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Economia

Inflação oficial do Brasil ficou em 3,75% no final de 2018

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O IBGE divulgou, nesta sexta-feira (11), a inflação oficial do País, que fechou o ano de 2018 em 3,75%
Pixabay

O IBGE divulgou, nesta sexta-feira (11), a inflação oficial do País, que fechou o ano de 2018 em 3,75%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, fechou o ano de 2018 em 3,75%. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com o resultado de 3,75%, a inflação cumpriu, com folga, a meta estipulada pelo Banco Central (BC), que era de 4,5% com intervalo de tolerância entre 3% e 6%. Em 2017, o índice ficou em 2,95%.

O índice também ficou próximo da previsão dos analistas do mercado financeiro, que projetaram de uma inflação de 3,69% , no último relatório Boletim Focus, produzido pelo Banco Central.

Habitação, transportes e alimentos foram setores que mais impulsionaram inflação para cima


Hbitação, transportes e alimentos foram os maiores responsáveis pela inflação de 2018
Thinkstock/Getty Images

Hbitação, transportes e alimentos foram os maiores responsáveis pela inflação de 2018

De acordo com o IBGE, a inflação de 2018  foi diretamente influenciada pelos preços de produtos e serviços de habitação (alta de 4,72%), transportes (alta de 4,19%) e alimentos e bebidas (alta de 4,04%). Juntos, eles somam variação de 2,49 pontos percentuais (p.p), ou seja, foram responsáveis por 66% do IPCA do ano.

Em habitação, a principal influência veio de energia elétrica, que acumulou alta de 8,70% no ano passado. Já no setor de transportes, as maiores altas foram em passagens aéreas (16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%). Na alimentação, as comidas para consumo em casa subiram 4,53%, enquanto a alimentação fora de casa aumentou 3,17%.

Confira a alta ou baixa nos preços de cada setor em 2018:

  • Habitação: 4,72% (0,74 p.p.)

  • Transportes: 4,19% (0,76 p.p.)
  • Alimentação e Bebidas: 4,04% (0,99 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 3,95% (0,48 p.p.)
  • Educação: 5,32% (0,26 p.p.)
  • Artigos de Residência: 3,74% (0,15 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 2,98% (0,33 p.p.)
  • Vestuário: 0,61% (0,04)
  • Comunicação: -0,09% (0 p.p.)
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O grupo Educação também apresentou aumento (5,32%), apesar de baixa na variação (0,26 p.p). Nesse setor, os preços mais altos ficaram com os cursos regulares (5,68%).


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Bolsonaro assina medida provisória para fazer pente-fino em benefícios do INSS

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A medida provisória sobre o pente-fino do INSS só terá força de lei quando for publicada no Diário Oficial da União
Alan Santos/Presidência da República

A medida provisória sobre o pente-fino do INSS só terá força de lei quando for publicada no Diário Oficial da União

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou, nesta sexta-feira (18), uma medida provisória (MP) que estabelece iniciativas para combater fraudes em benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A medida altera regras para a concessão de auxílio-reclusão, pensão por morte e aposentadoria rural, além de prever uma economia de R$ 9,8 bilhões só em 2019 a partir das auditorias realizadas.

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Para fazer o pente-fino no INSS , a MP cria duas estruturas: o Programa Especial para Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade e o Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade. O primeiro, que contará com o trabalho de técnicos e analistas do INSS, ficará responsável por 3 milhões de processos pendentes de análise e terá orçamento de R$ 110 milhões em 2019. Se prorrogado até o ano que vem, esse valor baixa para R$ 25 milhões.

O segundo, por sua vez, ficará a cargo de peritos médicos federais. O objetivo é revisar todos os benefícios pagos por incapacidade e que não passam por perícia médica há mais de seis meses. Mais de 2,5 milhões de benefícios de prestação continuada e outros de natureza previdenciária, assistencial, trabalhista ou tributária também serão auditados. O orçamento para esse programa é de R$ 123 milhões neste ano e de R$ 90 milhões se revalidado em 2020.

Por se tratar de uma MP, o decreto terá força de lei somente quando for publicado no Diário Oficial da União, o que deve acontecer ainda hoje, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Depois disso, o Congresso Nacional terá até 120 dias para analisar o texto e torná-lo, de fato, uma lei. Se isso não acontecer, a MP perderá a validade.

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Principais mudanças


No auxílio-reclusão pago pelo INSS serão impostas algumas restrições para dependentes de presos em regime fechado
Shutterstock

No auxílio-reclusão pago pelo INSS serão impostas algumas restrições para dependentes de presos em regime fechado

No auxílio-reclusão , serão impostas algumas restrições para dependentes de presos em regime fechado, que deverão ter um tempo mínimo de contribuição para o INSS de 24 meses. A MP também cancela o benefício a presos no regime semiaberto e proíbe a acumulação do auxílio com outras gratificações. Além disso, a comprovação de baixa renda levará em conta a média dos últimos 12 salários do segurado, e não somente o anterior à prisão, como é hoje.

Para pensões por morte, a MP passará a exigir comprovação documental de relações de união estável ou de dependência econômica. Para receber o benefício desde a data da morte do segurado, filhos menores de 16 anos deverão requerer a pensão em até 180 dias após o falecimento. A medida, segundo a Secretaria da Previdência, também acaba com pagamentos de pensão por morte em duplicidade.

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A aposentadoria rural também deve sofrer mudanças importantes. Será criado um cadastro de segurados para abastecer o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), que será, a partir de 2020, a única forma de o trabalhador rural comprovar seu tempo de contribuição. Até lá, só será possível atestar o período de contribuição para o INSS por meio de uma autodeclaração, que terá que ser homolagada por entidades do Pronater (Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural) a partir de março.

Pente-fino de Temer


Em 2016, Michel Temer deu início a um pente-fino nos auxílios-doença e aposentadorias por invalidez pagos pelo INSS
Alan Santos/Presidência da República

Em 2016, Michel Temer deu início a um pente-fino nos auxílios-doença e aposentadorias por invalidez pagos pelo INSS

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Revisar os benefícios pagos pelo INSS não é exclusividade do governo Bolsonaro. Em agosto de 2016, o então presidente Michel Temer (MDB) deu início a um pente-fino nos pagamentos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Segundo anunciado pelo Ministério da Cidadania, foram realizadas quase 1,2 milhões de perícias e cancelados 578,5 mil benefícios irregulares até 31 de dezembro de 2018.

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