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iPhone mais barato em 2020? Apple estaria trabalhando em sucessor do iPhone SE

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Olhar Digital

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Apple pode estar desenvolvendo nova versão do iPhone SE


Depois de alguns anos, a Apple pode estar preparando o lançamento do sucessor do iPhone SE , versão mais econômica que vez sucesso em países em desenvolvimento, como a Índia. O iPhone 9 , como deve ser chamado, pode ter dois modelos, o normal e o Plus, segundo os rumores.

Embora o design ainda não esteja confirmado, acredita-se que a Apple trabalhe com um telefone com uma tela de 5,5 polegadas e com a volta do botão home para o seu modelo normal. Já versão Plus teria uma tela de 6,1 polegadas, borda mais fina e um notch para a câmera frontal . Os rumores também apontam que o preço base do iPhone 9 deve ser de US$ 499,00, o que resulta em R$ 2.017,00 em uma conversão direta.

Leia também: iPhone XR é smartphone mais vendido no mundo; confira o ranking

Esses vazamentos vão ao encontro que o analista Ming-Chi Kuo publicou a cerca de um mês. No entanto, ele não mencionou a possibilidade de o lançamento acontecer ainda em 2020, mas sim no primeiro trimestre de 2021. Além disso, espera-se que o telefone seja equipado com o chipset A13 Bioni c e com 3 GB de memória RAM.

Se os rumores estiverem corretos, o ano deve ser bastante movimentado para a Apple . Somente para 2020, é esperado que a série 12 de seu celular tenha pelo menos quatro modelos, o iPhone 12 , o 12 Plus, 12 Pro e iPhone 12 Pro Max.

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Tecnologia

O Dilema das Redes: o que aprendemos com o filme que expõe o pior da tecnologia

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O Dilema das Redes
Reprodução/Netflix

O Dilema das Redes retrata os bastidores das empresas de tecnologia

“Se você não paga pelo produto, o produto é você”. A frase, bastante disseminada entre as empresas de tecnologia , ecoou na cabeça de muita gente no mundo todo depois do lançamento do documentário ” O Dilema das Redes” na Netflix, na última semana.

O filme fala sobre os perigos que a massiva coleta de dados pelas redes sociais e aplicativos podem causar aos usuários individualmente e enquanto sociedade. A ideia de todos sermos produtos é baseada no fato de que nossos dados são o que há de mais valioso no modelo de negócios das empresas de tecnologia.

Google , Facebook e outras gigantes lucram com anúncios direcionados. E esse direcionamento só é possível porque nós fornecemos dados para essas empresas o tempo todo. Cada clique, curtida, comentário e tempo passado olhando para uma imagem é guardado e muito bem utilizado por essas companhias.

O objetivo é manter os usuários cada vez mais conectados para que, assim, ele forneça mais dados e esteja mais exposto à publicidade. Mas quais são os prejuízos que isso pode causar? Confira os ensinamentos que podemos tirar do documentário “O Dilema das Redes” – e quais soluções podemos encontrar.

Por dentro do processo

O filme traz diversos ex-funcionários de gigantes de tecnologia que explicam como funcionam os bastidores dos algoritmos . “Tudo o que já fizemos, todos os cliques, os vídeos que assistimos, as curtidas, tudo isso ajuda a moldar um modelo cada vez mais fiel. Assim que esse modelo é criado, é possível prever um padrão de comportamento”, esclarece Tristan Harris, ex-designer do Google.

Tristan explica que há três objetivos principais na maior parte dos algoritmos criados por gigantes de tecnologia. “O de engajamento, para aumentar o seu uso, e te manter navegando. O de crescimento, para que você sempre convide amigos e os faça convidar outros amigos. E o objetivo de publicidade, para garantir que enquanto tudo acontece, estamos lucrando o máximo possível com anúncios”, lista.

Os três objetivos atuam em conjunto para que o algoritmo encontre o conteúdo que você mais gosta para te manter mais tempo ligado às plataformas. Isso explica, por exemplo, o motivo pelo qual a linha do tempo de suas redes sociais  estão sempre repletas dos amigos com os quais você mais interage, assuntos que você gosta e propagandas de produtos que são do seu interesse.

A manipulação do algoritmo

O funcionamento dos algoritmos de redes sociais parecem funcionar muito bem, obrigado. Enquanto as empresas lucram com os dados dos usuários, estes recebem apenas conteúdo que os agradam. Mas, na prática, a troca não é tão justa assim, de acordo com os especialistas.

Para manter o usuário conectados por mais tempo, os algoritmos fazem o que for preciso. Se um usuário se mostra propenso a acreditar em teorias da conspiração, por exemplo, é para isso que as redes sociais irão direcioná-lo. Vale tudo para manter uma pessoa conectada, e a ética costuma passar longe das decisões que os sitemas tomam.

E esse tipo de precisão do algoritmo pode prejudicar o usuário em dois níveis: o pessoal e o social. Do lado pessoal, o documentário expõe a possibilidade das pessoas se viciarem nas redes sociais de uma maneira comparável ao uso de drogas.

