais mortal entre os norte-americanos.

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Em 2011, 1,662 pessoas morreram pro overdose do opioide. A substância era a décima mais mortal entre os norte-americanos. Já em 2016, o número de mortes por abuso de fentanil  saltou para 18,335. O fármaco representou 28% dos óbitos por overdose nos Estados Unidos, deixando para trás  drogas como a heroína (15,961 mortes) e a cocaína (11,316).

As autoridades locais já estão se referindo à situação como a ” crise dos opioides “, que também inclui substâncias como heroína, hidrocodona, metadona, morfina e oxicodona. Juntos, esses opioides causaram mais de 50 mil mortes por overdose no país apenas no ano de 2016.

De acordo com o órgão federal Administração para Controle de Drogas (DEA), “os incidentes e overdoses relacionadas ao fentanil estão acontecendo em números alarmantes”. O fármaco tem sido a maior preocupação das autoridades, uma vez que é o opioide mais potente do mercado e existem diferentes maneiras para se consumir a substância.

 O que é o fentanil?


Fentanil, opioide usado no tratamento contra dores, se tornou a droga mais mortal nos Estados Unidos
Divulgação

Fentanil, opioide usado no tratamento contra dores, se tornou a droga mais mortal nos Estados Unidos

Criado por Paul Janssen, em 1960, o fentanil é um opioide  sintético utilizado contra dores intensas e, em conjunto com outras substâncias, para anestesias. A substância pode ser entre 50 a 100 vezes mais forte que a morfina e entre 30 a 50 vezes mais potente que o heroína.

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Apenas 2 miligramas da droga podem ser fatais para a maioria dos seres humanos adultos. Em outros casos, pessoas chegaram a morrer ao consumir 0,25 mg da substância. Uma aspirina de uso comum contém 500 mg de ácido acetilsalicílico. Além de ingerida ou aplicada diretamente na corrente sanguínea, o fentanil  pode ser absorvido através do contato com a pele. 

Na Inglaterra, uma bebê de 15 meses morreu após um emplastro contra a dor que a mãe estava usando entrar em contato com a pele da menina. Na Pensilvânia, uma mãe preparou a o copo de leite da filha de 17 meses após usar a droga e a menina também morreu.

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Os Estados Unidos são o país com o maior número de prescrições de opioides por pessoa. São 731,2 para cada mil habitantes. Apesar da marca alarmante, a grande preocupação das autoridades é com a versão “das ruas” da droga, que é importada de países como a China e o México.

Muitas vezes, as pessoas acabam comprando o fentanil sem saber, diz o DEA. Para potencializar drogas como a heroína, traficantes adicionam o fármaco à fórmula com a intenção de viciar o usuário de uma forma mais rápida. Em 2016, uma mistura de fentanil à droga Norco (outro opioide, mas muito mais fraco) causou dez mortes no estado da Califórnia.

Outra preocupação das autoridades é a venda de “similares” ao fentanil. Traficantes tem tentado, com algum sucesso, replicar a fórmula da droga com algumas pequenas diferenças na estrutura química. Segundo o CDC, essas versões tendem a ser ainda mais perigosas.

Existem casos no Brasil?


Brasil luta contra sua própria epidemia de drogas, mas fentanil ainda não é um problema
Thinkstock/Getty Images

Brasil luta contra sua própria epidemia de drogas, mas fentanil ainda não é um problema

O Brasil é um dos países com maiores problemas com as drogas no mundo. O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas disponível, feito em 2012 pela Unifesp, mostrou que 1,8 milhão de pessoas já haviam experimentado crack no País, enquanto 5,6 milhões já haviam feito uso da cocaína. A Pesquisa Nacional sobre o Crack, por sua vez, apontou que a droga tinha cerca de 370 mil usuários regulares espalhados pelas capitais.

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Apesar disso, os opioides ainda não são um problema no território nacional. O Brasil teve um crescimento na compra e prescrição de opiodes nos últimos anos. A taxa hoje é de 4,43 receitas para cada 100 habitantes, bem abaixo dos Estados Unidos. No entanto, pelo menos por enquanto, as drogas parecem estar sendo usadas para o seu fim intendido.

Ainda dentro dos opioides, o fentanil é o menos vendido no País, representando menos de 1% das vendas das substâncias dentro do Brasil. A codeína é responsável por 98% das prescrições e a oxicodonapor 1,8%.

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