Já do lado social, os sistemas de inteligência artificial podem ajudar na disseminação de notícias falsas e teorias da conspiração, facilitando a manipulação política. Além disso, ao mostrar para os usuários apenas aquilo que ele gosta, as redes sociais criam também bolhas sociais, dividindo cada vez mais a sociedade em dois posicionamentos políticos distintos, além de impulsionar o extremismo.

“Falávamos bastante, no Facebook, sobre a ideia de se poder manipular algo para nossas necessidades. E falávamos sobre o Mark [Zuckerberg] ter esse poder de manipulação. Do tipo: ‘quero mais usuários na Coréia hoje’. Basta girar o botão. ‘Vamos aumentar um pouco os anúncios’. Em todas essas empresas, existe esse nível de precisão”, diz Tim Kendall, ex-executivo do Facebook, ex-presidente do Pinterest e CEO do Moment.

Apesar dessa possibilidade de manipulação social e política, os especialistas entrevistados no documentário acreditam que não há um culpado. De acordo com eles, a ideia de criar algoritmos para manter os modelos de negócios pode ter sido inocente, mas gerou diversos danos.

“Há poucas pessoas nessas empresas, no Facebook, no Twitter e várias outras… Há poucas pessoas que entendem como esses sistemas funcionam, e nem elas sabem totalmente o que vai acontecer com determinado conteúdo. Então, como humanos, quase perdemos o controle sobre esses sistemas, porque eles controlam as informações que vemos. Eles têm mais controle sobre nós do que nós temos sobre eles”, afirma Sandy Parakilas, ex-gerente de operações no Facebook e ex-gerente de produtos na Uber.

E agora, preciso excluir minhas redes sociais?

Apesar dos riscos, não é preciso se apavorar. As redes sociais e demais produtos de tecnologia já estão tão inseridos no nosso cotidiano que talvez seja impossível voltar atrás. Já se imaginou sem o seu celular, a busca do Google , o feed do Facebook e as conversas no WhatsApp ?

Se voltar atrás não é a solução, é possível pelo menos minimizar os danos. De acordo com os especialistas, as empresas de tecnologia precisam admitir seus erros e trabalhar para consertá-los.

“A tecnologia não funciona com base nas leis da física. Não é algo concreto. Essas são as escolhas que seres humanos, como eu, têm feito. E os seres humanos podem mudar essas tecnologias”, opina Justin Rosenstein, ex-engenheiro do Facebook e do Google e co-inventor do botão de Like do Facebook. “Nós criamos isso, é nossa responsabilidade mudar”, completa Tristan.

Do lado dos usuários, há diversas ações que podem ser tomadas para minimizar os danos do uso dos seus dados pessoais . É possível driblar o algoritmo para que o conteúdo que você recebe seja realmente o que você quer ver, e não aquilo que as redes sociais querem que você veja. Além da manipulação, é possível também diminuir os riscos de se viciar na tecnologia.

10 dicas para não ser manipulado pelas redes sociais

  1. Entenda o seu uso: repare quanto tempo você passa conectado ao celular e às redes sociais por dia. Esse pode ser um pontapé inicial para começar a mudar o espaço que as tecnologias têm na sua vida;
  2. Desligue as notificações: estudos sugerem que cada pessoa recebe cerca de 63 notificações por dia no celular. Desligá-las vai fazer você se conectar apenas quando quiser, e não quando seu celular está te chamando;
  3. Crie limites: estipule quanto tempo você deseja passar em determinados aplicativos e determine locais e ocasiões nos quais você não vai usar o celular (como na mesa de jantar ou antes de dormir);
  4. Desligue sua localização: a localização é um dado que revela muito sobre você (como onde você mora e trabalha) e, talvez sem perceber, você pode ter permitido que muitos aplicativos a acessem. Por isso, vá nas configurações de cada app e desabilite a coleta de localização. Outra opção é apenas desligar a localização do celular (que geralmente fica na barra de acesso rápido) enquanto não estiver usando o GPS;
  5. Delete aplicativos: se desfaça dos apps que você não usa muito ou que não são essenciais. Isso vai te dar mais tempo livre e diminuir a coleta de dados pessoais;
  6. Desmarque suas fotos: desmarcar seus amigos das suas fotos em redes sociais e se desmarcar das fotos dos demais ajuda a diminuir o cruzamento de dados, tornando o algoritmo menos manipulador;
  7. Configure seu navegador: use as configurações do seu navegador para evitar que seus dados sejam coletados o tempo todo. Uma opção é usar a guia anônima, que evita o rastreamento;
  8. Não clique em vídeos recomendados no YouTube: ao invés disso, procure conteúdos que você quer assistir. Isso te ajuda a não cair em um limbo de acesso aos mesmos conteúdos sempre – o que vicia e restringe sua opinião;
  9. Siga pessoas que você não concorda: seguir pessoas que não têm o mesmo posicionamento que o seu é uma boa forma de mostrar ao algoritmo que você quer receber conteúdos variados e furar a bolha social;
  10. Proteja seus filhos: imponha limites para o uso das redes sociais e celular e converse com as crianças sobre os perigos do mundo digital e da exposição de dados pessoais.

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